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    "Cinema não tem que ser politicamente correto", diz diretor

    Cineclick conversou com Sebastián Borensztein e Federico Posternak
    Por Diego Canha
    30/10/2019

    A Odisseia Dos Tontos chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira e tivemos a oportundade de entrevistar o diretor Sebastián Borensztein e o produtor Federico Posternak. O filme que já foi visto por mais de 1 milhão e 800 mil pessoas na Argentina é um sucesso catártico com o público e tem tudo para agradar por aqui também.

    Com um filme de levante anárquico, Borensztein respondeu se um filme deve ser responsabilizado por como influencia seu público, questão muito levantada após o lançamento de Coringa:

    "Nenhuma! Cinema é o lugar perfeito para fazer as coisas que na vida real você não pode fazer. É normal histórias de vingança, com sangue. O cinema não tem que ser politicamente correto ou justo com a lei, para isso está nossa vida real. O cinema está para voar com a fantasia e parte da fantasia de todos é fazer isso".

    Quando questionado sobre como esse filme será recebido internacionalmente, Seba foi claro em apontar que todos se identificarão com o longa: "Porque o que acontece nessa história, acontece no mundo inteiro. Você vê na televisão o que está acontecendo no Chile. Ninguém mais é ingênuo com o sistema, qualquer pessoa do mundo se identifica com esses tontos".

    Federico salientou como o filme é apartidário e que isso fez com que argentinos peronistas e anti se identificassem.

    Luis Brandoni, um anti-peronista conhecido, interpreta um anárquico. E sobre isso, o diretor disse que o elenco era multi-ideológico e que estavam todos focados em fazer um bom filme, comer bem, beber bem.

    "Tontos contra filhos puta", foi assim que Borensztein resumiu o que é o mundo atualmente e do que se trata o longa.

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