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    A evolução dos filmes de super-heróis no cinema

    A evolução do gênero
    Por Da Redação
    03/09/2020 - Atualizado há 6 meses

    Os filmes de super-herói invadiram a indústria cinematográfica como um tsunami. Há quem diga que até chega a ser difícil acompanhar todos os lançamentos. No entanto, independentemente se você é fã ou não do gênero, não tem como negar o tamanho do sucesso.

    E acredite, este sucesso não é sorte: foi (e continua sendo) estratégia.

    A estratégia de uma fórmula poderosa. Adaptações dignas e empolgantes e, claro, foco inicial no público-alvo: a fidelíssima base de quem já navegava pelo imaginário dos quadrinhos.

    Deu certo, muito certo. Hoje, os filmes de super-herói se tornaram um fenômeno mundial.

    Capitão América, Batman, Mulher-Maravilha, os X-Men, Homem-Aranha, Coringa. São muitos os exemplos dessa lista de sucesso incontestável.

    Mas você sabe como estes filmes ganharam as grandes telas? Onde nasceram e como foi sua evolução? O que mudou, de um formato para o outro? Como se iniciou o duelo de gigantes entre Marvel e DC Comics? São essas perguntas (e outras dezenas mais) que iremos responder neste artigo!

    Nesse artigo você vai conferir:

    - Marvel vs DC: briga de titãs
    - Montamos uma lista com os principais filmes da Marvel e filmes da DC
    - As melhores animações de super-heróis da Marvel e da DC
    - As grandes super-heroínas do cinema
    - Os principais anti-heróis do cinema
    - Os filmes de super-herói terão - e merecem - vida longa!

    Marvel vs DC: briga de titãs

    Foi a criação do Superman, o super-herói dos quadrinhos da DC, que determinou o começo dessa história. Em 1938, Jerry Siegel e Joe Schuster deram vida ao personagem baseando-se em um Estados Unidos que ainda se recuperava dos efeitos da Grande Depressão e cada vez mais imerso nos conflitos da Segunda Guerra Mundial. 

    Em 1939, Bob Kane e Bill Finger criaram o novo ícone da cultura pop: Batman. Em seguida, em 1941, William Moulton Marston completou a tríade de super-heróis clássica da DC ao publicar a história da Mulher-Maravilha.

    Os três personagens representavam um ideal estadunidense muito comum para a época. O Superman, por exemplo, foi criado para mostrar a parte quase intocável e ética de um super-herói.

    Em uma era pós-Guerra, Superman, Batman e Mulher-Maravilha praticamente se transformaram em deuses de uma nova mitologia, que serviam de inspiração para a humanidade, pautada no “American Way of Life”. No entanto, logo essa concepção foi posta em cheque, uma vez que a mente dos jovens apontavam para outros movimentos. Afinal, na década de 60 aconteceu a revolução sexual e os ideais baseados na política “self made man” foram rompidos.

    E assim surgiu a Era Marvel, criada por Stan Lee e Jack Kirby. Eles aproveitaram o momento de mudanças e publicaram o Quarteto Fantástico, o primeiro quadrinho da editora e obra que revolucionou a forma como o público enxergava os super-heróis.

    Abordando temas considerados tabus, como consumo de drogas e a Guerra do Vietnã, a Marvel conseguiu inovar e se posicionar opostamente às histórias com ares mitológicos da DC. Por isso, começaram a apostar em personagens mais “reais”, imperfeitos e que se conectavam com as pessoas comuns. 

    Alguns exemplos clássicos? O Homem de Ferro, um herói sem poder algum além da sua inteligência e que age sem pensar nas consequências; o Hulk, que surgiu de uma explosão atômica - maior sombra do contexto da Guerra Fria, e os X-Men, que dão as caras como uma minoria oprimida, defendendo aqueles que insistem em derrubá-los.

    Mas, na migração para as telas, foi a DC que tomou a dianteira.

    Entre 1950 e 1970, os três heróis da DC Comics ganharam suas próprias séries de TV. Superman estreou nos anos 50, enquanto Batman seguiu sem passos em 1960, com um programa que se tornou ícone da cultura pop. Lynda Carter protagonizou a série da Mulher-Maravilha, em 1970, o que a tornou um dos símbolos do movimento feminista da época.“Superman - O Filme”, de Richard Donner e protagonizado por Christopher Reeve, chegou aos cinemas em 1978, logo assumindo o posto de “pai”, dentre os demais filmes produzidos pelas produtoras cinematográficas. 

