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    Como a Netflix me fez gostar de Reality Shows

    Séries do streaming são o prazer da alienação, puro entretenimento
    Por Daniel Reininger
    09/03/2022 - Atualizado há 2 meses

    Nunca gostei de Realities. Já tentei ao longo dos anos assistir BBB, Casa dos Artistas, No Limite, De Férias com o ex, Largados e Pelados, praticamente todos que você possa imaginar, mas nunca me gerou interesse suficiente para investir tempo nisso. Aí veio The Circle, da Netflix. E tudo mudou!

    Como tudo começou...

    Na verdade, existe um outro Reality pelo qual sou apaixonado. Ele se chama The Amazing Race e mostra uma corrida ao redor do mundo, mas o programa não é exibido no Brasil há anos. Fora ele, nada me cativou até 2020.

    Com The Circle, apostando num formato inovador, com foco no isolamento social, comunicação apenas por mensagens de texto, incentivando os participantes a interagirem como em uma rede social e com uma paranoia desmedida em torno dos perfis fakes, eu me vi grudado na tela maratonando um Reality.

    "Um caso fora da curva", pensei, afinal alguma hora um Reality teria que capturar a minha atenção e isso finalmente aconteceu. "Normal, esse formato me atraiu, mas deve ser um caso isolado", me enganei.

    Depois da primeira temporada do The Circle Brasil, maratonei as versões americanas, francesa e me divertia a cada novo participante, feliz com as inovações de temporada a temporada. Chego a ficar ansioso com uma a próxima edição, do mesmo jeito que ficaria, por exemplo, com a série The Expanse, que amo.

    E não parou aí...

    Empolgado por ter me divertido com um estilo de Reality Show, decidi ver outros. Comecei pelos clássicos, e nada. Tentei Game dos Clones, da Amazon Prime Video, que até me divertiu por um ou dois capítulos, mas foi só. Até que chegou a hora de ver de ver Brincando com Fogo, também da Netflix.

    Foi com essa série que vi que eu gosto sim de Reality, ele só precisa ser inusitado e ter uma edição ágil. Em Brincando com Fogo é a tortura psicológica de casais que não podem se pegar que me entretém. E a dinâmica me faz rachar de rir, apostar e ficar indignado. Maratonei, vi todas as edições e fico no aguardo da próxima com ansiedade!

    Sem volta

    Agora assisto até Casamento às Cegas, que ainda acho um pouco lerdo, mas dá pra ver inteiro. 

    O que ficou claro pra mim nesses dois anos de exploração dos Realities do streaming é que eu detesto edição lerda, odeio esperar vários dias para ter alguma decisão, que nem será tão impactante assim no fim das contas, e gosto mesmo é do caos, do jogo mudando, da produção metendo regra nova abertamente no meio da edição pra agitar as coisas, de gente estratégica, mas também de gente emocionada. 

    Também tem o quesito inusitado, os realities da Netflix abordam diversos temas, com formatos diferentes, sem vergonha de mudar as coisas se a edição está paradona

    Outro elemento que gosto muito é o fato de não ter a participação do público, o que garante um jogo mais estratégico, para quem quer jogar, ou algo mais orgânico, no caso de realities como Brincando com Fogo, que poderia até ter algum tipo de interação, se a Netflix assim quisesse.

    Netflix mudou minha visão dos realities

    Sem dúvida, vou me divertir com programas de outros streamings e canais no futuro, mas devo à Netflix ter descoberto os reality shows como fonte de diversão.

    E para quem trabalha com entretenimento como eu, todo e qualquer programa novo que me ajude a relaxar é extremamente bem-vindo, ainda mais por garantir uma visão ainda maior da cultura como um todo.

    Não há dúvidas de que a Netflix sabe o que faz quando se trata de séries e isso se reflete, também, em seus shows sobre a realidade. Então não perca tempo e assista já os realities do streaming, eles são realmente divertidos!

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