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    Conheça os escritores brasileiros por trás de séries nacionais de sucesso

    As produções nacionais estão invadindo os streamings e o mundo, mas quem são as mentes por trás dessas histórias?
    Por Da Redação
    19/02/2021 - Atualizado há 9 dias

    É inegável que as produções nacionais, em específico as séries, estão ascendendo rapidamente e conquistando uma base sólida de fãs - sejam eles brasileiros ou estrangeiros. 3% (2016), O Escolhido (2019), Bom dia, Verônica (2020), Desalma (2020) e Cidade Invisível (2021) são alguns exemplos de obras que vêm fazendo sucesso independentemente do gênero, que oscila entre policial, ficção-científica, suspense e até mesmo sobrenatural.

    Diante de tantas ideias incríveis, uma questão que pode ficar é: quem são as mentes por trás desses sucessos? Confira abaixo os escritores brasileiros que criaram as séries nacionais que todo mundo está comentando!

    Desalma, escrita por Ana Paula MaiaReprodução

    Ana Paula Maia

    A escritora Ana Paula Maia tem uma quantidade considerável de obras já publicadas, entre elas O habitante das falhas subterrâneas, A guerra dos bastardos, de gados e homens, Assim na Terra como embaixo da Terra e Enterre seus mortos, os últimos dois agraciados com o Prêmio São Paulo de Literatura como Melhor Romance do Ano de 2018 e 2019, respectivamente.

    Mas sua carreira não se resume a romances: ela criou e escreveu o roteiro da série Desalma (2020), produzida pela Globoplay, um drama sobrenatural no qual o desaparecimento de uma jovem faz com que a pequena cidade onde ela morava cancele um festival tradicional por 30 anos na região. 

    Depois que decidem tornar a realizá-lo, eventos estranhos começam a acontecer. A produção foi muito elogiada, sendo inclusive exibida no Festival Internacional de Cinema de Berlim.

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    Cidade Invisível, escrita por Carolina Munhóz & Raphael DracconDivulgação

    Carolina Munhóz

    Com uma carreira baseada em histórias fantásticas, a autora best-seller tem mais de 10 livros publicados, dentre eles: A Fada, O inverno das fadas, Por um toque de ouro e O reino das vozes que não se calam. Ao longo da sua trajetória foi reconhecida com o prêmio Melhor Escritora Jovem, pelo Prêmio Jovem Brasileiro, e Melhor Autora, pelo Vox Populi do Shorty Awards.

    Sua trajetória chamou atenção do mercado, já tendo trabalhado como roteirista para a Rede Globo, e atualmente é contratada da Netflix como roteirista e co-produtora executiva. Até agora, ela escreveu para as séries O Escolhido (2019), que conta a história de três médicos que são enviados para vacinar moradores de uma comunidade isolada e acabam envolvidos nos segredos do lugar; e Cidade Invisível (2021), que acabou de estrear no streaming e já tem conquistado fãs com o enredo onde um detetive procura o culpado pela morte da esposa e se vê cercado de lendas do folclore brasileiro.

    Raphael Draccon

    Raphael Draccon, pseudônimo de Rafael Albuquerque Pereira, tem, como o próprio nome menciona, muitos dragões ao longo de sua obra. No caso, seus principais romances são parte das séries Dragões de Éter, atualmente com quatro livros e mais de 500 mil exemplares vendidos no Brasil, e Legado de Ranger, uma trilogia.

    O escritor já recebeu o Prêmio de Mérito da American Screenwriter Association (ASA) por um roteiro de longa-metragem (um drama sobrenatural chamado In Your Hands). Mas essa não foi sua única contribuição ao audiovisual. Ele colaborou com o roteiro de Supermax (2016) e, mais recentemente, de O Escolhido (2019) e Cidade Invisível (2021) também.

    Bom dia Verônica, escrita por Ilana Casoy & Raphael MontesCrédito: Suzanna Tierie / Netflix
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    Ilana Casoy

    Criminóloga e escritora, Ilana Casoy tem um currículo extenso quando o assunto é serial killers e psicopatas. Algumas de suas obras são: Louco ou Cruel?, na qual ela se baseia em estudos do FBI e da Scotland Yard para expor como analisar e entender as motivações dos assassinos em série; Casos de Família, onde ela investiga dois crimes brasileiros famosos: o de Isabella Nardoni e o de Suzane von Richthofen; e a ficção Bom Dia, Verônica, romance sobre uma escrivã da polícia que busca justiça às vítimas de violência doméstica (co-escrito com Raphael Montes).

    Sua experiência no campo fez com que ela fosse convidada a contribuir com grandes promessas do audiovisual. Uma delas é o filme duplo A menina que matou os pais e O menino que matou meus pais (ambos de 2020), do qual ela assina o roteiro junto com Raphael Montes. Também em 2020, Casoy ajudou a adaptar a obra Bom dia, Verônica para o formato de série na Netflix.

    Ela colaborou com site do Investigação Discovery e também na série Dupla Identidade (2014), de Glória Perez. 

    Raphael Montes

    Conhecido por escrever romances policiais, suspense, crime e terror, Raphael Montes tem no currículo as obras Suicidas, Dias Perfeitos, Jantar Secreto e Uma Mulher no Escuro. Junto com Ilana Casoy escreveu Bom Dia, Verônica, romance sobre uma escrivã da polícia que busca justiça às vítimas de violência doméstica. A história fez sucesso e virou série da Netflix, na qual Montes é criador, roteirista-chefe e produtor executivo. Depois de duas semanas da estreia, ela já entrou no top 10 de produções mais assistidas no Brasil.

    Mas essa não foi a única experiência de Raphael Montes em produções audiovisuais. Ele também foi roteirista das séries Espinosa (2015), Supermax (2016) e co-roteirista nos filmes Praça Paris (2017), A menina que matou os pais e O menino que matou meus pais (2020).

    3%, escrita por Pedro AguileraReprodução

    Pedro Aguilera

    Pedro Aguilera despontou no cenário de séries nacionais com 3%, série sobre um futuro distópico no qual para viver no único lugar com conforto e comida, a população deve passar por um processo seletivo onde só 3% são aceitos. O piloto para a obra foi resultado do Trabalho de Conclusão de Curso do roteirista e depois de se tornar a primeira série original Netflix do Brasil, foi a mais vista de língua não-inglesa do streaming.

    Outro destaque de Aguilera é a criação de Onisciente, outra produção que aposta em um cenário futurístico, mas dessa vez a sociedade é constantemente vigiada por máquinas em uma pegada Big Brother, de George Orwell. A série não fez tanto sucesso como a primeira, mas ajudou a marcar presença nacional no streaming.

    Aguilera também criou a minissérie Condomínio Jaqueline (2016) e foi roteirista da série Vida de Estagiário (2013), baseada nos quadrinhos do cartunista Allan Sieber, e do desenho SOS Fada Manu (2015), indicado ao Emmy Internacional.

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    Talentos brasileiros estão marcando cada vez mais presença em produções audiovisuais. Dessas que citamos, qual você gostou mais? Conte para a gente em nossas redes sociais.