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    Filme estranho por gente esquisita: 6 filmes "diferentões" e seus diretores excêntricos

    Você faz parte do grupos dos excêntricos que amam assistir coisas fora do comum?
    Por Da Redação
    30/04/2021 - Atualizado há 6 meses

    A maioria das pessoas adora assistir a um bom filme para se entreter, dar risada ou somente esquecer as dificuldades da vida por algumas horas. Mas, há um grupo seleto de excêntricos que gosta de ver bizarrices atrás das telas e de produções que causam sentimentos de angústia e desconforto.

    Nomes como Gaspar Noé e Yorgos Lanthimos costumam estar no topo desse tipo de lista, mas, no post de hoje, você verá que tem muito filme estranho feito por gente esquisita para assistir por aí. Confira a seguir alguns dos filmes mais “diferentões” e seus diretores excêntricos!

    ClímaxDivulgação

    Gaspar Noé

    Gaspar Noé dispensa apresentações. O diretor é simplesmente um dos caras mais perturbados da história do cinema. Seus filmes causam desconforto e pavor até em quem tem estômago forte para bizarrices. Noé não economiza recursos para chocar o público. Suas obras têm de tudo um pouco. De cenas de sexo explícito a violência extrema e até mesmo bad trips coletivas de LSD.

    Clímax (2018)

    A trama se passa dentro de um antigo internato isolado, anos 90, quando um grupo de dançarinos franceses se reúne para um importante ensaio. Nada fora do normal acontece até alguém ter a brilhante ideia de batizar a bebida da festa de celebração com LSD. O que, antes, era um momento de prazer e alegria entre amigos, rapidamente se transforma em um pesadelo inimaginável. Noé usa cores, sons e todo o tipo de recurso audiovisual para fazer com que você sinta o terror que os personagens estão vivendo.

    Disponível na Netflix!

    Robert Eggers

    Se você curte o gênero terror, mas nunca ouviu falar de Robert Eggers, é muito provável que já tenha assistido uma de suas obras mais conhecidas, A Bruxa  (2015). Vencedor do Independent Spirit nas categorias de Melhor Filme e Melhor Roteiro, Eggers tem um estilo muito peculiar de conduzir suas narrativas e de causar sensações incômodas no espectador.

    O Farol (2019)

    Eggers foi fundo no universo artístico para buscar influências “faroleiras” para criar toda a identidade visual e a atmosfera de O Farol. Inspirado em textos antigos de Herman Melville e Samuel Taylor Coleridge, em uma obra não terminada de Edgar Allan Poe, em filmes franceses e até mesmo em uma tragédia real acontecida em um farol, o longa tem uma história relativamente simples, mas a sua ambientação sinistra e os seus personagens misteriosos é o que dão magia à esse filme.

    Todo em preto e branco e ambientado no começo do século XX, a trama se passa inteira em uma ilha isolada na Nova Inglaterra, chegando a causar uma angústia existencial no espectador. O elenco é formado apenas pelos talentosíssimos Robert Pattinson e Willem Dafoe - que, inclusive, já trabalhou com outro cara super estranho, Lars von Trier - e isso é mais do que suficiente para prender o público em uma experiência claustrofóbica neste espaço privado que pode levar qualquer um à loucura.

    Disponível no Telecine Play e no Looke!

    Cena de Dente CaninoReprodução

    Yorgos Lanthimos

    Vencedor do BAFTA e dos Festivais de Cannes e Veneza, Yorgos Lanthimos, para quem não conhece, é famoso por seus filmes que causam um grande desconforto, mas não por explorar cenas explícitas ou chocantes, mas sim pela forma como a trama é desenvolvida. Personagens propositalmente sem emoção e situações do cotidiano mostradas de forma angustiante.

    Dente Canino (2009)

    Três irmãos são mantidos trancados dentro de casa por seus pais durante toda a vida (da infância até quase a fase adulta). Devido à falta de contato com a sociedade, eles não têm a menor ideia de como é o mundo externo. Para deixar as coisas mais bizarras, seus pais dão significados diferentes para certas palavras ou conceitos, a TV só passa filmes caseiros, as músicas são traduzidas do jeito que querem, entre outras situações muito esquisitas. No meio desta tortura claustrofóbica e psicológica, os filhos começam a questionar o que vivem e a se rebelar contra os pais.

    A genialidade de Yorgos está nos detalhes. A revolução dos filhos contra os pais não recorre ao óbvio, como esperaríamos ver em qualquer filme. A sutileza usada pelo diretor torna essa angústia muito singela. Durante boa parte do longa, os filhos brincam, se divertem e vivem suas vidas limitadas pelos pais como se toda aquela bizarrice realmente fosse normal porque, para eles, é.

    Disponível no Telecine Play!

