A evolução dos filmes de super-heróis no cinema

A evolução do gênero

03/09/2020 13h20 (Atualizado em 16/09/2020 13h34)

Os filmes de super-herói invadiram a indústria cinematográfica como um tsunami. Há quem diga que até chega a ser difícil acompanhar todos os lançamentos. No entanto, independentemente se você é fã ou não do gênero, não tem como negar o tamanho do sucesso.

E acredite, este sucesso não é sorte: foi (e continua sendo) estratégia.

A estratégia de uma fórmula poderosa. Adaptações dignas e empolgantes e, claro, foco inicial no público-alvo: a fidelíssima base de quem já navegava pelo imaginário dos quadrinhos.

Deu certo, muito certo. Hoje, os filmes de super-herói se tornaram um fenômeno mundial.

Capitão América, Batman, Mulher-Maravilha, os X-Men, Homem-Aranha, Coringa. São muitos os exemplos dessa lista de sucesso incontestável.

Mas você sabe como estes filmes ganharam as grandes telas? Onde nasceram e como foi sua evolução? O que mudou, de um formato para o outro? Como se iniciou o duelo de gigantes entre Marvel e DC Comics? São essas perguntas (e outras dezenas mais) que iremos responder neste artigo!

Nesse artigo você vai conferir:

- Marvel vs DC: briga de titãs
- Montamos uma lista com os principais filmes da Marvel e filmes da DC
- As melhores animações de super-heróis da Marvel e da DC
- As grandes super-heroínas do cinema
- Os principais anti-heróis do cinema
- Os filmes de super-herói terão - e merecem - vida longa!

Marvel vs DC: briga de titãs

Foi a DC Comics quem começou essa história, com a criação do Superman, o primeiro super-herói dos quadrinhos. O personagem nasceu em 1938, obra de Jerry Siegel e Joe Schuster, sob o contexto de um Estados Unidos que ainda se recuperava dos efeitos da Grande Depressão e cada vez mais imerso nos conflitos da Segunda Guerra Mundial. Ele representa o ideal, a parte quase intocável, ética e perfeita do conceito de super-herói.

Logo no ano seguinte, surgiu outro personagem do panteão da cultura pop: Batman, trazido ao mundo por Bob Kane e Bill Finger. Pouco depois, em 1941, a tríade clássica da DC Comics se completou, quando William Moulton Marston publicou pela primeira vez a Mulher-Maravilha.

Esses três personagens representavam o idealismo. Nos anos pós-Guerra, em que o "American Way of Life" era uma pauta quase que mundial, Superman, Batman e Mulher-Maravilha apresentavam-se como verdadeiros deuses, que buscavam servir de inspiração para a humanidade, funcionando quase que como uma mitologia particular aos norte-americanos.

Porém, o mundo que se desenhou a partir daquele momento transformou a ideia idílica do super-herói protetor. Era Guerra Fria, nos Estados Unidos - onde a DC nasceu -, e Nixon caiu com o escândalo de Watergate. As concepções não eram mais tão absolutas, preto e branco.

A contra-cultura e a revolução sexual apontavam à mente dos jovens para outras direções. Nesse caldeirão de mudanças, entram as figuras dos carismáticos Stan Lee e Jack Kirby, dois veteranos do lápis.

Foram eles que deram início à Era Marvel e publicaram o primeiro quadrinho da editora: Quarteto Fantástico. Era uma nova maneira de enxergar os super-heróis. A Marvel fez de seus personagens homens comuns, imperfeitos, em sintonia com o mundo.

Alguns exemplos clássicos? O Homem de Ferro, um vendedor de armas ferido por suas próprias invenções; o Hulk, uma variação de Jackyl e Hyde, criada sob a fúria de uma explosão atômica - maior sombra do contexto da Guerra Fria, os X-Men, que dão as caras como uma minoria oprimida, defendendo aqueles que insistem em derrubá-los.

A Marvel não tinha medo de inovar, abordando em suas páginas temas considerados tabu, como o consumo de drogas e a Guerra do Vietnã, e se posicionando como um contraponto à mitologia quase que clássica da DC.

Mas, na migração para as telas, foi a DC que tomou a dianteira.

Superman estrelou uma série de TV nos anos 1950, assim como o Batman nos anos 1960, em um programa que se tornou símbolo da cultura pop, e a Mulher-Maravilha nos anos 1970, na série que fez da atriz Lynda Carter um dos ícones do movimento feminista da época.

Em 1978, ela levou aos cinemas Superman - O Filme, de Richard Donner e protagonizado por Chirstopher Reeve, considerado o pai dos filmes de super-herói produzidos pelas editoras. Em paralelo, nos quadrinhos, a DC amadureceu seu tom e publicou obras como "O Cavaleiro das Trevas", de Frank Miller, e "Watchmen", de Alan Moore. Foi esse público que compareceu em peso aos cinemas em 1989 para ver o "Batman" gótico de Tim Burton.

