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    Entrevista exclusiva com Olivier Assayas e Emmanuelle Béart direto do Festival de Acapulco

    Por Roberto Guerra
    09/11/2000

    O diretor Olivier Assayas e a atriz francesa Emmanuelle Béart concederam entrevista exclusiva ao Cineclick esta tarde, nos jardins do Teatro Juan Ruiz de Alarcón, para falar do filme Les Destinées Sentimentales, exibido ontem a noite no festival.

    Les Destinées Sentimentales concorreu no Festival de Cannes deste ano e foi bem recebido por crítica e público. Mas desde sua primeira exibição foi tachado de longo demais (o filme tem 180 min. de duração).

    Mas as críticas não incomodaram Assayas. “Sempre fiz filmes curtos em toda minha carreira. Esta é a primeira vez que faço um filme de longa duração. Num determinado momento essa duração se impôs. Na verdade, Les Destinées Sentimentales era ainda mais longo. Tive muita dificuldade de encurtá-lo”, afirmou o diretor.

    Les Destinées Sentimentales levou da concepção do roteiro, escrito pelo próprio Assayas, até sua conclusão, cinco anos. Segundo o diretor a falta de dinheiro e a ambientação de época foram seus maiores obstáculos. “Este filme para mim foi algo completamente novo. Nunca tinha feito um filme de época antes. Por isso fizemos um trabalho de documentação muito complexo. Esta pesquisa nos tomou muito tempo, mas era preciso para se poder reconstituir com perfeição esse mundo que eu não conhecia”.

    Emmanuelle Béart diz estar satisfeita com o resultado do filme. Sua atuação foi muito elogiada pela crítica. Segundo ela a personagem Pauline lhe deu um bom campo para trabalhar. “Estou muito contente com a atual fase do cinema francês. Estão surgindo muitos papeis bons de se explorar para as atrizes de minha idade, afirmou Béart.

    Assayas elogiou a iniciativa da Unifrance de organizar festivais para divulgar o cinema francês no mundo, mas acredita que seria melhor se não fosse necessário a intervenção do Estado para que os filmes franceses ficassem conhecidos. “Muito poucos filmes meus foram exibidos na América Latina. Ainda existe um monopólio do cinema norte-americano. Nossa atual política cinematográfica é que nos permite levantar fundos para produzir filmes e organizar festivais como este. O dinheiro vem da taxação dos filmes americanos na França.”