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    Festival de Veneza 2021 começa; quem vai levar o Leão de Ouro?

    Filmes de Jane Campion, Paolo Sorrentino e Pedro Almodóvar estão na disputa; Duna finalmente será exibido
    Por Flávio Pinto
    01/09/2021 - Atualizado há 27 dias

    Começou! Um dos eventos mais aguardados da agenda do cinema será finalmente iniciado hoje (1): a abertura da 78.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, o último dos três festivais que compõe a importante e celebrada “trifecta europeia” (ao lado de Cannes e Berlim — que já foram celebrados este ano).

    Toda expectativa em torno deste ano é apenas fruto da repercussão da última edição, que consagrou Nomadland (2020) como o grande filme do ano — acontecimento reprisado também no Oscar mais recente e em outras premiações revelantes da temporada de prêmios. 

    Outra grande diferença que Veneza tem em comparação aos os outros dois festivais europeus de requinte é a presença da Netflix. Desde 2018, depois que Thierry Frémaux, diretor do Institut Lumière e do glamouroso festival francês, decretou que títulos ou atrações exclusivas de streaming não poderiam competir pela cobiçada Palma de Ouro, a gigante se recusou a submeter seus filmes a curadoria do festival. 

    Já em Veneza, a história é diferente. Sem timidez, o júri aposta em plataformas ou em propostas “fora da caixinha” sem hesitação. Por exemplo, Roma (2018), de Alfonso Cuarón, uma das produções mais renomadas da Netflix, foi celebrada pelos italianos e venceu o Leão de Ouro quando concorreu. Isso aconteceu justamente no ano em que Frémaux resolveu “barrar” a gigante do TUDUM

    Nos últimos anos, o vencedor do Leão de Ouro também tem feito bonito no Oscar. Além de Nomadland, A Forma da Água (2017), de Guillermo del Toro, também abocanhou o mamífero banhado em ouro e o careca dourado de melhor filme com alguns meses de diferença. 

    Confira a seguir as principais atrações do Festival de Veneza 2011.

    Quem estará no júri do Festival de Veneza 2021?

    Bong Joon Ho, diretor de Parasita, vai liderar os trabalhos do festivalDivulgação

    Liderado pelo diretor sul-coreano Bong Joon-ho, vencedor do Oscar pela sensação Parasita (2019) e responsável por filmes como Expresso do Amanhã (2013) e Okja (2017), o júri do festival deste ano também contará com o diretor e roteirista italiano Saverio Costanzo (Hungry Hearts), a atriz belga Virginie Efira (Sybil), a atriz e cantora britânica Cynthia Erivo (Harriet), a atriz canadense Sarah Gadon (Indignação), o documentarista alemão nascido na Romênia Alexander Nanau (Collective) e a diretora Chloé Zhao (Nomadland e Os Eternos).

    Seleção oficial: Quem está na disputa pelo Leão de Ouro?

    Pedro Almodóvar vai abrir Festival de Veneza com “Madres Paralelas,” estrelado por Penélope CruzDivulgação (El Deseo)

    Selecionado para dar início à programação, Madres Paralelas (2021), novo filme de Pedro Almodóvar, é forte concorrente ao prêmio. O drama estrelado por Penélope Cruz gira em torno de retratos diferentes sobre um tema em comum: maternidade. Em recém-entrevista ao jornal italiano La Repubblica, Almodóvar disse que a produção vai fazer “muita gente se emocionar”. 

    Trailer oficial de Madres Paralelas

    Outros nomes

    Além das produções supracitadas, devem fazer bonito na edição The Power of the Dog, grande aposta da Netflix — que recusou vaga em Cannes este ano — e retorno de Jane Campion (O Piano) às telonas; Spencer, biografia de Lady Diana dirigida por Pablo Larraín (Ema), que promete ser a verdadeira transformação da carreira de Kristen Stewart; e The Lost Daughter, adaptação do romance homônimo da adorada Elena Ferrante que marca a estreia na direção da atriz Maggie Gyllenhaal.

    Veja a lista completa com todas as produções na seleção oficial: 

    • Madres paralelas, de Pedro Almodóvar.
    • Mona Lisa and the Blood Moon, de Ana Lily Amirpour.
    • Un autre monde, de Stéphane Brizé.
    • The Power of the Dog, de Jane Campion.
    • America Latina, de Fabio e Damiano D'Innocenzo.
    • L'événement, de Audrey Diwan.
    • Competencia oficial, de Gastón Duprat e Mariano Cohn.
    • Il buco, de Michelangelo Frammartino.
    • Sundown, de Michel Franco.
    • Illusions Perdues, de Xavier Giannoli.
    • The Lost Daughter, de Maggie Gyllenhaal.
    • Spencer, de Pablo Larraín.
    • Freaks out, de Gabriele Mainetti.
    • Qui rido io, de Mario Martone.
    • On the Job: The Missing 8, de Erik Matti.
    • Leave no Traces, de Jan P. Matuszynski.
    • Captain Volkonogov Escaped, de e Aleksey Chupov
    • The Card Counter, de Paul Schrader.
    • É stata la mano di Dio, de Paolo Sorrentino.
    • Reflection, de Valentyn Vasyanovych.
    • La caja, de Lorenzo Vigas.

    Fora de seleção, mas repleto de expectativas

    Quem também está com grandes expectativas quanto ao festival é o franco-canadense Denis Villeneuve, representando por aquele que deve ser o título mais aguardados dentro e — principalmente — fora da Itália: o remake do épico de ficção científica Duna, uma adaptação do livro de Frank Herbert

    A nova versão acompanha de brinde os principais nomes em atividades em Hollywood no momento, como Timothée Chalamet, Zendaya, Oscar Isaac, entre outros. Mesmo sem concorrer ao prêmio (no qual teria chances, afinal de contas, Coringa, de Todd Philipps, já saiu como campeão em 2019), a produção é extremamente aguardada entre fãs, críticos e nomes da indústria.

    Trailer de Duna

    Tem Brasil em Veneza 2021?

    Rodrigo Santoro estrela 7 Prisioneiros, filme que vai para a NetflixDivulgação (Netflix)

    Sim, existem produções brasileiras em cartaz no festival, mas apenas em mostrar paralelas à seleção oficial. Dentre elas, o principal nome é 7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto, que concorre ao Orizzonti Extra. 

    Estrelado por Rodrigo Santoro e Christian Malheiros (Sócrates), a produção traz uma importante reflexão sobre escravidão contemporânea ao contar a história de um jovem que chega à cidade de São Paulo e se torna vítima de um sistema de trabalho análogo à escravidão.

    Bárbara Paz, que venceu o prêmio de melhor documentário em 2019 no festival, por Babenco (2019), também volta a Itália. Desta vez em Ato, um curta-documental de sua autoria, que conta com seus dotes como atriz. 

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