cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    Entenda porque 'Resident Evil' é tão diferente no cinema

    Saiba também mais sobre a série que chega na Netflix em breve
    Por Daniel Reininger
    10/06/2022 - Atualizado há 25 dias

    Resident Evil é sucesso máximo dos games de horror de sobrevivência, com mais de 100 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro, por isso mesmo, nos anos 2000, Resident Evil - O Hóspede Maldito chegou aos cinemas com a estrela Milla Jovovich (O Quinto Elemento) e muita ação. 

    Sem tentar ser fiel aos jogos, a franquia de filmes se tornou um sucesso, fez os zumbis ganharem muitos fãs, assim como os jogos, e arrecadou mais de US$ 1,2 bilhão nas bilheterias mundiais. 

    O primeiro jogo foi lançado para o Sony PlayStation em 1996 e desde lá a franquia se tornou um gigante do entretenimento, mas curiosamente, filmes e games e séries parecem quase ignorar uns aos outros.

    Entenda porque tudo mudou no cinema e qual é o futuro da franquia no streaming.

    Resident Evil - O Hóspede Maldito

    Lançado em 2002, Resident Evil - O Hóspede Maldito conta a história da luta de um destacamento militar que precisa lutar contra um supercomputador fora de controle. 

    É um suspense de ação estrelado por Milla Jovovich, Michelle Rodriguez (Velozes e Furiosos) e Eric Mabius (Segundas Intenções). Tudo começa na chamada "Colméia", um gigantesco laboratório subterrâneo de pesquisas genéticas administrado por um conglomerado de bioengenharia. 

    Em resposta à disseminação de uma epidemia de um vírus mortal, a "Rainha Vermelha" - um computador que controla e monitora a Colméia - isola completamente todo o laboratório para conter a epidemia, matando todos os seus empregados encurralados. Lá dentro, os militares encontram zumbis e precisam lutar por suas vidas.

    Depois disso, foram mais cinco produções, sempre acompanhando a história de Alice (Jovovich) e com conexões esporádicas com os jogos, muito mais focados na sobrevivência, enquanto os filmes focam na ação desenfreada.

    História paralela

    Embora nunca tenha tentado conversar, de fato, com os jogos, os filmes se consolidaram como uma história paralela de sucesso, com muita pancadaria e diversão.

    Vale apontar que muita gente conheceu a franquia pelos filmes e também começou a curtir zumbis por conta dela e, depois disso, foram até experimentar os jogos.

    É divertido assistir Alice se tornando cada vez mais poderosa na luta contra os zumbis e contra a terrível Umbrella Corporation. A franquia se tornou exatamente o que pretendia: Filmes de trama rasa com foco na ação e uma bela protagonista cheia de carisma, capaz de remeter aos jogos o suficiente para merecer o título.

    Dificuldades ao adaptar games

    Mas afinal, por que é tão difícil adaptar videogames para o cinema? Bem, jogos permitem não só uma experiência interativa, mas garantem que personagens sejam construídos ao longo de uma história de horas, de forma que cada jogador insere algumas de suas características na forma de jogar, do personagem agir, na tomada de decisões. 

    Como cada um decide correr ou avançar taticamente numa determinada fase já muda a forma como o personagem interage com o mundo.

    Essa experiência já é o bastante para confundir roteiristas e produtores na hora de adaptar videogames. E nem vou entrar na questão de que muitas horas de história dos games precisam ser comprimidas em 120 minutos para um longa. 

    Tudo isso faz diferença na qualidade e, por isso, a decisão do diretor Paul W. S. Anderson (Mortal Kombat) de adaptar livremente a franquia se mostrou acertada para o sucesso que rendeu mais de um bilhão de dólares em bilheterias.

    Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City

    A franquia Resident Evil com Milla Jovovich vai um pouco além da questão de adaptação dos games, porque decidiu, de fato, ignorar os jogos e criar algo totalmente novo, utilizando o nome da franquia, alguns personagens e mantendo a temática. Foi uma decisão acertada, mas que incomodou os fãs dos games.

    Já o reboot, Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City tenta ser mais fiel aos games, mas falha exatamente ao tentar levar para as telas a experiência e história e personagens dos jogos, sem tomar o cuidado necessário para essa transição funcionar. Se tornou, assim, mais uma adaptação fracassada.

    Nessa fraca adaptação de 2021, os produtores tentaram ser fiéis e criaram um filme com qualidade duvidosa. Na trama, a próspera Corporação Umbrella, que atuava em Raccoon City, se tornou uma cidade fantasma, onde há diversos perigos escondidos. Quando o mal é liberado, poucos sobrevivem e agora eles precisam descobrir segredos da Umbrella.

    Nova série

    Com promessa de respeito ao material original, sem deixar de criar algo realmente novo ao também se distanciar dos games, como vimos acontecer nos filmes, Resident Evil: A Série é a nova produção baseada no game de sucesso estrelada por nomes como Ella Balinska e Lance Reddick.

    A série será ambientada em 2036, mais de uma década depois que um vírus mortal causou um apocalipse global.  A trama acompanhará Jade Wesker (Ella Balinska), uma jovem que luta pela sobrevivência em um mundo invadido por criaturas vorazes. Assombrada por seu passado em New Raccoon City, ela tenta encontrar mais respostas sobre as conexões assustadoras de seu pai com a Umbrella Corporation e, principalmente, sobre o que aconteceu com Billie, sua irmã.

    A série será produzida pela Constantin Films, responsável pelos seis filmes estrelados por Milla Jovovich. Se tudo der certo, essa produção vai agradar aos fãs dos filmes e dos games. Só resta confiar no showrunner Andrew Dabb, que recentemente trabalhou como responsável também pelo sucesso Supernatural

    Resident Evil: A Série chegará à Netflix no dia 14 de julho. Veja o trailer:

    Veja mais