    Jim Jarmusch

    Vencedor da Palma de Ouro, Jim Jarmusch talvez seja o cara mais “normal” dessa lista, mas como é um dos maiores representantes do cinema independente, não poderia ficar de fora, especialmente depois de sua mais recente obra “Os Mortos Não Morrem”.

    Os filmes de Jarmusch têm um estilo próprio e sempre são produzidos com orçamento limitado. O diretor também tem o costume de convidar gente excêntrica para participar de seus projetos. O genial Coffee and Cigarettes é a prova disso, onde temos um elenco nada normal, com alguns grandes nomes do meio artístico cult, como Tom Waits, Iggy Pop, Alfred Molina, Jack e Meg White, Bill Murray e Cate Blanchett literalmente conversando sobre café e cigarros por quase duas horas. E tudo em preto e branco, é claro.

    Os Mortos Não Morrem (2019)

    Para começar, temos um elenco formado por ninguém menos do que Tilda Swinton, Adam Driver e Bill Murray, um verdadeiro trio de esquisitos, em um filme sobre zumbis, mas que foge totalmente do convencional deste gênero desde as primeiras cenas.

    Uma série de crimes em uma cidade pequena começa chamar a atenção de dois policiais. Após começarem as investigações, descobrem que seus piores pesadelos se tornaram realidade: os mortos estão voltando como zumbis para viver suas rotinas de quando ainda estavam vivos.

    O enredo em si não surpreende, pois entrega o que um filme de zumbi se propõe, mas o que o distingue de outras produções do gênero é a forma como ele voluntariamente anula qualquer possibilidade de suspense, anunciando desde o princípio que os mortos-vivos entrarão na história e que nada dará certo no final.

    Os personagens, sempre neutros, somente observam os mortos voltarem à vida sem demonstrarem qualquer emoção ou senso de espetáculo, como se aquele caos fosse somente mais um dia comum em suas vidas monótonas. O filme, por si só, não se leva a sério, a ponto do espectador questionar quem são os verdadeiros zumbis na história: os mortos ou os vivos? E é aí que está a premissa desta obra. 

    Disponível no Telecine Play, Google Play e Looke!

    Onde vivem os monstrosReprodução

    David Lynch

    Não podia ficar de fora dessa lista o "pai" do surrealismo cinematográfico. David Lynch é conhecido por ter desenvolvido seu próprio estilo - que hoje é conhecido como "Lynchiano" e consiste em ir além das imagens estranhas ao preencher os filmes com sons estranhos, para dizer o mínimo.

    Pode-se dizer que as obras de Lynch são construções de pesadelos na vida real. Vemos cenas e ações cotidianas se transformando em verdadeiros momentos angustiantes enquanto assistimos aos filmes.

    Eraserhead (1982)

    Poderia ser só mais obra sobre um pai solteiro, mas Lynch, é claro, foi além. No longa, Henry (Jack Nance) e Mary (Charlotte Stewart) têm um bebê prematuro e que não para de chorar e não consegue comer. Sem saber como lidar com a situação, Mary abandona a família e fica a cargo de Henry cuidar do seu filho.

    Parece simples, mas os detalhes do filme fazem toda a diferença, a começar pela aparência do bebê. Monstruoso, choca os espectadores. Os personagens, no entanto, não reagem ao novo filho, como se a aparência fosse normal a realidade deles. E essa é só a primeira parte. Durante o longa, há muitos outros momentos que nos fazem questionar a mensagem principal da obra - e que te fazem perguntar, quando você desligar a tela, o que realmente você assistiu.

    Disponível no Telecine.

    Spike Jonze

    As obras de Spike Jonze até podem ser consideradas normais, depois de uma lista cheia de diretores que amam viajar em suas produções. No entanto, não podemos negar que seus filmes dão o que falar, seja por conta dos efeitos visuais bem trabalhados ou da trama que nos confunde.

    Jonze começou sua carreira produzindo videoclipes e documentários, mas só deslanchou após dirigir Quero Ser John Malkovich (1999), um filme sobre um titereio que descobre um portal para a mente do autor John Malkovich. Só por essa breve sinopse, você já consegue imaginar o estilo de filme que Spike Jonze costuma produzir, né?

    Onde Vivem Os Monstros (2009)

    O que era para ser uma simples animação infantil acabou confundindo pais e críticos de todo o mundo. Adaptação de um livro homônimo, em Onde Vivem Os Monstros conhecemos Max (Max Records), um garoto malcriado que vê na imaginação a oportunidade de escapar de um castigo.

    Sua capacidade de criar mundos é tão forte que Max realmente viaja até a nova realidade imaginada por ele. O que as crianças dificilmente entendem neste enredo é que cada monstro representa a forma como Max enxerga, percebe e se relaciona consigo mesmo e com os outros. O filme ainda tem uma pegada mais sombria, que confunde até mesmo o mais inteligente dos adultos.

    Disponível para aluguel no Youtube ou no Google Play Filmes.

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