Batman & Robin, no final da década de 1990, foi um fracasso de crítica e público. Mais à frente, em 2005, enquanto ainda tentava recuperar a credibilidade diante do fiasco de 1997, a Warner tomou sua melhor decisão e entregou as chaves do reino a Christopher Nolan.

Batman Begins (2005) reiniciou a série do Homem-Morcego em um filme distante da fantasia, firmando um lado mais realista e inesperado para um super-herói. Batman - O Cavaleiro Das Trevas (2008), sua sequência, bateu US$ 1 bilhão nas bilheterias, deu um Oscar póstumo a Heath Ledger, por seu papel como Coringa e tornou-se a baliza do que os filmes do gênero poderiam atingir em termos de camadas e profundidade.

Batman: O Cavaleiro Das Trevas Ressurge (2012), que finaliza a franquia, foi mais um sucesso nas bilheterias.

Durante anos, a DC Comics conseguiu se manter à frente da batalha dos super-heróis no cinema. O grande problema foi ancorar-se basicamente em um único personagem: o Batman. O plano da Marvel, por outro lado, foi mais paciente e ambicioso.

A Marvel começou a fechar parcerias com produtoras e estúdios em 1998 para lançar seus filmes. Fez Blade - Caçador De Vampiros (1998), pela produtora New Line, e X-men, O Filme (2000), pela Fox, transformando Hugh Jackman, o Wolverine, em um astro. Além disso, esse filme foi o marco dos longas de super-heróis modernos.

Depois veio, em 2002, Homem-aranha, uma década de brigas judiciais da Sony para levar o herói à tela grande. O filme foi um estouro e rendeu mais duas sequências. Ainda sem estúdio próprio, a Marvel seguiu fechando parcerias com grandes produtoras para colocar nos cinemas longas como Hulk (2003); Demolidor - O Homem Sem Medo (2003), Quarteto Fantástico e Quarteto Fantástico E O Surfista Prateado (2005 e 2007).

Nessa época, os direitos pelos personagens da Marvel eram uma bagunça. Eles estavam espalhados entre Sony e Fox e - posteriormente chefiado pela figura de Kevin Feige - a Marvel buscava uma identidade própria para suas produções.

A mudança veio quando a Marvel buscou um aporte de capital para se tornar um estúdio independente. Lançou então Homem De Ferro (2008) e acertou na mosca: Robert Downey Jr. seria o protagonista. Poucas vezes, intérprete e personagem casaram de forma tão perfeita.

"Homem de Ferro" foi um sucesso, fortaleceu a marca e foi a deixa para a Marvel começar seu universo compartilhado, conhecido como MCU (Marvel Cinematic Universe). A ideia é que os heróis habitam o mesmo mundo e, eventualmente, cruzam os caminhos.

Surgiram então filmes como O Incrível Hulk (2008); Homem De Ferro 2 (2010); Thor (2011) e Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), que desaguaram no antológico Os Vingadores - The Avengers (2012). Tudo interligado, com cenas pós-créditos empolgantes, que davam um vislumbre do que assistiríamos a partir dalí.

Nos bastidores, a Disney comprou os domínios em 2009 e abalou a indústria. O sucesso de "Vingadores", junto à nova proprietária, abriu caminhos nunca antes trilhados para a Casa das Ideias. Veio Homem De Ferro 3 (2013), Thor: O Mundo Sombrio (2013) e Capitão América: O Soldado Invernal (2014) - todos foram além das bilheterias de seus antecessores.

Os US$ 780 milhões faturados pelos desconhecidos Guardiões Da Galáxia (2014) e o inesperado Homem-formiga" (2015) provaram a força da marca. A essa altura, a Marvel já havia estabelecido uma rede intrincada de filmes e personagens, que funcionavam de maneira independente e complementar entre si.

A partir daí, veio só porrada: Vingadores: Era De Ultron (2015); Capitão América: Guerra Civil (2016); Doutor Estranho (2016); Guardiões Da Galáxia Vol. 2 (2017); Homem-aranha: De Volta Ao Lar (2017); Thor: Ragnarok (2017); Pantera Negra (2018); Vingadores: Guerra Infinita (2018); Homem-formiga E A Vespa (2018); Capitã Marvel (2019); Vingadores - Ultimato (2019); e Homem-aranha: Longe De Casa (2019).

Em paralelo, houve uma continuidade de filmes X-Men desde "X-Men: O Filme", lá dos anos 2000, e que até hoje é um dos responsáveis pela acessibilidade do gênero.