    Enquanto isso, a DC foi amadurecendo suas obras em quadrinhos. Foi nessa época que “O Cavaleiro das Trevas'', de Frank Miller, “Watchmen”, de Alan Moore, e outras produções do mesmo estilo foram publicadas. O público que consumia esse tipo de conteúdo compareceu em peso aos cinemas, em 1989, para ver o filme gótico, “Batman”, de Tim Burton.Durante anos, a DC conseguiu se manter em primeiro lugar no mercado de filmes de super-heróis. No entanto, cometeu o erro de dar muito mais foco para o seu personagem “mais humano”, o Batman, pelos anos seguintes. Batman & Robin, lançado no final da década de 1990, foi um fracasso de crítica e público. Foi só em 2005 que a Warner tomou a decisão de entregar as chaves do reino a Christopher Nolan.E foi assim que “Batman Begins” (2005) se aproximou novamente do público, saindo um pouco do lado fantástico da história e se firmando em um lado mais realista e inesperado para um super-herói. Em 2008, “Batman - O Cavaleiro das Trevas” bateu US$ 1 bilhão nas bilheterias, garantindo o Oscar a Heath Ledger pelo seu papel como Coringa e firmando-se como base para os próximos filmes do gênero. 

    Falando em sucessos de bilheteria, “Batman: O Cavaleiro Das Trevas Ressurge” (2012) fez um ótimo trabalho finalizando a franquia. 

    Porém, o limite do novo Batman também chegou em 2012, mostrando que, mesmo a DC tentando expandir seu escopo, até os fãs mais apaixonados se cansaram do personagem. 

    Já a Marvel trabalhou de maneira mais estratégica.

    Nessa época, os direitos pelos personagens da Marvel eram uma bagunça. Eles estavam espalhados entre Sony e Fox e - posteriormente chefiado pela figura de Kevin Feige - a Marvel buscava uma identidade própria para suas produções.

    A revolução Marvel no Cinema

    A estratégia da Marvel de fechar parcerias com produtores e estúdios se provou um sucesso. Foi isso, aliás, que fez “X-Men, O Filme” (2000), lançado pela Fox, um marco dos longas de super-heróis modernos. Mas tudo começou em 1998, quando a Marvel fez, junto com a produtora New Line, “Blade - Caçador de Vampiros” (1998).Após uma década de brigas judiciais com a Sony, “Homem-aranha” (2002) chegou às telonas. Esse tempo de espera valeu a pena, já que o filme foi um sucesso. “Hulk” (2003), “Demolidor - O Homem Sem Medo” (2003), “Quarteto Fantástico” e “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” (20014 e 2007) foram produzidos todos com parcerias, uma vez que a Marvel ainda não tinha estúdio próprio. Nessa época, a Marvel já buscava uma identidade própria para suas produções, uma vez que os direitos pelos seus personagens estavam divididos entre Sony e Fox.O lançamento de “Homem de Ferro” (2008) foi o que a Marvel precisava para se mostrar capaz de produzir seus próprios longas. Ao buscar investimentos para se tornar um estúdio independente, conseguiu fortalecer a marca e foi o próximo passo para começar a trabalhar seu universo compartilhado, MCU (Marvel Cinematic Universe), que mostra heróis habitando o mesmo mundo e, eventualmente, cruzando caminhos.

    Dessa toada, surgiram filmes como O Incrível Hulk (2008); Homem De Ferro 2 (2010); Thor (2011) e Capitão América: O Primeiro Vingador (2011).

    Mas não eram só as telonas que vinham sendo movimentadas. Os bastidores também: a Disney comprou os domínios da Marvel em 2009 e abalou a indústria. 

    A estreia junto à nova proprietária foi do antológico Os Vingadores - The Avengers (2012) - um fenômeno nunca antes visto no Cinema. 

    Diante do sucesso estrondoso, o céu era o limite para a Marvel. Na sequência, vieram Homem De Ferro 3 (2013), Thor: O Mundo Sombrio (2013) e Capitão América: O Soldado Invernal (2014) - todos lucrando além das bilheterias de seus antecessores.

    Os US$ 780 milhões faturados pelos desconhecidos Guardiões Da Galáxia (2014) e o inesperado Homem-formiga" (2015) provaram a força da marca. A essa altura, a Marvel já havia estabelecido uma rede intrincada de filmes e personagens, que funcionavam de maneira independente e complementar entre si.

    A partir daí, veio só porrada: Vingadores: Era De Ultron (2015); Capitão América: Guerra Civil (2016); Doutor Estranho (2016); Guardiões Da Galáxia Vol. 2 (2017); Homem-aranha: De Volta Ao Lar (2017); Thor: Ragnarok (2017); Pantera Negra (2018); Vingadores: Guerra Infinita (2018); Homem-formiga E A Vespa (2018); Capitã Marvel (2019); Vingadores - Ultimato (2019); e Homem-aranha: Longe De Casa (2019).

    Em paralelo, houve uma continuidade de filmes X-Men desde "X-Men: O Filme", lá dos anos 2000, e que até hoje é um dos responsáveis pela acessibilidade do gênero.

