Crítica: Cursed traz leveza à lenda do Rei Arthur

Série de fantasia já está disponível na Netflix

17/07/2020 00h01

Por Daniel Reininger

Quem está com saudades de The Witcher, da Netflix, pode se divertir com outra adaptação literária de fantasia e ação: Cursed - A Lenda do Lago, uma nova versão da fábula do rei Arthur, mas com uma novidade: a história explora uma personagem importante e pouco aproveitada: A Dama do Lago.

Criado pelo ícone dos quadrinhos Frank Miller e pelo escritor Thomas Wheeler, Cursed é uma reimaginação da lenda arturiana contada pelos olhos de Nimue (Katherine Langford), uma jovem feiticeira destinada a a se tornar a trágica figura das histórias clássicas. Na série, após a morte de sua mãe, ela encontra um parceiro inesperado em Arthur (Devon Terrell), um humilde mercenário, em uma missão para encontrar Merlin (Gustaf Skarsgård) e entregar uma espada lendária.

Ao longo de sua jornada, ela se torna um símbolo de coragem e rebelião contra os terríveis Paladinos Vermelhos e o Rei Uther (Sebastian Armesto). Cursed – A Lenda do Lago é uma história sobre amadurecimento e trata de temas bem atuais, como: destruição da natureza, opressão das minorias, terror religioso e guerras.str

A série é um conto de fadas sombrio e evoca essa ideia com cenas animadas que lembram páginas de um livro de histórias. Só que o que parece uma série adolescente logo de cara, se torna algo bem mais complsco conforme a trama evolui. A adaptação do best seller para a série conta com 10 episódios e a Netflix nos liberou metade deles, mas a dica é: Se não gostar do primeiro episódio, assista até o terceiro, a essas alturas você estará viciado na história de Nimue.

Katherine Langford, atriz australiana que interpreta Nimue, convence como a protagonista. Sua interpretação é boa, apesar de ser um papel complicado, tanto em termos emocionais quanto físicos, afinal, ela conta com muitas cenas de ação.

Ao lado de Nimue estão o mercenário Arthur (Devon Terrell), a rebelde Igraine (Shalom Brune-Franklin) e a melhor amiga de Nimue, a tímida Pym (Lily Newmark). O elenco de apoio funciona bem e a relação deles é o fio condutor da trama. Além deles, Gustaf Skarsgård diverte como Merlin e seu arco é bem interessante também. Quem gostava do ator como Floki em Viking tem tudo para gostar dele em Cursed - A Lenda do Lago.

A série investiu em cenários e figurino para garantir um realismo ao mundo medieval apresentado na série e lembra muito o visual de The Witcher, como um todo. As criaturas são bem feitas, com o povo feérico, seres ligados à natureza, bem variadas e distintas. É curioso ver as várias formas que esses seres possuem a cada novo encontro. Curiosamente, o visual também fica mais interessante conforme os episódios passam.

Embora muito focado nos personagens, a série consegue proporcionar uma boa construção de mundo e, conforme a trama evolui, é possível entender melhor como tudo funciona no reino, as motivações dos antagonistas, as alianças, as relações de cada grupo com os outros e também a relação dos humanos com o oprimido povo feérico.

Cursed - A Lenda do Lago não é uma obra de arte, longe disso, mas é uma série divertida para quem gosta de fantasia medieval. O começo fraco pode afastar os mais críticos, mas a trama melhora muito conforme os episódios avançam a narrativa e é fácil se interessar pelas motivações dos personagens e querer saber como vão resolver suas complicações. Se você comprar a ideia da história, se tornará aquela típica diversão pipoca para o fim de noite ou para uma maratona no fim de semana.

A série já está disponível na Netflix. Assista ao trailer:

 

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