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    Diretor de Engraçadinha morre aos 68 anos no Rio

    Por Roberto Guerra
    22/12/2013

    O cineasta Haroldo Marinho Barbosa, que dirigiu o longa Engraçadinha em 1981, inspirado na obra de mesmo nome de Nelson Rodrigues - e "Baixo Gávea" (1986), foi cremado neste sábado (21) no Crematório da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro por volta das 14h. Ele morreu aos 68 anos na última quinta-feira após ter sofrido uma queda brusca em sua casa em Petrópolis, região serrana da cidade, e batido com a cabeça no chão.

    De acordo com publicação feita no Facebook pela mulher do cineasta, Lyscia Braga, Haroldo morreu de infarto do miocárdio e tinha coágulos de sangue e gordura no coração. "Foi fulminante quando caiu já caiu morto", escreveu ela. Ele deixou uma filha, Olívia.

    "Haroldo foi cremado hoje. Ele pediu para jogarmos suas cinzas no jardim, jardim que ele cuidava de ficar vazio, só com pedriscos que ele mandou colocar. Não era chegado a plantas mas queria uma árvore grande no jardim, apenas uma. Achei uma chamada Jacarandá Mimoso , uma arvore em extinção. Ia mostrar para ele quando ele morreu. Ele tinha pedido para jogarmos suas cinzas no jardim da casa que moramos, que é de 1894 e está na família dele desde 1904, com muitas histórias. Somos a sexta geração nessa casa. Resolvi plantar essa única árvore no jardim e jogar suas cinzas lá", escreveu ela na rede social.

    Carreira

    Haroldo Marinho Barbosa atuou como diretor em a década de 70 e 80. Seus primeiros curtas-metragens foram "Copacabana" (1965), "Eu Sou Vida, Eu Não Sou Morte" (1970) e "Dom Quixote" (1967).

    O cineasta dirigiu seu primeiro longa-metragem, "Vida de Artista", em 1972. No entanto, seu reconhecimento só viria depois de uma década com "Engraçadinha". O filme foi protagonizado por Lucélia Santos, que levou o prêmio de melhor atriz. O longa também recebeu a premiação de melhor roteiro e música no Festival de Brasília.

    Seu último filme como diretor foi "Baixo Gávea" e recebeu o prêmio do júri no Festival do Rio, vencendo também as categorias de melhor ator com Carlos Gregório e melhor atriz para Louise Cardoso, no Festival de Brasília.

    Já perto dos anos 90, ele passou a escrever roteiros. Já em 2003, ele assinou o roteiro de "O Vestido", de de Paulo Thiago, baseado na obra de Carlos Drummond de Andrade. Já seu último e mais recente trabalho em direção foi com "O demoninho de olhos pretos", de 2008 - uma adaptação dos "Contos Fluminenses", de Machado de Assis.