    Os direitos pelas produções dos mutantes estava com a Fox, que foi responsável por lançar ainda X-men 2" (2003); X-men: O Confronto Final (2006); X-men Origens: Wolverine" (2009); X-men: Primeira Classe" (2011); Wolverine - Imortal (2013); X-men: Dias De Um Futuro Esquecido (2014); X-men: Apocalipse (2016); e X-men: Fênix Negra (2019).

    Percebendo o sucesso que a Marvel estava alcançando, a DC resolveu investir em seu próprio universo de filmes de super-heróis - o DCEU, chefiado por Zack Snyder -, mas a competição já estava desnivelada: lançou "Homem de Aço" (2013); Batman Vs Superman: A Origem Da Justiça (2016); Esquadrão Suicida (2016); Mulher-maravilha (2017); Liga Da Justiça (2017); Aquaman (2018): Shazam! (2019); e Aves De Rapina - Arlequina E Sua Emancipação Fantabulosa (2020).

    Fato é, que entre falhas e acertos, o gênero se popularizou. A fórmula demonstrou alguns sinais de repetição e se ressignificou. Nesse contexto, surgiram filmes como Deadpool (2016); Logan (2017); Deadpool 2 (2018); e Coringa (2019).

    Você sabe quais são os principais filmes da Marvel e filmes da DC? Confira a lista!

    Das 40 maiores bilheterias da história do Cinema, 20%, hoje, são de filmes protagonizados pelos heróis da Marvel ou da DC. 

    E, aparentemente, a tendência é que esse número cresça.

    Não é à toa: os filmes trazem um mix perfeito de ação, aventura, emoção e humor, além de serem verdadeiras obras-primas quando o assunto é efeitos especiais. 

    A seguir, preparamos uma lista com os 5 maiores filmes de cada estúdio.

    Os 5 principais filmes da Marvel:

    5. Capitão América: Guerra Civil (2016)

    O terceiro filme do Capitão América tem como pano de fundo um dos eventos mais importantes dos quadrinhos da Marvel: a Guerra Civil, que explora o conflito político entre uma série de personagens de seu universo e marca a chegada triunfal de dois de seus heróis mais queridos: Homem-Aranha e Pantera Negra.

    O filme faturou 1,153 bilhão de dólares ao redor do mundo.

    4. Homem-aranha (2002)

    A Sony lança a primeira trilogia cinematográfica do aracnídeo, com Tobey Maguire no papel de Peter Parker e Sam Raimi na direção. Homem-Aranha arrecada US$ 821 milhões mundialmente (para um orçamento de US$ 139 milhões).

    Para a época, foi um sucesso estrondoso e o filme tem um papel de pioneiro para o formato do gênero na década que se seguiu.

    3. Pantera Negra (2018)

    Com cenas de ação arrebatadoras, um elenco estrelado por atores e atrizes negros e visuais deslumbrantes, “Pantera Negra” conquistou não só o público, mas também a crítica e uma legião de fãs que, até então, não se sentiam representados. 

    O filme bateu recordes de bilheteria, foi indicado ao Oscar e é considerado uma das produções mais importantes da Marvel até hoje.

    2. Vingadores - Ultimato (2019)

    Grandioso, "Vingadores: Ultimato" representa o auge do MCU. É a reunião e celebração da construção de 10 anos de um universo cinematográfico. É onde tudo desemboca. É onde a maior ameaça de todas é vencida. É onde todos os heróis se reúnem.

    É o ato final e uma carta de amor a todos os fãs de super-heróis.

    1. Vingadores: Guerra Infinita (2018)

    "Vingadores: Guerra Infinita" foi a primeira produção do estúdio a colocar absolutamente todos os seus personagens em real situação de risco, além de jogar na mesa decisões que geram consequências reais para o universo. Thanos finalmente ganha protagonismo e representa uma mistura de loucura, inteligência e brutalidade nunca vista nos filmes anteriores. É o vilão com maior profundidade e rouba a cena no filme.

    Reunindo quase todos os personagens e elementos que fizeram da Marvel, a “Marvel, Guerra Infinita” é a produção com que os fãs de seus heróis sempre sonharam, e um presente para todos que acompanharam fielmente o MCU.

    Os 5 principais filmes da DC

    5. Aquaman

    Longe vão os dias em que quase todo mundo pensava que o Aquaman era um personagem brega. Com Jason Momoa interpretando o herói, não tem margem para esse pensamento.

    Dirigido pelo veterano James Wan, Aquaman foi um sucesso estrondoso. O filme fez milhões em todo o mundo e arrecadou boas críticas.

