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    Eduardo Coutinho: Justiça decreta prisão do filho do cineasta

    O corpo do cineasta é velado na manhã desta segunda-feira
    Por Daniel Reininger
    03/02/2014

    Duas facas sujas de sangue foram encontradas no quarto de Daniel Coutinho, apontado como responsável pela morte de seu pai, o cineasta Eduardo Coutinho. A informação veio do diretor da Divisão de Homicídio do Estado do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (3).

    Daniel, de 41 anos, morava com os pais. Ele usou as duas facas nos ataques aos pais e depois bateu na porta de um de seus vizinhos e disse: "Eu libertei meu pai, tentei libertar a minha mãe e tentei me libertar", segundo um vizinho, Daniel possui quadro de esquizofrenia.

    Ele está internado no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro, mesmo local onde sua mãe, Maria Oliveira Coutinho, está em estado grave. Ela levou cinco facadas ao todo: duas nos seios e três no abdômen, e uma delas perfurou o fígado.

    O diretor da Divisão de Homicídio aguarda a liberação dos médicos do hospital para ouvir o depoimento de Daniel. "Estamos esperando o autor se recuperar para que a gente possa mandar um policial que é psicólogo, para entender e conversar com ele e para que a gente possa formalizar o depoimento", disse.

    O corpo do cineasta é velado na manhã desta segunda-feira (3) no Cemitério São João Batista, na zona sul do Rio de Janeiro. O enterro está marcado para acontecer às 16h no mesmo local.

    [ATUALIZADO] Decretada pela justiça do Rio de Janeiro no último domingo, 2, a prisão de Eduardo Oliveira Coutinho foi anunciada nesta segunda-feira pelo titular da Divisão de Homicídios (DH), Rivaldo Barbosa. No documento oficial, a juíza Nathalia Calil Miguel Magluta, responsável pelo caso, esclareceu as razões da prisão preventiva do filho do cineasta Eduardo Coutinho. Daniel foi apreendido logo após confessar, na frente dos vizinhos, ter desferido golpes de faca contra seus pais.

    "A prisão mostra-se formal e materialmente legal, não sendo caso de relaxamento. Quanto à conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, entendo que assiste razão à autoridade policial e ao Ministério Público, sendo, por ora, necessária a custódia cautelar do indiciado. Com efeito, à luz dos elementos informativos contidos na comunicação da prisão em flagrante do indiciado, entendo que sua prisão preventiva deve ser decretada para a garantia da ordem pública, da futura aplicação da Lei Penal e da futura instrução criminal, havendo diversas diligências policias ainda pendentes de realização com vistas à integral instrução da causa", escreveu a juíza em sua decisão.