Os direitos pelas produções dos mutantes estava com a Fox, que foi responsável por lançar ainda X-men 2" (2003); X-men: O Confronto Final (2006); X-men Origens: Wolverine" (2009); X-men: Primeira Classe" (2011); Wolverine - Imortal (2013); X-men: Dias De Um Futuro Esquecido (2014); X-men: Apocalipse (2016); e X-men: Fênix Negra (2019).

Percebendo o sucesso que a Marvel estava alcançando, a DC resolveu investir em seu próprio universo de filmes de super-heróis - o DCEU, chefiado por Zack Snyder -, mas a competição já estava desnivelada: lançou "Homem de Aço" (2013); Batman Vs Superman: A Origem Da Justiça (2016); Esquadrão Suicida (2016); Mulher-maravilha (2017); Liga Da Justiça (2017); Aquaman (2018): Shazam! (2019); e Aves De Rapina - Arlequina E Sua Emancipação Fantabulosa (2020).

Fato é, que entre falhas e acertos, o gênero se popularizou. A fórmula demonstrou alguns sinais de repetição e se ressignificou. Nesse contexto, surgiram filmes como Deadpool (2016); Logan (2017); Deadpool 2 (2018); e Coringa (2019).

Você sabe quais são os principais filmes da Marvel e filmes da DC? Confira a lista!

"Homem de Ferro" estreou em 2008, rendeu mais de US$ 500 milhões e transformou o intérprete no personagem. O êxito deu início ao MCU (Marvel Cinematic Universe).

Em contrapartida, a DC ainda pena para criar o seu próprio universo, com problemas de público e crítica. A grande exceção é a trilogia do Batman dirigida por Christopher Nolan, que muitas vezes consta nas listas de melhores filmes de todos os tempos.

De todo modo, das 40 maiores bilheterias da história do cinema, atualmente, 20% são de filmes com super-heróis da Marvel ou da DC. E, ao que tudo indica, essa proporção seguirá aumentando. 

Os 5 principais filmes da Marvel:

5. Capitão América: Guerra Civil (2016)

O terceiro filme de Steve Rogers abre espaço para um dos mais importantes eventos dos quadrinhos da Marvel: a Guerra Civil, que bota em embate os heróis do universo, dentro de um contexto de conflito político entre os personagens e as organizações governamentais.

Além de ser o ensaio de um primeiro grande evento reunindo um grande número de super-heróis - mais do que os Vingadores -, a produção também marcou as chegadas triunfais de dois novos heróis: Homem-Aranha e Pantera Negra.

4. Homem-aranha (2002)

A Sony lança a primeira trilogia cinematográfica do aracnídeo, com Tobey Maguire no papel de Peter Parker e Sam Raimi na direção. Homem-Aranha arrecada US$ 821 milhões mundialmente (para um orçamento de US$ 139 milhões).

Para a época, foi um sucesso estrondoso e o filme tem um papel de pioneiro para o formato do gênero na década que se seguiu.

3. Pantera Negra (2018)

Pantera Negra bateu recordes de bilheteria e foi considerado um dos filmes mais importantes da Marvel. No filme - a segunda aparição do protagonista, que havia roubado a cena em Capitão América: Guerra Civil -, experimentamos uma visita privilegiada ao mítico reino africano de Wakanda, terra que abriga o metal alienígena vibranium.

Com cenas de ação de tirar o fôlego, visual exuberante e um elenco estrelado de atores e atrizes negros, Pantera Negra merecidamente ganhou aplausos da crítica e conquistou plateias pelo mundo pela relevante mensagem de representatividade.

2. Vingadores - Ultimato (2019)

Grandioso, "Vingadores: Ultimato" representa o auge do MCU. É a reunião e celebração da construção de 10 anos de um universo cinematográfico. É onde tudo desemboca. É onde a maior ameaça de todas é vencida. É onde todos os heróis se reúnem.

É o ato final e uma carta de amor a todos os fãs de super-heróis.

1. Vingadores: Guerra Infinita (2018)

"Vingadores: Guerra Infinita" foi a primeira produção do estúdio a colocar absolutamente todos os seus personagens em real situação de risco, além de jogar na mesa decisões que geram consequências reais para o universo. Thanos finalmente ganha protagonismo e representa uma mistura de loucura, inteligência e brutalidade nunca vista nos filmes anteriores. É o vilão com maior profundidade e rouba a cena no filme.

Por conseguir reunir quase todos os personagens e elementos que representam o que há de melhor na Marvel, Guerra Infinita é uma digna recompensa para todos que acompanharam fielmente o MCU na última década

Os 5 principais filmes da DC

5. Aquaman

Longe vão os dias em que quase todo mundo pensava que o Aquaman era um personagem brega. Com Jason Momoa interpretando o herói, não tem margem para esse pensamento.

Dirigido pelo veterano James Wan, Aquaman foi um sucesso estrondoso. O filme fez milhões em todo o mundo e arrecadou boas críticas.