    4. Mulher-maravilha

    Depois de dois filmes decepcionantes ("Batman v Superman" e "Esquadrão Suicida"), "Mulher-Maravilha" veio trazer alguma esperança aos fãs da DC. O filme arrecadou excelentes críticas e foi um verdadeiro sucesso de bilheterias. Mas mais do que isso, ela é o equivalente ao "Pantera Negra" na Marvel: diz tudo sobre representatividade.

    A poderosa atuação de Gal Gadot deu um novo tipo de empoderamento à personagem. Aliás, o resultado foi tão bom que a diretora Patty Jenkins renovou contrato para uma sequência do filme.

    3. Batman Begins

    Christopher Nolan se desprendeu de tudo o que já tinha sido feito com o gênero de super-heróis e trouxe a abordagem realista, com camadas e profundidades distintas. Bruce Wayne, o playboy que sai para jantar e se divertir e compra hotéis de sobremesa é um personagem tão interessante quanto aquele que se fantasia e sai à noite.

    A escolha de Christian Bale para protagonizar a história foi corretíssima, pois ele demonstra na voz a diferença entre os três personagens que interpreta: Batman, o playboy e o verdadeiro Bruce Wayne. "Batman Begins" humaniza o Batman como nunca havia sido feito antes nas telonas.

    2. Coringa

    Dirigido por Todd Phillips, o filme vai na contramão das produções da DC até então e se propõe a ser, sobretudo, um drama psicológico sobre o impacto que a sociedade e as relações familiares exercem sobre um personagem que vive na marginalidade. 

    É muito mais um filme de anti-herói do que de vilão, humanizando o Coringa - um dos antagonistas mais icônicos e caricatos do universo da DC - e tocando em temas social e politicamente relevantes do período de sua realização (2019).

    1. Batman - O Cavaleiro Das Trevas

    Mais um dos filmes dirigidos por Christopher Nolan, O "Cavaleiro das Trevas" é considerado por muitos o melhor filme de super-heróis já feito. Para além de uma trama incrível, que coloca o Batman rivalizando com o caos de seu maior antagonista, foi a performance de Heath Ledger como Coringa que roubou a cena.

    O Cavaleiro das Trevas foi, ainda, indicado em oito categorias no Oscar de 2009, tendo vencido dois deles, mas o destaque fica para o Oscar Póstumo de Melhor Ator Coadjuvante para o falecido Heath Ledger.

    As melhores animações de super-heróis da Marvel e da DC

    Nem todas as adaptações dos quadrinhos da Marvel e da DC foram feitas com atores, atrizes e efeitos práticos e especiais. Um formato muito explorado pela indústria é o das animações, que, sem o peso de orçamentos milionários, consegue trazer recortes alternativos para as mais diversas histórias contadas ao longo da construção deste vasto universo dos super-heróis.

    O público é diferente, sai um pouco do mainstream. Essas animações conseguem ser um pouco mais ousadas, trazer diferentes versões dos personagens e narrativas menos convencionais.

    As expressões, mais próximas dos quadrinhos, acabam conseguindo fidelizar e repaginar o imaginário de fãs de longa data e daqueles que ainda estão começando a se aventurar por essas bandas.

    A seguir, montamos uma lista com algumas das melhores adaptações para o formato, tanto da Marvel, quanto da DC Comics. Confira:

    Planeta Hulk

    Um dos filmes mais bem avaliados da Marvel é Planeta Hulk, que mostra as aventuras do herói em Sakaar.

    Na trama, um grupo Illuminati manda Hulk para o espaço, para que ele não provoque mais devastações na Terra. Porém, as coisas não saem como o esperado e o gigante verde acaba em Sakaar, onde se torna um gladiador para enfrentar um grande tirano.

    A adaptação é considerada uma das melhores já feitas sobre super-heróis, e deve estar na lista de todos os amantes do gênero.

    A Morte Do Superman

    O título da animação já diz tudo - mas, acredite, ver o Homem de Aço sucumbindo nas mãos de um vilão como o Apocalypse vai ser sempre um dos eventos mais traumáticos já construídos pela DC Comics.

    Aqui, explorando um arco que rompe com a imagem indestrutível do super-herói, Superman se apresenta como um mártir, disposto a morrer para salvar seu lar e àqueles que ama.

    Liga Da Justiça: Ponto De Igniçao

    Poucas animações da DC se aproximaram tanto do material original quanto Liga da Justiça: Ponto de Ignição.

    Na trama, Barry Allen (O Flash) muda o passado e, por consequência, destrói o futuro. 

    Partindo dessa premissa, o filme traz uma versão ainda mais sombria do Batman, questiona a existência do Superman e explora, como poucos, as dualidades da viagem no tempo. 

    Batman Contra O Capuz Vermelho

    Em Batman Contra o Capuz Vermelho, o herói enfrenta Robin em um embate carregado de emoção.

