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    Lázaro Ramos diz que paternidade é parte de tudo que ele faz na vida

    Em entrevista exclusiva ao Cineclick, ator fala sobre o filme Papai é Pop, onde faz par com Paolla Oliveira
    Por Da Redação
    04/02/2021 - Atualizado há 6 meses

    O ano de 2021 começou promissor para o cinema nacional. As gravações de Papai é Pop, filme da Galeria Distribuidora que deve estrear no segundo semestre, começaram em janeiro, após intensas semanas de ensaio e de acordo com rígidos protocolos de segurança.  

    No filme dirigido por Caito Ortiz, Tom (Lázaro Ramos) vê sua vida mudar ao se tornar pai. Ao lado da esposa, Elisa (Paolla Oliveira), ele precisa aprender na prática como cuidar da filha, Laura (Malu Aloise). Em meio a situações divertidas e emocionantes da vida cotidiana, o personagem passa então por uma transformação interior que vai de encontro ao que a sociedade espera da figura de um pai.

    Em um bate-papo exclusivo com o Cineclick, Ramos conta que sempre sonhou em fazer o papel de pai no cinema, e revela que a experiência trouxe à tona alguns sentimentos de quando era um pai novato. “Fiquei muito mais inseguro depois que me tornei pai, querendo ser um bom exemplo”, relembra. O artista também diz que acredita em um futuro positivo para o cinema, diante do cenário gerado pela Covid-19. “Durante a pandemia, o que as pessoas mais fizeram para se sentir acolhidas foi consumir o audiovisual. Essa relação afetiva e próxima que fortalecemos na pandemia, permanecerá”.  

    Confira a entrevista na íntegra:

    Foto de Lázaro Ramos em Papai é PopDivulgação

    Você usou sua experiência como pai para criar o personagem?

    A minha experiência como pai está em tudo o que faço na vida. E quando chega um filme como esse, que é sobre paternidade, um filme que eu já sonhava em fazer no cinema, é claro que eu uso as minhas memórias de quando os meus filhos eram pequenos e, na segunda parte do filme, da fase que estou vivendo agora. Eu me identifico particularmente com a história do filme. Tem relação com o aprendizado e com o afeto, então está tudo misturado. 

    Que características suas ou sentimentos você está revisitando?

    Com certeza a insegurança, pois fiquei muito mais inseguro depois que me tornei pai. Queria ser um bom exemplo e às vezes me deparava com a minha incapacidade diante de coisas que eu ainda não conhecia. Por outro lado, estou revisitando também a sensação de novidade, que traz uma leveza para a vida. Esses primeiros anos da paternidade foram assim para mim. Tem horas em que estamos sorrindo e nem sabemos o porquê. Às vezes é por uma conquista que o seu filho teve e aí vem um sorriso muito natural. São coisas boas de lembrar, pois alimentam as outras fases da criação dos filhos. 

    Você enxerga um pouco da personagem Laura (Malu Aloise) no que você viveu com as suas filhas?

    Hoje vejo muitas diferenças nas crianças. Cada uma nasce com algumas tendências, mas a Malu tem um jeito de brilhar que é só dela, muito particular. Essa coisa lúdica da criança, de criar e inventar, os meus filhos têm também.

    Você e Paolla Oliveira, que faz seu par no filme, realizaram muitos ensaios antes das filmagens? 

    Ensaiamos bastante. Foram duas semanas intensas com os elencos adulto e infantil. Criamos uma intimidade que, acredito, será visível para quem assistir ao filme. Essa é uma história clássica, e temos certeza de que as famílias vão se identificar bastante, pois trazemos situações e experiências que estão na casa de todo mundo. 

    A produção do cinema nacional vem sendo retomada, com todos os cuidados que a Covid-19 exige. Mas o cenário futuro sob os efeitos da pandemia ainda é incerto. Qual o papel do cinema brasileiro nessa retomada da vida normal pós-pandemia e na construção de imagem de país que surgirá dessa quarentena forçada? 

    Durante a pandemia, o que as pessoas mais fizeram para se sentir acolhidas foi consumir o audiovisual. Essa relação afetiva e próxima que fortalecemos na pandemia permanecerá. Quando fazemos filmes que contam um pouco de nossa história, como este que estou filmando, mostramos por meio da comédia nosso jeito brasileiro de encarar a paternidade, por exemplo. O papel do cinema continuará sendo esse, de contar quem somos nós. O Brasil é tão vasto e diverso, é a cara do nosso cinema e de todos nós, brasileiros.

    Enquanto Papai é Pop não chega aos cinemas, confira esses vídeos divertidos dos bastidores:

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