4. Mulher-maravilha

Depois de dois filmes decepcionantes ("Batman v Superman" e "Esquadrão Suicida"), "Mulher-Maravilha" veio trazer alguma esperança aos fãs da DC. O filme arrecadou excelentes críticas e foi um verdadeiro sucesso de bilheterias. Mas mais do que isso, ela é o equivalente ao "Pantera Negra" na Marvel: diz tudo sobre representatividade.

A poderosa atuação de Gal Gadot deu um novo tipo de empoderamento à personagem. Aliás, o resultado foi tão bom que a diretora Patty Jenkins renovou contrato para uma sequência do filme.

3. Batman Begins

Christopher Nolan se desprendeu de tudo o que já tinha sido feito com o gênero de super-heróis e trouxe a abordagem realista, com camadas e profundidades distintas. Bruce Wayne, o playboy que sai para jantar e se divertir e compra hotéis de sobremesa é um personagem tão interessante quanto aquele que se fantasia e sai à noite.

A escolha de Christian Bale para protagonizar a história foi corretíssima, pois ele demonstra na voz a diferença entre os três personagens que interpreta: Batman, o playboy e o verdadeiro Bruce Wayne. "Batman Begins" humaniza o Batman como nunca havia sido feito antes nas telonas.

2. Coringa=

"Coringa", dirigido por Todd Phillips, é um drama psicológico sobre a interferência social e de relações familiares de um personagem que vive na marginalidade. É um filme de vilão que ganha contornos de filme de anti-herói, por ser honesto e por trazer uma ótica mais humana dentro do cinema de super-heróis.

Um humanismo que, indo um pouco na contramão da mitologia em torno dos super-heróis, não faz juízo de valor em relação ao comportamento do protagonista, só deixa o olhar aberto para as condições onde isso se desenvolve. Em outras palavras, não apresenta o verniz de vilania em filmes semelhantes e sabe ter seus momentos lúdicos.

1. Batman - O Cavaleiro Das Trevas

Mais um dos filmes dirigidos por Christopher Nolan, O "Cavaleiro das Trevas" é considerado por muitos o melhor filme de super-heróis já feito. Para além de uma trama incrível, que coloca o Batman rivalizando com o caos de seu maior antagonista, foi a performance de Heath Ledger como Coringa que roubou a cena.

O Cavaleiro das Trevas foi, ainda, indicado em oito categorias no Oscar de 2009, tendo vencido dois deles, mas o destaque fica para o Oscar Póstumo de Melhor Ator Coadjuvante para o falecido Heath Ledger.

As melhores animações de super-heróis da Marvel e da DC

Nem todas as adaptações dos quadrinhos da Marvel e da DC foram feitas com atores, atrizes e efeitos práticos e especiais. Um formato muito explorado pela indústria é o das animações, que, sem o peso de orçamentos milionários, consegue trazer recortes alternativos para as mais diversas histórias contadas ao longo da construção deste vasto universo dos super-heróis.

O público é diferente, sai um pouco do mainstream. Essas animações conseguem ser um pouco mais ousadas, trazer diferentes versões dos personagens e narrativas menos convencionais.

As expressões, mais próximas dos quadrinhos, acabam conseguindo fidelizar e repaginar o imaginário de fãs de longa data e daqueles que ainda estão começando a se aventurar por essas bandas.

A seguir, montamos uma lista com algumas das melhores adaptações para o formato, tanto da Marvel, quanto da DC Comics. Confira:

Planeta Hulk

Planeta Hulk é um dos arcos mais aclamados de todos os tempos pelos fãs da Marvel, no qual os Illuminati mandam o Hulk para o espaço, para que ele não provoque mais devastação na Terra.

No entanto, as coisas dão errado e o herói acaba parando em Sakaar. Lá, ele se torna um gladiador para enfrentar um tirano que dita as regras do jogo.

Por mais que o final trágico da saga não tenha sido adaptada, o filme funciona muito bem para mostrar uma das aventuras mais icônicas do Gigante Esmeralda.

A Morte Do Superman

Ver um herói tão importante quanto o Homem de Aço sendo abatido por uma criatura como o Apocalypse é um dos eventos mais chocantes da história da DC Comics.

O arco tem duas animações, mas é a segunda adaptação que alcança o sucesso. Aqui, temos uma história angustiante, que mostra o Superman como um herói altruísta e disposto a morrer para salvar seu lar e àqueles que ama.

Liga Da Justiça: Ponto De Igniçao

Poucas animações da DC conseguiram ser tão próximas do material-fonte quanto Liga da Justiça: Ponto de Ignição, filme que adapta o arco responsável por iniciar a era dos Novos 52 na editora.

