“Grandes filmes e experiências”; confira o papo exclusivo com Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora

Em entrevista exclusiva, Gabriel falou também sobre os novos projetos que já estão em andamento

02/11/2020 15h00

Por Thamires Viana

Em setembro, a Galeria Distribuidora anunciou a adaptação cinematográfica de Fazendo Meu Filme – A Estreia de Fani, um dos livros de maior sucesso da autora brasileira Paula Pimenta. Ainda sem data para chegar aos cinemas, a notícia já fez a alegria das fãs que terão a oportunidade de ver uma de suas histórias favoritas nas telonas.

"Nesse momento estamos em pleno desenvolvimento, escolhendo elenco, finalizando roteiro, escolhendo também a equipe do filme, o que é muito importante, e muito animados! A Paula [Pimenta] também está super animada e colaborando bastante com a gente", afirma Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora e codiretor geral da Diamond Films, em entrevista exclusiva ao Cineclick. 

A ideia do projeto nasceu após o grande sucesso de Cinderela Pop, outra história da autora que foi adaptada pela Galeria em 2019 e estrelada nas telonas pela atriz e apresentadora Maísa.

Com mais de 250 mil cópias vendidas, Fazendo Meu Filme – A Estreia de Fani conta a história de uma adolescente igual a tantas outras. Fani adora suas amigas, precisa estudar para passar de ano na escola, vive apaixonada e é louca por cinema. Um dia, porém, é convidada a fazer um intercâmbio cultural e vê sua vida mudar completamente.

Para um trabalho dessa escala, Gabriel afirma que a equipe vem trabalhando junto ao público, fazendo pesquisas sobre uma primeira versão do roteiro para entender mais as opiniões de quem é fã da obra literária. "É muito legal trabalhar com esse público alvo que nos dá uma possibilidade gigante de criar outras coisas. O que quer que postamos, as fãs repercutem, perguntam e são super interessadas", afirma ele.

Um dos grandes diferenciais da Galeria Distribuidora é trazer para às telas projetos inovadores e dinâmicos, apostando em gêneros e abordagens cinematográficas ainda pouco explorados no Brasil. Um deles será a adaptação dos dois romances eróticos Pecadora e Além do Olhar, da autora Nana Pauvolih, que somam mais de 25 milhões de páginas lidas em plataformas digitais.

"É um gênero que a gente já vinha explorando há bastante tempo e com o crescimento das plataformas de streaming, o gênero ganhou um reconhecimento maior. Lemos todas as obras da Nana [Pauvolih], fizemos uma pré-seleção e adquirimos os diretos de dois deles. Nós temos muita segurança nesses livros que são os best-sellers do gênero. E como eu estava dizendo sobre a Paula, e agora em um universo completamente diferente, as fãs da Nana são super envolvidas e ela também, ajudando a gente na divulgação. Então é muito legal construir os filmes ao lado de pessoas que se identificam com o gênero", conta Gabriel.

Os outros projetos - que já estão prestes a chegar aos cinemas - são os filmes A Menina Que Matou Os Pais e O Menino Que Matou Meus Pais, que trarão dois pontos de vista do crime Von Richthofen, caso de grande repercurssão no Brasil. 

"A nossa ideia é não só buscar projetos de gêneros pouco explorados, mas também formatos inéditos. A primeira vez que falamos sobre essa possibilidade de fazer dois filmes de uma história com dois pontos de vista, todo mundo se assustou, inclusive nós mesmos. Mas foi muito da nossa intuição e de sentirmos que estávamos fazendo a coisa certa para os filmes", disse.

Nos longas, que serão exibidos em sessões alternadas nos cinemas, Carla Diaz viverá Suzane Von Richthofen, filha de Manfred e Marísia, casal assassinado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, vividos por Leonardo Bittencourt e Allan Souza, respectivamente. Previstos para 2021, ambos os filmes deixarão ao público a interpretação dos fatos e das versões.

"Toda a repercurssão que tivemos foi muito positiva. Todo o conceito foi muito bem trabalhado, os roteiros muito bem escritos pela Ilana Casoy e o Raphael Montes, muito bem dirigidos pelo Maurício Eça, muito bem produzidos pelo Marcelo Braga e pela Santa Rita Filmes. Estávamos cercados de pessoas incríveis e muito satisfeitos com o resultado e, talvez, por ter aberto novas portas também", comemorou Gabriel. 

Durante o bate papo, Gabriel falou também sobre a unificação de operações da Galeria Distribuidora e da Diamond Films anunciada em outubro. Com isso, ele assume o cargo de codiretor geral da Diamond no Brasil, mas as empresas continuarão existindo de forma independente. A estratégia visa um crescimento do trabalho dedicado a inovação de temas, gêneros e formatos de produtos audiovisuais para proporcionar ao público e aos exibidores as melhores produções.

"O grande objetivo para o mercado é oferecer conteúdos relevantes e dos mais diversos, desde filmes para Oscar quanto conteúdos mais comerciais. Para o público, nosso objetivo é que quando eles vejam o nome da Galeria saibam que ali encontrarão inovação, seja no formato, na discussão, no elenco que escolhemos, ou seja, em uma séries de questões, porque trabalhamos sempre com muito cuidado em relação a isso. São conteúdos amplos, para todos os públicos, mas escolhidos de forma muito criteriosa. Temos certeza de que vamos entregar grandes filmes e grandes experiências", afirma ele.

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