    Na trama, Batman acreditava que seu pupilo tinha morrido pelas mãos do Palhaço do Crime, mas, na realidade, Robin retorna como um vilão sanguinário, corrompido pelos criminosos de Gotham City.

    Considerado um dos melhores filmes do Batman já feitos, a animação equilibra elementos da HQ com um tom mais sombrio, que intensifica o arco de seus personagens.

    Homem-aranha No Aranhaverso

    Homem-Aranha no Aranhaverso junta os diversos Homens-Aranhas que existem no Multiverso Marvel em uma única história de tirar o fôlego.

    A animação mescla elementos de 3D com traços mais próximos dos quadrinhos e foi tão bem-sucedida nos cinemas que a Sony já encomendou algumas continuações, bem como spin-offs do herói!

    E por falar em spin-offs e sucesso de público e crítica, outra seara do universo dos super-heróis que anda ganhando cada vez mais força é a história das super-heroínas.

    Como já vimos mais acima, a Mulher-Maravilha vem liderando o batalhão. Mas elas roubam as grandes telas desde muito antes do longa de Patty Jenkins.

    As grandes super-heroínas do cinema

    Os lançamentos de Mulher-maravilha (2017) e Capitã Marvel (2019), para o gênero de super-heróis, representaram algo como o que Sigourney Weaver representou no papel de Ripley nos filmes de Alien, O Oitavo Passageiro, ou que Charlize Theron representou em Mad Max: Estrada Da Fúria: identificação com uma personagem feminina poderosa e protagonista de sua própria história.

    Mas, mais do que isso, ambas foram dirigidas também por mulheres - diferencial especialmente relevante em uma indústria e em um segmento dominados por homens.

    No caso de "Mulher-Maravilha", o hype do filme ainda coincidiu com o despertar do movimento #MeToo, transformando sua protagonista em um símbolo absoluto de empoderamento feminino.

    Antes disso, porém, foram feitos filmes com outras super-heroínas, como Supergirl (1984); Tank Girl - Detonando O Futuro (1995); Mulher-gato (2004); e Elektra (2005). Mas o sucesso das duas produções mencionadas acima, entre bilheteria e crítica, abriu definitivamente espaço para uma representatividade que não seja oportunista e que abrace um número de público cada vez maior.

    Efeito imediato dessa conquista é o anúncio do filme solo da Viúva Negra, previsto para o fim de 2020, que, há anos, era apenas uma personagem secundária do MCU.

    Com uma história rica, cheia de personagens marcantes e promissora na apresentação de novas super-heroínas, montamos uma lista com as maiores que já foram retratadas no cinema. Confira:

    Ororo Munroe (Tempestade) - Filmes X-Men

    A Tempestade, nos primeiros filmes interpretada por Halle Berry, é uma líder nata dos X-Men e já tem toda sua personalidade desenvolvida.

    Em "X-Men: Apocalipse", na ocasião interpretada por Alexandra Shipp, Ororo tem uma história de origem brevemente contada e ela é uma das únicas personagens com maior profundidade no filme.

    Pode ser vista em: "X-Men" (2000), "X-Men 2" (2003), "X-Men: O Confronto Final" (2006), "X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido" (2014), "X-Men: Apocalipse" (2016) e "X-Men: Fênix Negra" (2019).

    Jean Grey (Fênix Negra) - Filmes X-Men

    Jean é um dos membros mais importantes dos X-Men, sendo nomeada, por diversas vezes, "o coração do grupo".

    Seu famoso codinome Fênix deve-se ao fato de ter sido a anfitriã e proprietária mais conhecida da Força Fênix. A primeira aparição da personagem nessa forma acontece em "X-Men: O Confronto Final" e, em 2019, ganhou um filme totalmente focado no arco da Fênix Negra.

    Ela precisa lidar com o poder instável e seus demônios, ficando fora de controle e dividindo a família X-Men, por representar ameaça ao planeta.

    Gamora - "Guardiões da Galáxia" e outros filmes do MCU

    Gamora teve seu povo aniquilado por Thanos, foi poupada e sequestrada pelo titã louco como sua "filha adotiva". Ele a modifica com implantes biônicos e peças de reposição, que a tornam uma das personagens mais letais e poderosas do espaço.

    Embora programada para ser uma soldada de Thanos, Gamora carrega consigo seus traumas e seu objetivo é derrotar seu usurpador e vingar seu povo. É aí que acontece o ponto de virada, seus caminhos cruzam com os Guardiões da Galáxia, e ela se torna uma super-heroína.

    No cinema, ela é interpretada por Zoe Saldana, a primeira pessoa a participar de 3 filmes com mais de U$ 2 bilhões de lucro nas bilheterias: "Avatar" (2,7 bilhões), "Vingadores: Ultimato" (2,8 bilhões) e "Vingadores: Guerra Infinita" (2,04 bilhões).