Aqui, acompanhamos Barry Allen mudando o passado e, consequentemente, devastando o futuro. O filme consegue explorar muito bem as consequências da viagem no tempo, mostrando uma versão ainda mais sombria do Batman, além de inserir aspectos do conflito entre Amazonas e Atlantes, ou o sumiço do Superman, que é totalmente repaginado nessa história.

Batman Contra O Capuz Vermelho

Em Batman Contra o Capuz Vermelho, vemos o herói enfrentando seu pupilo Jason Todd, o segundo Robin, que acreditava ter morrido pelas mãos do Palhaço do Crime. Mas o problema acontece quando ele retorna como um vigilante extremamente sanguinário.

Considerado por alguns como o melhor filme do Batman já lançado, essa animação sabe mesclar elementos bem sombrios e uma dose das HQs, para criar um conceito fantástico na figura do Capuz Vermelho.

Homem-aranha No Aranhaverso

Homem-Aranha no Aranhaverso é magistral ao representar os vários Homens-Aranhas ao longo do Multiverso Marvel.

Com uma animação de tirar o fôlego, que mescla elementos de 3D com traços mais próximos dos quadrinhos, o filme é estimulante e apresenta Miles Morales como o Homem-Aranha desta geração.

O filme foi tão bem-sucedido que a Sony já está desenvolvendo continuações e até mesmo alguns spin-offs.

E por falar em spin-offs e sucesso de público e crítica, outra seara do universo dos super-heróis que anda ganhando cada vez mais força é a história das super-heroínas.

Como já vimos mais acima, a Mulher-Maravilha vem liderando o batalhão. Mas elas roubam as grandes telas desde muito antes do longa de Patty Jenkins.

As grandes super-heroínas do cinema

Os lançamentos de Mulher-maravilha (2017) e Capitã Marvel (2019), para o gênero de super-heróis, representaram algo como o que Sigourney Weaver representou no papel de Ripley nos filmes de Alien, O Oitavo Passageiro, ou que Charlize Theron representou em Mad Max: Estrada Da Fúria: identificação com uma personagem feminina poderosa e protagonista de sua própria história.

Mas, mais do que isso, ambas foram dirigidas também por mulheres - diferencial especialmente relevante em uma indústria e em um segmento dominados por homens.

No caso de "Mulher-Maravilha", o hype do filme ainda coincidiu com o despertar do movimento #MeToo, transformando sua protagonista em um símbolo absoluto de empoderamento feminino.

Antes disso, porém, foram feitos filmes com outras super-heroínas, como Supergirl (1984); Tank Girl - Detonando O Futuro (1995); Mulher-gato (2004); e Elektra (2005). Mas o sucesso das duas produções mencionadas acima, entre bilheteria e crítica, abriu definitivamente espaço para uma representatividade que não seja oportunista e que abrace um número de público cada vez maior.

Efeito imediato dessa conquista é o anúncio do filme solo da Viúva Negra, previsto para o fim de 2020, que, há anos, era apenas uma personagem secundária do MCU.

Com uma história rica, cheia de personagens marcantes e promissora na apresentação de novas super-heroínas, montamos uma lista com as maiores que já foram retratadas no cinema. Confira:

Ororo Munroe (Tempestade) - Filmes X-Men

A Tempestade, nos primeiros filmes interpretada por Halle Berry, é uma líder nata dos X-Men e já tem toda sua personalidade desenvolvida.

Em "X-Men: Apocalipse", na ocasião interpretada por Alexandra Shipp, Ororo tem uma história de origem brevemente contada e ela é uma das únicas personagens com maior profundidade no filme.

Pode ser vista em: "X-Men" (2000), "X-Men 2" (2003), "X-Men: O Confronto Final" (2006), "X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido" (2014), "X-Men: Apocalipse" (2016) e "X-Men: Fênix Negra" (2019).

Jean Grey (Fênix Negra) - Filmes X-Men

Jean é um dos membros mais importantes dos X-Men, sendo nomeada, por diversas vezes, "o coração do grupo".

Seu famoso codinome Fênix deve-se ao fato de ter sido a anfitriã e proprietária mais conhecida da Força Fênix. A primeira aparição da personagem nessa forma acontece em "X-Men: O Confronto Final" e, em 2019, ganhou um filme totalmente focado no arco da Fênix Negra.

Ela precisa lidar com o poder instável e seus demônios, ficando fora de controle e dividindo a família X-Men, por representar ameaça ao planeta.

Gamora - "Guardiões da Galáxia" e outros filmes do MCU

Gamora teve seu povo aniquilado por Thanos, foi poupada e sequestrada pelo titã louco como sua "filha adotiva". Ele a modifica com implantes biônicos e peças de reposição, que a tornam uma das personagens mais letais e poderosas do espaço.

Embora programada para ser uma soldada de Thanos, Gamora carrega consigo seus traumas e seu objetivo é derrotar seu usurpador e vingar seu povo. É aí que acontece o ponto de virada, seus caminhos cruzam com os Guardiões da Galáxia, e ela se torna uma super-heroína.

