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    Equipe de 300 promove o filme no RJ

    Por Angélica Bito
    19/03/2007

    Aconteceu na manhã desta segunda-feira (19) uma rodada de entrevistas com parte do elenco e diretor de 300, produção baseada na graphic novel Os 300 de Esparta, de Frank Miller. O diretor Zack Snyder, os atores Gerard Butler (Rei Leônidas), Lena Headey (Rainha Gorgo) e o brasileiro Rodrigo Santoro (Imperador Xerxes) estiveram no Rio de Janeiro para conversar com jornalistas, que se reuniram em pequenos grupos para entrevistá-los.

    O ator Gerard Butler é um escocês que, visualmente, pouco parece com o Rei Leônidas que vemos em 300. Como o soberano da cidade-estado grega Esparta, ele é moreno, truculento, de voz grave e poderosa. Pessoalmente, ele ainda parece aquele personagem másculo que vemos na tela, mas os cabelos claros e olhos azuis denunciam sua descendência anglo-saxônica. Relativamente descontraído, foi o primeiro a conversar com nosso pequeno grupo de brasileiros. Dentre outras coisas, Butler conta que não conhecia a obra que originou o roteiro do longa-metragem, mas de cara percebeu que se tratava de algo grande quando ouviu a palavra "300" ser dita enquanto estava numa reunião na Warner Bros., principal estúdio produtor de 300. "Estava resolvido que não faria mais este tipo de personagem, mas, quando li o roteiro, percebi que algo especial estava acontecendo." Despertado o interesse, Butler marcou uma reunião informal com Zack Snyder, o que acabou definindo sua participação como protagonista do longa. "Enquanto ele me mostrava a graphic novel, nós gritávamos e batíamos na mesa empolgados com como Leônidas se comportaria", conta, empolgado. "Foi aí que percebi que tinha de fazer parte disso, pois seria algo jamais visto no cinema".

    A bela Lena Headey também não traz muito da aparência forte da Rainha Gorgo do filme; ela parece ser muito mais frágil do que seu papel em 300. A pele e os olhos claros dão uma delicadeza em seu rosto, a qual pouco existe na Rainha Gorgo, uma verdadeira guerreira espartana do sexo feminino. O xale enrolado nos ombros, reflexo do frio no ambiente por conta do ar-condicionado, dão à atriz um ar mais frágil ainda. Sempre respondendo de forma sucinta e objetiva, deixou claro que não tem muito interesse em calcar sua carreira somente em produções blockbusters como é o caso de 300.

    Especialmente às audiências brasileiras, o grande destaque em 300 é a presença de Rodrigo Santoro no elenco. Depois de calcar sua carreira no cinema brasileiro, trabalhando com diretores da estirpe de Hector Babenco (Carandiru) e Walter Salles (Abril Despedaçado), entre outros, o ator vem construindo uma interessante carreira no mercado internacional, coroada por este trabalho. Santoro conta que inicialmente não esperava que fosse selecionado para este trabalho, mas que foi instigado pelo produtor italianoGianni Nunnari, envolvido neste projeto: "Estava filmando a segunda fase de Hoje é Dia de Maria e estava muito magro, achei que seria impossível conseguir o papel de um imperador forte como Xerxes", revela. Com as insistências de Nunnari, uma ajuda do maquiador da Rege Globo (que o deixou careca como o personagem deveria ser) e um vídeo dirigido por Andrucha Waddington, com quem Santoro estava trabalhando na minissérie, o ator entrou na pele de Xerxes, definitivamente, também com um intenso trabalho de musculação e preparação física. Ele conta que se baseou muito nos quadrinhos de Miller, mas não o conhecia muito bem antes do trabalho: "Na época de Sin City - A Cidade de Pecado, um amigo meu havia me mostrado Os 300 de Esparta e era só isso que conhecia da graphic novel."

    Enquanto os atores não pareciam tão habituados com o universo da graphic novel antes das filmagens, Zack Snyder é, definitivamente, um entendido do assunto. O que não poderia ser diferente, já que produzir uma adaptação desta, baseado na obra de um desenhista tão cultuado quanto Frank Miller, era responsabilidade grande o suficiente para ser carregada somente por uma pessoa como Snyder. Tanto que ele se prepara para fazer um longa baseado numa não menos cultuada obra de história em quadrinhos: Watchmen, de Alan Moore, sobre a qual o diretor fala com tanta empolgação que a paixão é perceptível no olhar. Mas, voltando a 300, Snyder conta que queria fazer um filme baseado na graphic novel desde a primeira vez que botou os olhos nela. "Eu mostrava a um amigo que aquilo poderia virar um filme, apontava pros quadrinhos e já visualizava as cenas e ele simplesmente não botava fé." O próximo passo seria convencer Miller que poderia transformar sua obra em filme: "O encontrei num hotel em Los Angeles e eu estava muito nervoso. Acho que ele foi convencido quando viu o que eu pretendia fazer a partir de Os 300 de Esparta." Miller, um tanto quanto ressabiado em relação a Hollywood depois do fracasso de Robocop 2, mostrou-se mais aberto ao cinema norte-americano nos últimos anos: "Quando Robert Rodrigues fez Sin City - A Cidade do Pecado, fez com que Miller amasse Hollywood de novo."

    300 estréia nos cinemas brasileiros em 30 de março. Ainda nesta semana, acompanhe no Cineclick o especial sobre o filme com as entrevistas realizadas hoje (19) na íntegra.

    Angélica Bito viajou ao Rio de Janeiro a convite da Warner Bros.