    Carol Denvers (Capitã Marvel) - "Capitã Marvel" e outros filmes do MCU

    No que compete ao objetivo de apresentar a heroína mais poderosa do Universo Cinematográfico Marvel, a forma como a sua história de origem é contada internaliza o feminismo, de maneira muito orgânica e original.

    Sem apelar para argumentos panfletários, a busca de Carol Denvers é interior, sua batalha é consigo mesma. Ela quer descobrir sua real identidade. E, acima de tudo, superar suas próprias limitações e amarras.

    Diana Prince (Mulher-Maravilha) - "Mulher-Maravilha" e outros filmes da DC Comics

    Quarenta anos depois que ela vestiu pela primeira vez a tiara da Mulher-Maravilha e seus braceletes anti-balas, o retrato de Lynda Carter como a super-heroína permanece no imaginário das pessoas.

    Mais recentemente, recebeu uma versão ainda mais poderosa com Gal Gadot, que hoje é tida como a Mulher-Maravilha também na vida real. Gal mostrou seu apoio a uma mãe que escreveu um artigo sobre estereótipos de gênero após seu filho decidir ir para a escolha com uma mochila da super-heroína.

    Ela também usou o superpoder da empatia ao vestir a roupa da personagem para visitar (e alegrar o dia de) crianças internadas em um hospital nos Estados Unidos.

    Natasha Romanoff (Viúva Negra) - "Viúva Negra" e outros filmes do MCU

    As representações de super-heroínas fizeram avanços excelentes em explorar mais os elementos humanos.

    Ela pode ser vista em: "Homem de Ferro 2" (2010); "Os Vingadores" (2012); "Capitão América: Soldado Invernal" (2014); "Os Vingadores 2: A Era de Ultron" (2015); "Capitão América: Guerra Civil" (2016); "Vingadores: Guerra Infinita" (2018); e "Vingadores: Ultimato" (2019). Agora, em 2020, ganhará filme solo.

    De zero a (anti)herói: os principais anti-heróis do universo da Marvel, da DC e além!

    O herói segue o arquétipo mitológico de figuras como Édipo, Orfeu, Hércules e até Jesus Cristo. Se trata, na maioria das vezes, de um mártir, alguém que se sacrifica em benefício dos outros e reúne as qualidades necessárias para superar desafios épicos, que, geralmente, envolvem a destruição de tudo aquilo que ele mais ama. 

    Já o vilão é o antagonista da história. Ele se opõe diretamente ao herói, carregando o mal consigo e se caracterizando pela natureza cruel, que coloca suas necessidades e seus ideais distorcidos acima de tudo e de todos. 

    Já o anti-herói funcionaria como um meio termo entre os dois. Com qualidades paradoxais, eles estão muito mais próximos das “pessoas reais” - nem fantasiosamente bons, nem completamente maus. Suas motivações são compreensíveis e suas atitudes, por mais que nem sempre concordemos com elas, fazem sentido dentro dessas motivações. 

    É um personagem cheio de nuances - e a evolução dos super-heróis, tanto nos quadrinhos quanto nos cinemas, nos brindou com ótimos anti-heróis.

    A seguir, separamos uma lista com os principais anti-heróis dos universos dos super-heróis:

    Bloodshot

    O personagem surgiu em 1992 nas páginas de Eternal Warrior, mas ganhou sua própria revista em 1993, se tornando um dos maiores sucessos da Valiant Comics. Após ser brutalmente assassinado ao lado da esposa, o militar Ray Garrison é trazido de volta à vida em um experimento secreto do governo.

    Aprimorado com nanotecnologia, ele se torna uma máquina super-humana de matar, movido por vingança.

    Spawn

    Spawn foi transformado em um demônio desfigurado e terrível. Sua ex-eposa se casou com seu melhor amigo. E ele tem a missão de mandar as “almas ruins” para o inferno - tarefa que cumpre sem qualquer misericórdia. 

    No entanto, Spawn encontra uma família entre o bando de moradores de rua que o acolhe, sem se importar com sua aparência, e passa a protegê-los. 

    Assim, apesar de combater o mal com métodos nada convencionais, o personagem ganha pontos por se mostrar um homem de bom coração, comprometido em salvar a Terra e as pessoas que ama.

    Elektra

    Elektra é uma das primeiras anti-heroínas da Marvel, uma vez que sua personalidade instável e altamente perigosa faz com que ela possa ser tanto uma importante aliada quanto uma temida inimiga, a depender do seu humor.

    Ao longo de sua trajetória pelas HQs e pelo Cinema, ela já lutou várias vezes contra diversos heróis, incluindo o Demolidor, seu par romântico.

    Mas também já salvou esses mesmos heróis outras tantas vezes, o que faz com que suas aparições sejam sempre carregadas de suspense.