No cinema, ela é interpretada por Zoe Saldana, a primeira pessoa a participar de 3 filmes com mais de U$ 2 bilhões de lucro nas bilheterias: "Avatar" (2,7 bilhões), "Vingadores: Ultimato" (2,8 bilhões) e "Vingadores: Guerra Infinita" (2,04 bilhões).

Carol Denvers (Capitã Marvel) - "Capitã Marvel" e outros filmes do MCU

No que compete ao objetivo de apresentar a heroína mais poderosa do Universo Cinematográfico Marvel, a forma como a sua história de origem é contada internaliza o feminismo, de maneira muito orgânica e original.

Sem apelar para argumentos panfletários, a busca de Carol Denvers é interior, sua batalha é consigo mesma. Ela quer descobrir sua real identidade. E, acima de tudo, superar suas próprias limitações e amarras.

Diana Prince (Mulher-Maravilha) - "Mulher-Maravilha" e outros filmes da DC Comics

Quarenta anos depois que ela vestiu pela primeira vez a tiara da Mulher-Maravilha e seus braceletes anti-balas, o retrato de Lynda Carter como a super-heroína permanece no imaginário das pessoas.

Mais recentemente, recebeu uma versão ainda mais poderosa com Gal Gadot, que hoje é tida como a Mulher-Maravilha também na vida real. Gal mostrou seu apoio a uma mãe que escreveu um artigo sobre estereótipos de gênero após seu filho decidir ir para a escolha com uma mochila da super-heroína.

Ela também usou o superpoder da empatia ao vestir a roupa da personagem para visitar (e alegrar o dia de) crianças internadas em um hospital nos Estados Unidos.

Natasha Romanoff (Viúva Negra) - "Viúva Negra" e outros filmes do MCU

As representações de super-heroínas fizeram avanços excelentes em explorar mais os elementos humanos.

Ela pode ser vista em: "Homem de Ferro 2" (2010); "Os Vingadores" (2012); "Capitão América: Soldado Invernal" (2014); "Os Vingadores 2: A Era de Ultron" (2015); "Capitão América: Guerra Civil" (2016); "Vingadores: Guerra Infinita" (2018); e "Vingadores: Ultimato" (2019). Agora, em 2020, ganhará filme solo.

De zero a (anti)herói: os principais anti-heróis do universo da Marvel, da DC e além!

A raiz de um herói pode ser encontrada na ideia de alguém que se sacrifica, estando disposto a abrir mão de suas próprias necessidades em benefício de outros. É uma figura arquetípica que reúne em si os atributos necessários para superar, de forma excepcional, um determinado problema de dimensão épica.

Por sua vez, o vilão é o antagonista da história. Ele normalmente é revolucionário, movido por ideologias, quer a mudança do mundo; é cego, normalmente enxerga sua solução como a única opção viável. Ele é puramente mal: sua natureza fez assim, seu objetivo é causar o mal sem ver as consequências..

Já o anti-herói está em uma área cinzenta entre o vilão e o cara legal. Por isso, há momentos em que é desagradável, mas em outros é extremamente encantador. São as suas qualidades paradoxais que fazem com que se assemelhe às pessoas reais — mais do que qualquer outro personagem da ficção.

É um personagem cheio de nuances - e a evolução dos super-heróis, tanto nos quadrinhos quanto nos cinemas, nos brindou com ótimos anti-heróis.

A seguir, separamos uma lista com os principais anti-heróis dos universos dos super-heróis:

Bloodshot

O personagem surgiu em 1992 nas páginas de Eternal Warrior, mas ganhou sua própria revista em 1993, se tornando um dos maiores sucessos da Valiant Comics. Após ser brutalmente assassinado ao lado da esposa, o militar Ray Garrison é trazido de volta à vida em um experimento secreto do governo.

Aprimorado com nanotecnologia, ele se torna uma máquina super-humana de matar, movido por vingança.

Spawn

Spawn não tem misericórdia de bandido algum e diverte-se mandando suas almas para o inferno. No entanto, ele é prontamente acolhido por um bando de moradores de rua que não se importam com sua aparência e passa a protegê-los como se fossem seus únicos amigos.

Como se não bastasse ter sido transformado em um terrível demônio desfigurado, Spawn descobre que sua ex-esposa se casou com seu melhor amigo. Apesar de seus métodos nada convencionais de combater a maldade, Simmons é um homem de bom coração e já salvou a Terra inúmeras vezes.

Elektra

Elektra foi uma das primeiras mulheres das HQs da Marvel que se caracterizavam como um anti-herói. Sua personalidade perigosa e instável a tornam tanto uma possível aliada como inimiga.

