cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    Entenda como 'Pânico' se tornou tão popular

    Wes Craven e Kevin Williamson criaram um fenômeno do horror
    Por Daniel Reininger
    13/01/2022 - Atualizado há 6 dias

    Wes Craven foi um gênio do terror. Em 1984 criou A Hora Do Pesadelo, uma das produções mais clássicas que apresentou Freddy Krueger. Em 1996, o cineasta voltaria a revolucionar o subgênero com Pânico

    A franquia slasher se mostrou lucrativa, mesmo com orçamentos baixos, mas também criou um novo tipo de filme: a mistura da comédia com o horror. Resultdo: Pânico foi um grande sucesso, deu origem a quatro sequências e mudou o cinema para sempre.

    Inovador

    O primeiro Pânico foi um sucesso e rendeu mais de US$ 173 milhões no mundo inteiro nos anos 90. A trama acompanha Sidney Prescott (Neve Campbell), uma jovem atormentada por problemas pessoais do passado, mas que vive a usual vida adolescente de uma pequena cidade. Tudo complica quando ela se torna o alvo de um assassino que usa uma máscara inspirada na pintura O Grito, de Edvard Munch.

    É a típica premissa do subgênero do terror e o longa poderia ser bom sem as autorreferências de Craven, pois Sidney é bem desenvolvida, assim como os personagens coadjuvantes.

    Porém, Craven e Williamson realizam um trabalho metalinguístico nunca antes visto em produções assim, que consegue localizar espectadores mais leigos no clima do filme e cativar por completo os amantes veteranos de terror. 

    Boas sequências

    Pânico 2 e Pânico 3 chegaram apenas com um ano de diferença. Ambos repetiram a boa bilheteria do longa original, com, respectivamente, uma renda mundial de mais de US$ 172 e US$ 161 milhões. 

    O segundo filme, por exemplo, explora a ideia do que uma continuação de terror é feita, enquanto o terceiro, que chega com o estigma de trilogia, é a inflação natural de tudo o que já ocorreu na saga. 

    Pânico 4, de 2011, faturou mais de US$ 97 milhões no mundo todo. Ele tenta algo novo, enquanto a própria trama questiona a estrutura dos remakes.

    Humor

    Pânico sempre tirou sarro de si. Há personagens em todos os longas que contam piadas e outros que basicanente explicam toda a trama como uma brincadeira de metalinguagem.

    Em Pânico 2, por exemplo, há um momento na sala de aula em que a pergunta "quais sequências foram boas?" é feita. Essa indagação não está sendo feita só para os personagens, mas para o espectador, o que cria uma empatia imediata com a franquia. 

    Esses são filmes capazes de criar um clima de terror quando precisam, mas são, em geral, leves e divertidos. O novo filme, por exemplo, brinca com o fanatismo e usa muito bem a metalinguagem, sempre falando de si, sem falar diretamente.

    Vilão icônico

    E claro, conseguir criar um vilão icônico não é fácil e Ghostface se tornou um dos mais famosos antagonistas da cultura pop.

    Mesmo vivido por personagens diferentes, uma forçada de barra proposital da franquia, o assassino é sempre eficiente e gera tensão, perfeito para o clima de terror que a franquia tenta criar.

    Pânico 5

    Pânico, o aguardado quinto longa da franquia de terror, chegou aos cinemas com Ghostface ainda mais sedento por sangue.

    Além do retorno de parte do elenco original, Pânico trará nomes como Jack Quaid, Jenna Ortega, Melissa Barrera e Mason Gooding.

    A trama será ambientada 25 anos após os primeiros assassinatos que tomaram a cidade de Woodsboro, mas agora um novo assassino se apropria da máscara de Ghostface e começa a perseguir um grupo de adolescentes.