    Mulher-Gato

    Selina Kyle nasceu como uma das vilãs mais icônicas da DC Comics, mas percorreu uma longa jornada de transformação diretamente associada à sua paixão pelo homem-morcego. 

    Hoje, a Mulher-Gato é mais conhecida como uma anti-heroína típica, que faz a coisa certa por meios duvidosos (para não dizer ilegais). Ela não se importa com a lei e está disposta a proteger os mais fracos, desde que isso não fique no caminho de seus objetivos.

    Arlequina

    Arlequina teve sua origem como a “namorada louca” do Coringa na Série Animada do Batman. Porém, a DC Comics logo percebeu seu potencial e a personagem começou a aparecer também nos quadrinhos.

    Hoje, Arlequina é uma das queridinhas do público, tem seus próprios arcos dramáticos e romances revolucionários (ela e Hera Venenosa construíram uma bonita história de amor ao longo dos últimos anos) e, mais recentemente, seus próprios filmes, figurando em Esquadrão Suicida e protagonizando Aves de Rapina, ambos na pele de Margot Robbie.

    Rorschach

    Rorschach, que figura em Watchmen, da DC Comics, tem um senso de certo e errado que se sobrepõe a qualquer lei ou convenção social.

    Torturar e assassinar criminosos? Para ele, não há nada de errado, pois sua própria moral determina que esses atos são compreensíveis, considerando que os criminosos são os vilões da história, em primeiro lugar. 

    Logo, por ser movido “por um bem maior”, acredita que seus atos são perdoáveis.

    Wolverine

    Wolverine é uma arma altamente letal com seus instintos animais e suas afiadas. Soma-se a isso seu passado manchado pelo descontrole que culminou em diversos banhos de sangue e estaríamos de frente para um dos personagens mais violentos da Marvel.

    Porém, pelo contrário, Logan se mostra um cara completamente altruísta, que procura fazer o melhor pelos outros, mesmo que isso não o favoreça.

    Justiceiro

    Frank Castle não só extermina os criminosos que cruzam seu caminho. Ele de fato gosta de matar. 

    Afinal, o Justiceiro não tem nada a perder: veterano de guerra que perdeu a família para um grupo de assassinos, usa sua nova identidade para “limpar” sua cidade do mal, sem espaço para a misericórdia.

    Deadpool

    Insano, carismático e muito violento, Deadpool é um anti-herói para ninguém colocar defeito. Ele faz o que quer, quando quer, o que inclui ajudar alguns vilões se achar conveniente. 

    Extremamente imprevisível, irreverente e sarcástico, o personagem se tornou um dos mais populares da Marvel, especialmente após o longa-metragem protagonizado por Ryan Reynolds. 

    Ele tem a capacidade de ser alguém decente e já fez muitas boas ações, mas também se juntou aos vilões quando foi conveniente. A sua imprevisibilidade, irreverência e humor o tornam um personagem cheio de nuances, bem característico de um anti-herói da Marvel. Deadpool faz parte do mundo dos X-Men.

    Como Deadpool e Wolverine mudaram o cinema

    Deadpool causou grande alvoroço no cinema quando estreou em 2016 ao trazer não só importantes elementos essenciais de um bom filme de super-herói, como humor, personagens interessantes e ação, mas também tom adulto, palavrões, violência exagera, muita zueira e a consciência de que esse tipo de filme em si nada mais é do que uma forma de diversão.

    Uma das principais razões para o sucesso de Deadpool foi sua classificação para adultos, o que garantiu que palavrões e e muita violência entrassem em cena do começo ao fim. Por isso, a prodição não apenas abalou o status-quo das aventuras de ação estreladas pelos super-heróis, mas foi além e estabeleceu novos precedentes cinematográficos.

    Do marketing ao orçamento e às tramas, Deadpool mexeu com a indústria. O filme fez piada com si mesmo por meses, garantindo que a hype nunca acabasse. Sem falar que o filme foi feito com apenas US$ 58 milhões, valor baixo para o gênero e até mesmo outros blockbusters, o que provou que é possível fazer muito mais, com muito menos e ainda se tornar um filme marcante, que todo mundo quer ver. Sem falar que agora as histórias poderiam ser mais centradas nos personagens e menos em heróis salvando o mundo.

    E aí entra Logan na história. Seu marketing também foi agressivo, a começar pelo uso perfeito da música Hurt, interpretada por Johnny Cash. O longa é um drama pesado e mostra algo que raramente vemos: O fim da vida de um super-herói. A narrativa foca nas lutas, não exagera no CGI e é um filme de ação feito com muito cuidado, mas com menos foco nas habilidades especiais de seus protagonistas e sim em quem eles são como pessoas e como enfrentam as adversidades.