Já lutou várias vezes contra heróis, incluindo seu amor Matt Murdock, mas também os salvou outras tantas vezes. Elektra é explosiva e impulsiva, mas sua essência é mista, variando conforme as situações. Suas aparições normalmente estão relacionadas às histórias do Demolidor.

Mulher-Gato

Seu caminho entre a luz e a escuridão é comparável a sua turbulenta paixão por Batman. Selina Kyle, na visão da DC Comics, era originalmente uma vilã, mas percorreu uma longa jornada de transformação.

Ela não está nem aí para a lei e tem seu próprio código de honra, protegendo os mais fracos, desde que isso não interfira com seus planos. Selina é uma anti-heroína por excelência, sendo típico ver ela fazendo a coisa certa mas com métodos ilegais.

Arlequina

Arlequina surgiu como a "simples" namorada louca do Coringa na Série Animada do Batman, mas a DC Comics percebeu o potencial da personagem e decidiu levá-la para os quadrinhos.

Nas revistas, a personagem ganhou ainda mais profundidade e sua história foi sendo trabalhada de maneira muito convincente.

Foi no Esquadrão Suicida que a faceta da Arlequina começou a mudar e a rendeu ainda um filme solo: "Aves de Rapina".

Rorschach

O senso de certo e errado em Rorschach, em Watchmen, da DC Comics, é tão forte que se torna a única coisa que importa. A moral do vigilante justifica tudo, mesmo que isso signifique torturar e assassinar de forma insana os criminosos.

Ele se considerava acima da lei, mas acabou dentro da prisão devido aos seus métodos violentos. Mesmo quando o Governo passou a regular as atividades dos super-heróis, Rorschach ignorou e continuou praticando a sua justiça impiedosa.

Wolverine

Personificando uma arma letal sem limites, Logan tem seu passado manchado por guerra e banhos de sangue. Os seus instintos animais, o seu super poder de cura e suas garras fazem dele a perfeita máquina da morte.

Wolverine, entretanto, é altruísta e procura fazer o melhor pelos outros, mesmo que isso o prejudique. A Marvel explorou com frequência os dois lados de Logan: herói e professor dos X-Men, ou o assassino que destrói quem for preciso para manter o mundo um lugar mais seguro.

Justiceiro

Frank Castle não só assassina qualquer criminoso que acha que merece a morte, como ele realmente gosta do ato de matar. Um veterano de guerra cuja família foi assassinada por criminosos, Castle é um homem sem nada a perder.

Depois dessa tragédia, Frank se transforma no Justiceiro da Marvel e decide "limpar" a sua cidade, um fora-da-lei por vez.

Deadpool

Violento, insano, carismático. Deadpool cumpre todos os requisitos de um anti-herói. O mercenário faz o que quer, seja ajudar os vilões ou os heróis e sua regra número 1 é não ter qualquer regra.

Ele tem a capacidade de ser alguém decente e já fez muitas boas ações, mas também se juntou aos vilões quando foi conveniente. A sua imprevisibilidade, irreverência e humor o tornam um personagem cheio de nuances, bem característico de um anti-herói da Marvel. Deadpool faz parte do mundo dos X-Men.

Como Deadpool e Wolverine mudaram o cinema

Deadpool causou grande alvoroço no cinema quando estreou em 2016 ao trazer não só importantes elementos essenciais de um bom filme de super-herói, como humor, personagens interessantes e ação, mas também tom adulto, palavrões, violência exagera, muita zueira e a consciência de que esse tipo de filme em si nada mais é do que uma forma de diversão.

Uma das principais razões para o sucesso de Deadpool foi sua classificação para adultos, o que garantiu que palavrões e e muita violência entrassem em cena do começo ao fim. Por isso, a prodição não apenas abalou o status-quo das aventuras de ação estreladas pelos super-heróis, mas foi além e estabeleceu novos precedentes cinematográficos.

Do marketing ao orçamento e às tramas, Deadpool mexeu com a indústria. O filme fez piada com si mesmo por meses, garantindo que a hype nunca acabasse. Sem falar que o filme foi feito com apenas US$ 58 milhões, valor baixo para o gênero e até mesmo outros blockbusters, o que provou que é possível fazer muito mais, com muito menos e ainda se tornar um filme marcante, que todo mundo quer ver. Sem falar que agora as histórias poderiam ser mais centradas nos personagens e menos em heróis salvando o mundo.

E aí entra Logan na história. Seu marketing também foi agressivo, a começar pelo uso perfeito da música Hurt, interpretada por Johnny Cash. O longa é um drama pesado e mostra algo que raramente vemos: O fim da vida de um super-herói. A narrativa foca nas lutas, não exagera no CGI e é um filme de ação feito com muito cudado, mas com menos foco nas habilidades especiais de seus protagonistas e sim em quem eles são como pessoas e como enfrentam as adversidades.

