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    "Fazer filmes só para os amigos é corrupção", afirma Sérgio Rezende

    Por Da Redação
    03/08/2000

    Dois cineastas brasileiros concorrentes em Gramado, duas escolas totalmente diferentes. Falando com exclusividade para o Cineclick, Sérgio Rezende (Canudos, Mauá, Quase Nada) e Ruy Guerra (Os Fuzis, Estorvo), deixaram bem claro suas posturas antagônicas em relação ao cinema.
    Ruy Guerra disse que "cinema não pode ser encarado apenas como diversão, como entretenimento". O moçambicano que se transformou num dos mais importantes cineastas do Brasil defende a idéia de que cinema também é arte, pesquisa e experimentação, e por isso, muitas vezes, vários bons filmes não são compreendidos pelo público em geral. Guerra realiza assim sua auto-defesa, já que sua mais recente direção -Estorvo - vem sendo recebida com muita frieza pelo público. A "maldade" que corre por aqui é que Estorvo é um filme absolutamente coerente com seu título.

    Por outro lado, Sergio Rezende afirma, categórico: "Eu não faço filmes para agradar aos meus amigos. Eu faço filmes para agradar a platéia. Captar dinheiro público e fazer um filme hermético, que só meio dúzia de pessoas vão gostar, é ser tão corrupto quanto o Juiz Lalau". Se o dinheiro captado é do Governo, ou seja, da população, o filme realizado com este dinheiro também deve ser destinado às platéias, acredita Rezende.

    Como se percebe, a velha briga do cinema artístico contra o cinema comercial continua com a corda toda, aqui no Festival de Gramado.