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    Entrevista: "É um filme sobre um homem que amou viver", diz Bárbara Paz sobre Babenco

    Conversamos com a diretora sobre o documentário que chega hoje (26) aos cinemas
    Por Thamires Viana
    26/11/2020

    Babenco - Alguém Tem Que Ouvir O Coração E Dizer: Parou chega hoje (26) aos cinemas brasileiros acompanhando os últimos momentos de Hector Babenco, diretor argentino naturalizado brasileiro que faleceu em 2016. Dirigido por Bárbara Paz, o longa venceu como Melhor Documentário Sobre Cinema no Festival de Veneza em 2019 e foi anunciado como o representante do Brasil na corrida pelo Oscar 2021.

    Cercado de poesia, o documentário percorre pela obra cinematográfica criada pelo cineasta e revela suas reflexões sobre o amor pelo cinema e pela vida, como descreve Bárbara em entrevista exclusiva ao Cineclick. "Não é só um filme sobre o cineasta Hector Babenco. Não é. É um filme sobre muitas coisas, muito amores, muitas paixões, e acima de tudo, um filme sobre um homem que amou viver e amou o cinema. É mais do que isso. É um filme sobre um grande ser humano", revelou. 

    As cenas foram gravadas enquanto o cineasta lutava contra um linfoma descoberto há 30 anos, que não o impediu de trazer aos cinemas obras tão marcantes como Brincando Nos Campos Do Senhor (1991), Carandiru (2001) e Meu Amigo Hindu (2015), seu último filme que foi estrelado pelo ator e amigo Willem Dafoe.

    No documentário, Bárbara, que foi casada com Hector por seis anos, registra momentos delicados, mas envoltos em uma leveza e humor ácido característico do argentino. "Vida e obra se misturam e nesse filme foi igual porque não tínhamos a diferença de estar vivendo, zelando, cuidando e estar filmando. Foi uma coisa só. O filmar já era cotidiano. Filmar, falar piada, contar histórias... era o nosso dia a dia. Eu só tentei congelar em alguns frames esses momentos", disse. 

    Sobre a pré-seleção ao Oscar 2021 de Melhor Filme Estrangeiro, Bárbara contou que está muito feliz com a novidade. "Estou muito feliz! Sabemos que ainda tem uma longa caminhada, mas eu estou muito emocionada por ter sido escolhido um documentário. E também por levar o Hector de volta à Academia, é muito emocionante. Me sinto honrada", contou. 

    Opinião

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