Logan, até mais do que Deadpool, é a antítese do que esperamos de um filme de super-herói. De cara, nenhum dos filmes da Marvel foi tão cinematográfico quanto. A inspiração dos faroestes e road movies foram cruciais, afinal, conforme o trio de protagonistas viaja pelas rodovias dos Estados Unidos, temos uma visão pitoresca do país no futuro e suas interações dão vida à história.

É um contraste os longas da DC e da Marvel. Não só de visial e tom, mas também de desenvolvimento de trama e personagens. E é realista, não do ponto de vista técnico, como Batman - O Cavaleiro Das Trevas, mas do ponto de vista humano. Sem falar que o filme afeta os espectadores psicologicamente, deixando um gosto amargo com o fim da jornada de Hugh Jackman como Wolverine, que morre no final.

Logan nos permite aproveitar todas as características das narrativas de super-heróis: ação, o suspense, o abandono imprudente, fim de uma era, história de origem - em um filme que, em última análise, não parece muito com um longa de quadrinhos como conhecemos, mas sim uma evolução bem-vinda do gênero.

Não há como negar que esses filmes mudaram o cinema e, principalmente, os longas baseados em quadrinhos.

Os filmes de super-herói terão - e merecem - vida longa!

Nos últimos dois anos, o topo da lista dos filmes mais assistidos nos cinemas no Brasil teve os mesmos personagens.

Enquanto "Vingadores: Guerra Infinita", levou mais de 14,5 milhões de brasileiros às salas de cinema em 2018, no ano passado foi a vez de outro filme da franquia, "Vingadores: Ultimato", ocupar o primeiro lugar do ranking, com uma bilheteria de 19,2 milhões de ingressos vendidos.

Além disso, das dez produções campeãs de bilheterias no Brasil no ano passado, quatro fazem parte do universo desses personagens: "Coringa", "Capitã Marvel" e "Homem Aranha: Longe de Casa" também figuram entre as produções que mais levaram os brasileiros ao cinema.

Maas grande presença dos heróis nos ranking de bilheterias não é um fenômeno exclusivo de Brasil e está longe de ter um inimigo à altura. Com US$ 2,797 bilhões, Vingadores: Ultimato ocupa atualmente a 1ª posição das maiores bilheterias da história - e isso graças à vasta exibição do longa ao redor do mundo. Com US$ 858,3 milhões somados apenas nos EUA, o filme conquistou a 2ª posição entre as maiores arrecadações do país. Com US$ 614,3 milhões arrecadados na China, o filme superou os US$ 393 milhões do antigo recordista Velozes e Furiosos 7 e se tornou a maior arrecadação de um longa hollywoodiano por lá.

Nostalgia e recuperação de memórias afetivas explicam em partes a grande proliferação do gênero e seu consequente sucesso perante o público.

Ao longo das décadas, observamos a criação e expansão de um universo cinematográfico crível, que exige que o espectador tenha que acompanhar diversos filmes, com vários personagens, para ficar por dentro da história.

Mais do que isso, um fator pelo qual o cinema atual ainda está aproveitando a onda – e que explica os bons resultados dos filmes de super-heróis até hoje – é a possibilidade de cruzar os gêneros.

O Capitão América se tornou um filme de espionagem e conspiração. Os Guardiões da Galáxia flertam com um sci-fi. O Homem-Formiga é um filme sobre família. A trilogia Batman, do Nolan, é a jornada do herói mais realista possível. Coringa é um drama psicológico que flerta com a ultraviolência. Pantera Negra e Mulher-Maravilha lançam nova luz em temas como representatividade e desigualdade social.

A Sony está investimento em personagens secundário do universo do teioso, como Venom (2018). A DC está tanto investimento em filmes do universo compartilhado quanto individuais. E agora, a Disney adquiriu a FOX, o que traz os direitos de muitos personagens da Casa das Ideias de volta para o domínio da Marvel.

Mas no fim, o que realmente fica de mensagem é o legado construído pelos super-heróis no Cinema.

Do lado da Marvel, nunca na história fora criada uma saga tão profunda em camadas, personalidades, características e ambientações tão distintas e diferentes, que desaguasse em um dos momentos mais aguardados pela cultura pop: um filme-evento. A maior arrecadação de bilheteria da história.

Do lado da DC Comics, ter sido precursora na exploração do formato e pela constante e inabalável reinvenção para trazer sempre diferentes perspectivas de suas clássicas histórias e personagens, pela ousadia.

Mas, para encerrar, um aprendizado clássico do Amigão da Vizinhança: com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Quando o sarrafo está no alto, é a hora de ligar o alerta vermelho e se reinventar. Há quem diga que a fórmula está se esgotando, mas ano após ano nós vemos filmes mais ousados e novas roupagens de histórias que não nos cansamos de ver passar.

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