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    Emmy 2021: derrotados da noite fazem mais barulho que vencedores; entenda

    Produções da Netflix bateram recorde de vitória de mais de 47 anos
    Por Flávio Pinto
    20/09/2021 - Atualizado há 29 dias

    A noite dos Emmys - maior prêmio da indústria televisiva - aconteceu ontem (19) e sem muitas grandes surpresas. E praticamente igual a como havíamos analisado anteriormente. Com múltiplas vitórias, Ted Lasso (AppleTV+) e O Gambito da Rainha (Netflix) dominaram seus segmentos, comédia e série limitada, respectivamente.

    The Crown, badalada série sobre a Rainha Elizabeth, da Netflix, dominou a noite inteira. Ao todo, a produção ganhou todos os prêmios nas sete categorias principais nas quais concorria: melhor ator coadjuvante (Tobias Menzies), melhor atriz coadjuvante (Gillian Anderson), melhor roteiro, melhor direção, melhor atriz (Olivia Colman), melhor ator (Josh O'Connor) e melhor série. 

    Agora, além de totalmente premiada, a série também atingiu um feito histórico: nunca anteriormente uma produção do segmento de drama havia vencido todos os principais prêmios da noite em uma só edição. Anteriormente, o feito só havia sido cumprido pela comédia Schitt's Creek, em 2020, e pela minissérie Angels in America, em 2004.

    Veja o que mais aconteceu na 73.ª edição dos Emmy Awards. 

    Uma noite de derrotas enormes

    Embora a edição tenha sido marcada pela vitória geral dos streamings, muitas séries saíram de mãos abanando. Indicadas a muitas categorias, Pose (Star+), WandaVision (Disney+), The Mandalorian (Disney+), Lovecraft Country (HBO) e The Handmaids Tale (Paramount+) não levaram um prêmio sequer. 

    E quando partirmos para dados demográficos, a situação ainda é pior. Embora a edição tenha marcado o recorde de atores não-caucasianos indicados, absolutamente todos vencedores nas categoriais de atuação foram astros brancos. Todos, sem exceção. Para deixar a coisa ainda mais feia, o apresentador da noite era Cedric The Entertainment, um dos humoristas negros mais respeitados da indústria.  

    Ou seja, além de um problema com gênero, aparentemente, a Academia de Artes e Ciências Televisivas parece ter um problema com raça. 

    Michaela Coel ganhou um Emmy de melhor roteiro por I May Destroy You, uma das poucas vitórias para não-caucasianos na noiteReprodução (YouTube)

    #EmmysSoWhite

    Após o resultado dos vencedores, as redes sociais foram bombardeadas com a hashtag #EmmysSoWhite - fazendo alusão ao movimento #OscarSoWhite, de 2015, quando o Oscar esnobou atores negros em diversas categoriais. Isso porque, pelo menos, Michaela Coel conseguiu levar a melhor na categoria de roteiro pela pungente e impressionante minissérie I May Destroy You (HBO Max). 

    A série sobre a experiência de abuso sexual, - infelizmente - vivida por Coel na vida real, ganhou o prêmio de roteiro. Ao subir ao palco, Michaela foi ovacionada e dedicou à estatueta às vítimas de abuso sexual. 

    Gratas surpresas

    Embora a noite parece ter sido talhada para a dominação total de O Gambito da Rainha e Ted Lasso, isso não aconteceu. 

    O Gambito da Rainha teve de dividir atenção com os prêmios levados por Mare of Easttown (HBO). Estrelada por Kate Winslet, a produção levou prêmios para a atriz Oscarizada - na categoria de melhor atriz -, além de vitórias surpreendentes para Evan Peters (American Horror Story) e Julianne Nicholson (Álbum de Família), que interpretaram personagens essenciais para justificar o sucesso da minissérie de grife da rede a cabo.

    Ted Lasso compartilhou a grande noite com outra série da HBO Max, Hacks. Embora a vitória de Jean Smart, estrela da produção, já fosse esperada, Hacks também ganhou prêmios nas categorias de roteiro e direção em comédia. 

    No geral, mesmo com as derrotas da diversidade de gêneros e de talentos, mais uma vez, o grande prêmio da televisão reconheceu o poder das mulheres das telinhas. 

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