"Ele é herói", diz Kiko Pissolato sobre personagem em nova série

O ator viverá Álvaro na comédia Sala dos Professores que estreia em 2020

12/09/2019 19h01

Por Thamires Viana

Sala dos Professores, série dirigida por Daniele Ricieri e Thomas Miguez, promete revelar os diferentes desafios enfrentados pelos mestres no dia a dia escolar.

Prevista para chegar em 2020 no canal Cine Brasil TV, a produção da Realejo Filmes inova ao trazer a referência de linguagem mockumentary, popular em séries norte-americanas como The Office (NBC) e Modern Family (ABC). A proposta de um falso documentário é aproximar o telespectador da história por meio da interação dos personagens com a câmera.

Para sabermos mais detalhes da nova atração, conversamos com o ator Kiko Pissolato que viverá Álvaro, um professor de História que luta diariamente por aquilo que acredita. 

Confira o bate-papo exclusivo:

CINECLICK: Kiko, nos conte um pouco mais sobre o Álvaro?

KIKO: O Álvaro é um professor de História que vive nesta batalha árdua que é a profissão dos professores. Eu falo que ele é um pé na realidade! Lógico que todos os personagens possuem seus próprios dilemas, mas ele escancara a realidade do que é ser professor no Brasil, de como é dificil seguir essa carreira e do quão sucateado é, até mesmo em escolas particulares. É um cara idealista, de esquerda, que está sempre lutando contra o sistema e por aquilo que acredita. 

CINECLICK: Você chegou a fazer algum laboratório para viver o personagem?

KIKO: Não precisei. O Álvaro é proximo de mim. Eu, como artista, me identifico bastante porque no nosso país, infelizmente, a arte e a cultura nunca foram valorizadas e hoje ainda menos! Estamos sob um governo que sucateia o tempo todo a nossa educação, a nossa cultura... A revolta e indignação presentes no Álvaro são presentes no Kiko também! Talvez algo que tenha servido de laboratório tenha sido aprender Libras, algo completamente diferente pra mim. Meu personagem tem um filho com deficiência auditiva e isso me fez mergulhar no universo das Libras. Eu já prometi para o Guilherme Stark, ator que vive o Tadeu, que melhorarei ainda mais na segunda temporada. Além disso, é importante ressaltar a importância da inclusão e da representatividade na série. O fato de trazermos um ator com deficiência mostra como a inclusão é fundamental em todos os sentidos. Eu cheguei a cobrar para a Realejo Filmes [produtora da série] que a legenda seja feita porque é uma luta de todos os surdos do Brasil apreciarem uma obra. Não adianta ter um ator surdo na produção se ele não puder assistir.

CINECLICK: Você viveu recentemente O Doutrinador, um anti-herói que mata políticos corruptos. Você acredita que há traços dele no Álvaro? 

KIKO: Alguns traços do Doutrinador estão presentes, até porque não dá para me separar de todos os personagens. Eu trago muito de mim para todos eles, então sempre haverá alguma coisa. Acredito que ele é o Álvaro possuem viés ideológicos parecidos, portanto o combustível é o mesmo, mas o resultado da explosão, da combustão é outro! E para mim, o verdadeiro herói é o Álvaro [risos]. 

CINECLICK: E para você, qual é o diferencial da série para atrair o público?

KIKO: Acho que estamos tratando o humor de maneira diferente do que já foi visto. Além disso, a série tem um texto de muita qualidade escrito pelo Léo [Leonardo Cortez, autor] e a nossa grande inspiração, vinda da série de sucesso The Office, é uma inovação. Isso de trazer a câmera presente, mudando a linguagem para falar diretamente com o público, é um grande diferencial!

A primeira temporada de Sala dos Professores acompanha a rotina de Teresa (Claudia Missura), Daniel (João Côrtes), Álvaro (Kiko Pissolato), Lázaro (Markinhos Moura), Reca (Fafá Rennó), Olivério (Gedio Amadeu) e Mariana (Carolina Borelli), educadores que, além de lidarem com o conteúdo apresentado em sala de aula e seus problemas pessoais, estão apreensivos com a chegada de Alfredo Whitaker (Marcello Airoldi), diretor que assume a responsabilidade de liderar um corpo docente pela primeira vez.

A série foi criada por Leonardo Cortez e Thomas Miguez, respectivamente roteirista e diretor da obra, e tem estreia prevista para o início de 2020.


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