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    Diretor fala sobre "Diários de Intercâmbio", com Larissa Manoela e Thati Lopes

    Longa de Bruno Garotti chega aos cinemas brasileiros ainda neste ano
    Por Da Redação
    22/02/2021 - Atualizado há 11 dias

    As notícias sobre Diários de Intercâmbio ganharam a internet logo após o início das filmagens, no Rio de Janeiro. Produzido pela Ananã Filmes, o longa – que também foi gravado em Nova York – tem como estrelas as atrizes Larissa Manoela e Thati Lopes. Elas interpretam duas amigas que partem para os EUA em um programa de intercâmbio e acabam encontrando amor, amizade e muitas aventuras. A estreia está prevista para 2021, com distribuição da Paris Filmes e da Downtown Filmes.  

    Em entrevista exclusiva ao Cineclick, o diretor Bruno Garotti (de Cinderela Pop e Tudo por um Popstar) conta que a temática do filme e a escolha das atrizes podem ter contribuído para a força que a produção ganhou nas redes. "Acredito que a mística em torno do tema, combinada ao carisma e ao talento do elenco, sejam os responsáveis por essa expectativa", analisa.    

    Confira a entrevista na íntegra:

    Qual é o diferencial de Diários de Intercâmbio em relação aos demais filmes adolescentes que você já dirigiu?

    Nossas protagonistas no “Diários de Intercâmbio” são um pouco mais velhas do que as dos filmes anteriores.  O filme trata do fim da adolescência, quando a gente tem que cair na real e aprender a se virar sozinho. É um período de experimentar coisas novas, de sair da sua bolha, conhecer ambientes diferentes e pessoas com pensamentos diversos. Essas trocas nos transformam e vão definir os adultos que vamos nos tornar. Por isso, sempre pensei que acompanhar uma viagem de intercâmbio seria uma forma interessante para tratar desse momento.

    Capturar o interesse dos adolescentes pelo cinema é uma grande responsabilidade e um desafio. Qual é a importância de dialogar com este público?

    Eu acredito que a adolescência é o momento de se apaixonar pelo cinema. A gente está descobrindo o mundo, e o cinema é uma porta excelente para isso. Fazer um filme para esse público é muito gratificante porque o jovem é muito vibrante, ele se manifesta, ama ou odeia com muita intensidade. Então a gente recebe uma resposta incrível e percebe o quanto as pessoas se identificam e se inspiram com as trajetórias dos personagens. Há também mais uma questão. Como estamos apresentando o cinema brasileiro para esses jovens, temos que nos esforçar para entregar um trabalho cuidadoso, o mais bem feito possível e, assim, despertar o paladar por mais filmes nacionais.  

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    Bastidores de Diários de IntercâmbioDivulgação

    A Larissa Manoela e a Thati Lopes têm influências diferentes. Você participou do processo de escolha do elenco? Como foi o trabalho de conexão entre as atrizes?

    A gente buscou duas atrizes que fossem bastante diferentes entre si, porque assim são as personagens. Acredito que nossa amizade com pessoas diferentes é a forma mais poderosa de intercâmbio.  E apesar da Larissa e da Thati terem trajetórias distintas, o entrosamento entre as duas foi imediato. Logo ficou claro que o respeito e a admiração eram mútuos, e na primeira leitura deu para ver que a dupla era demais. Foi muito importante termos atrizes tão experientes para garantir que as filmagens corressem sem tropeços. Tínhamos um cronograma intenso, uma gincana diária, a equipe sob muita pressão, todos longe de casa e de suas famílias. A precisão e o comprometimento do elenco foram ingredientes fundamentais para uma produção que era mais desafiadora do que o normal.

    O filme foi rodado em diversas locações e, algumas delas, em locais de grande movimentação. Como estas cenas foram orquestradas?

    É sempre animado quando a gente filma em locações reais, que estão abertas ao público como aeroporto, estação de esqui ou as ruas movimentadas de Nova Iorque. A gente montou uma equipe mais enxuta e mais ágil para filmar nessas situações em que temos pouco controle. Tínhamos também sempre um grupinho de figurantes em torno dos atores, que serviam para garantir um mínimo de continuidade de movimentação entre as tomadas.

    Bastidores de Diários de IntercâmbioDivulgação

    Quais foram as maiores dificuldades das filmagens realizadas nas temperaturas negativas dos EUA?

    O frio intenso requer uma série de cuidados e procedimentos especiais para garantir a segurança dos profissionais e equipamentos. Tivemos que mudar algumas vezes nossos planos em cima da hora por conta das condições climáticas. No primeiro dia nos Estados Unidos, ficamos presos por um tempo no hotel, sem saber se poderíamos sair para filmar, pois o asfalto estava coberto de gelo. Em outra diária, uma das vans da equipe atolou na neve a caminho da locação. Filmar na neve é um processo bem mais lento do que eu esperava. Imagine andar de um set ao outro com o pé afundando meio metro a cada passo. Em compensação, a neve deixa as paisagens belíssimas, e para nossa equipe e elenco era sempre uma felicidade quando começava a nevar.

    Diários de Intercâmbio gerou uma movimentação nas redes desde as primeiras notícias que foram publicadas sobre o filme. A que você atribui esta força?

    Sempre que falamos sobre viagem de intercâmbio, o assunto desperta interesse. Seja pelas histórias de quem já vivenciou ou pelos sonhos e curiosidades de quem gostaria de fazer. Acredito que a mística em torno do tema, combinada ao carisma e ao talento do elenco, sejam os responsáveis por essa expectativa.

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    O que o público pode esperar do filme?

    Diários de Intercâmbio é a aventura de duas jovens fora de suas zonas de conforto, uma história que fala ao público de todas as idades.  O filme diverte ao retratar as dificuldades de se conviver com pessoas de culturas diferentes, mas também inspira ao acompanhar a trajetória de crescimento dessas personagens que, ao se abrir para o mundo, acabam descobrindo mais sobre elas próprias.

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