cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    Entenda o caso do médico de 'Pai Nosso' da Netflix

    Polêmica história real gerou comoção na internet
    Por Redação
    11/05/2022 - Atualizado há 16 dias

    O documentário Pai Nosso causa polêmica na Netflix e nas nas redes sociais. Baseado em fatos, o filme acompanha uma mulher que faz um teste de DNA e descobre vários meios-irmãos, revelando um esquema chocante que envolve um famoso especialista em inseminação artificial. 

    A produção revela a história de Donald Cline, um médico especialista em inseminação artificial que, nos anos 70 e 80, inseminou mais de 50 mulheres com seu próprio sêmen, sem aprovação delas.

    A série

    Jacoba Ballard era filha única e sempre sonhou em ter irmãos. Até que um teste de DNA caseiro revelou que ela já tinha sete – um número totalmente contrário às melhores práticas da medicina da fertilidade. 

    Todos eles foram concebidos por inseminação artificial e, juntos, partem em busca de mais informações sobre essa curiosa árvore genealógica.

    Eles acabam descobrindo uma verdade chocante: o médico especialista em fertilidade contratado por seus pais inseminava as pacientes com o próprio sêmen, sem o consentimento delas. 

    Então, Ballard e seus irmãos perceberam que esse era apenas o começo de um caso que ia ainda mais longe. Esta história perturbadora sobre uma quebra de confiança inimaginável gira em torno da busca dos irmãos por justiça.

    O caso

    Donald Cline abriu sua clínica de fertilidade em Indiana, nos EUA, em 1979 e era considerado o melhor médico de infertilidade da cidade de Indianápolis. Só que, secretamente, ele ignorou os pedidos e escolhas das mulheres e usou seu próprio esperma nas doações que resultaram em, pelo menos, 50 crianças nascidas nas décadas de 1970 e 1980.

    Depois de descobrirem os diversos meios-irmãos, seis deles resolveram confrontar Cline pessoalmente. Quem organizou esse encontro foi o filho do médico, quando Cline já tinha 70 anos.

    O filme da Netflix revela o caso e deixa claro o absurdo que é a Justiça norte-americana não considerar os atos do médico como criminais.

    Mesmo tendo sido inseminadas sem consentimento, as vítimas do médico não conseguem fazer Cline pagar pelos seus atos de forma judicial, afinal, a lei norte-americana não traz qualquer tipo de proteção para casos como esse.

    No final das contas, Cline só foi acusado de obstrução de justiça. Em dezembro de 2017, ele se declarou culpado, afinal, mentiu para investigadores estaduais a respeito de usar o seu esperma para fazer as fertilizações em sua clínica. Cline foi sentenciado a um ano de prisão, mas a sentença foi suspensa. 

    Atualmente, as vítimas lutam pela criação de leis contra a “fraude de fertilidade”. Em 2019, o estado americano de Indiana se tornou o primeiro a criar uma lei para impedir algo assim de acontecer novamente.

    Assista

    O intrigante documentário vai muito além e traz algumas revelações impressionantes. O longa está na Netflix.

    Veja mais