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    Cry Macho parece ser a despedida de Clint Eastwood; entenda

    Novo filme do diretor durão soa como mais como um "adeus" do que um "até breve"
    Por Da Redação
    19/09/2021 - Atualizado há 30 dias

    "Eu acho que isso é um adeus, velho amigo/Você tem sido um amigo perfeito. /Eu odeio ter que me separar, velho amigo/Algum dia eu vou comprar você de volta". 

    O verso acima, de "I Guess This Is Goodbye", do musical Into The Woods (que chegou a ganhar uma adaptação para as telonas) conseguiria facilmente embalar a cena final de Cry Macho: O Caminho Para a Redenção (2021), novo filme de Clint Eastwood.

    Isso porque o longa-metragem soa bastante como o adeus do diretor durão, seja na frente ou atrás das câmeras. 

    Embora Eastwood já tenha afirmado anteriormente que pretende se aposentar do ofício de ator, mas não do de diretor, aos 91 anos e com um filme no tom de Cry Macho, fica difícil não assistir à mais recente produção e imaginá-lo como sua despedida das telonas. 

    Continue a leitura para saber mais. 

    O filme 'Cry Macho'

    Gravado durante a pandemia, em Cry Macho: O Caminho para Redenção temos o retorno de Clint Eastwood na frente das câmeras, posição que não ocupava desde A Mula, de 2018.

    Ambientado em 1979, no novo título vemos Eastwood na pele de Mike Milo, uma antiga estrela de rodeio e criador de cavalos que, após ser demitido, aceita um trabalho do ex-patrão para trazer o seu filho para casa. 

    O unigênito em questão é um garoto problemático chamado Rafo (interpretado por Eduardo Minett), que vive no México e cultiva um hobby bastante obsceno de participar em brigas de galo. 

    Forçados a fazer o caminho para o Texas por estradas secundárias, esta dupla improvável enfrenta uma viagem muito desafiadora, durante a qual, a cansada estrela de rodeio descobre ligações inesperadas com o filho do ex-patrão e — sem querer — o seu caminho para a redenção. 

    Eastwood e Minett, a dupla improvável de Cry MachoDivulgação

    Por que despedida?

    Não é preciso ler mais de uma vez para perceber que a sinopse acima toca em temas comumente vistos em obras anteriores do diretor, como Menina de Ouro (2004), Os Imperdoáveis (1992) ou Invictus (2009) ou Gran Torino (2008): ex-estrela em busca de redenção, uma jornada inesperada e também dupla improvável. 

    Ao tocar em temas clássicos da sua filmografia e abordá-los sem maiores pretensões de transformar a história de 'Cry Macho' em algo maior do que é, Eastwood parece dirigir a retrospectiva perfeita — aos olhos dos seus fãs — de uma carreira iniciada nos anos 1950.  

    O tom melódico de despedida não é percebido apenas na história, mas como no próprio personagem de Mike Milo. Ao longo da produção, o ex-caubói parece estar às margens de se despedir da imagem que construiu para si após uma vida nos rodeios: um homem durão que não dá muita margem para conversa fiada e totalmente ligado a tradições. 

    Ao se conectar com o filho do ex-patrão, Mike parece deixar para trás tudo o que passou na vida para abraçar algo novo, para abrir sua mente. Seja para uma nova amizade ou para o amor, que ele encontra na personagem de Marta (Natalia Traven). 

    Em 'Cry Macho' também vemos o último dos caubóis e o último dos românticos em Eastwood, além do melhor que o seu cinema já conseguiu oferecer ao longo dos anos. Francamente? Se isso não for uma despedida, não faço a mínima ideia do que o diretor ainda consiga tirar da manga. 

    Veja o trailer de Cry Macho: O Caminho Para a Redenção

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