    Logan, até mais do que Deadpool, é a antítese do que esperamos de um filme de super-herói. De cara, nenhum dos filmes da Marvel foi tão cinematográfico quanto. A inspiração dos faroestes e road movies foram cruciais, afinal, conforme o trio de protagonistas viaja pelas rodovias dos Estados Unidos, temos uma visão pitoresca do país no futuro e suas interações dão vida à história.

    É um contraste os longas da DC e da Marvel. Não só de visual e tom, mas também de desenvolvimento de trama e personagens. E é realista, não do ponto de vista técnico, como Batman - O Cavaleiro Das Trevas, mas do ponto de vista humano. Sem falar que o filme afeta os espectadores psicologicamente, deixando um gosto amargo com o fim da jornada de Hugh Jackman como Wolverine, que morre no final.

    Logan nos permite aproveitar todas as características das narrativas de super-heróis: ação, o suspense, o abandono imprudente, fim de uma era, história de origem - em um filme que, em última análise, não parece muito com um longa de quadrinhos como conhecemos, mas sim uma evolução bem-vinda do gênero.

    Não há como negar que esses filmes mudaram o cinema e, principalmente, os longas baseados em quadrinhos.

    Os filmes de super-herói terão - e merecem - vida longa!

    Ao longo dos últimos dois anos, os filmes mais assistidos nos cinemas brasileiros foram protagonizados pelos mesmos personagens.

    Vingadores: Guerra Infinita levou mais de 14 milhões de brasileiros às salas de cinema em 2018.

    Já em 2019, foi a vez de Vingadores: Ultimato ocupar o topo do pódio, com 19,2 milhões de ingressos vendidos no país.

    Além disso, das dez campeãs de bilheterias no Brasil no ano passado, pelo menos cinco narram a história de super-heróis: Coringa, Capitã Marvel, Homem Aranha: Longe de Casa, X-Men: Fênix Negra e Shazam!

    Mas grande presença dos heróis nos ranking de bilheterias não é um fenômeno exclusivo de Brasil e está longe de ter um inimigo à altura. Com US$ 2,797 bilhões, Vingadores: Ultimato ocupa atualmente a 1ª posição das maiores bilheterias da história - e isso graças à vasta exibição do longa ao redor do mundo. Com US$ 858,3 milhões somados apenas nos EUA, o filme conquistou a 2ª posição entre as maiores arrecadações do país. Com US$ 614,3 milhões arrecadados na China, o filme superou os US$ 393 milhões do antigo recordista Velozes e Furiosos 7 e se tornou a maior arrecadação de um longa hollywoodiano por lá.

    O elemento nostálgico, bem como a ideia de “construção de mundo” por meio de diversas peças distribuídas ao longo de vários filmes, justificam a força do gênero e seu sucesso incomparável perante o público.

    Afinal, ao longo dos últimos anos, testemunhamos o surgimento e a expansão de um universo cinematográfico rico, com vários pontos de intersecção, que exploram inúmeras possibilidades e oferecem uma vasta gama de histórias para os mais distintos públicos.

    Mais do que isso, existe, ainda, a possibilidade de cruzar gêneros. Capitão América se tornou uma saga de conspiração e espionagem. Os Guardiões da Galáxia se aproximam da ficção científica. O Homem-Formiga se apoia sobretudo em uma história familiar. A trilogia Batman, do Nolan, é a jornada do herói mais realista possível. Coringa é um drama psicológico que flerta com a ultraviolência. Pantera Negra e Mulher-Maravilha lançam nova luz em temas como representatividade e desigualdade social.

    A Sony está investimento em personagens secundário do universo do teioso, como Venom (2018). A DC está tanto investimento em filmes do universo compartilhado quanto individuais. E agora, a Disney adquiriu a FOX, o que traz os direitos de muitos personagens da Casa das Ideias de volta para o domínio da Marvel.

    Mas no fim, o que realmente fica de mensagem é o legado construído pelos super-heróis no Cinema.

    Do lado da Marvel, nunca na história fora criada uma saga tão profunda em camadas, personalidades, características e ambientações tão distintas e diferentes, que desaguasse em um dos momentos mais aguardados pela cultura pop: um filme-evento. A maior arrecadação de bilheteria da história.

    Do lado da DC Comics, ter sido precursora na exploração do formato e pela constante e inabalável reinvenção para trazer sempre diferentes perspectivas de suas clássicas histórias e personagens, pela ousadia.

    Mas, para encerrar, um aprendizado clássico do Amigão da Vizinhança: com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Quando o sarrafo está no alto, é a hora de ligar o alerta vermelho e se reinventar. Há quem diga que a fórmula está se esgotando, mas ano após ano nós vemos filmes mais ousados e novas roupagens de histórias que não nos cansamos de ver passar.

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