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    Se você não assistiu a esses filmes no Cinema ou com fone de ouvido, você assistiu errado

    A sonoplastia é um dos efeitos mais imersivos em filmes; confira obras que não seriam nada sem o som
    Por Da Redação
    15/04/2021 - Atualizado há cerca de 1 mês

    O som, que é considerado um elemento tão básico e imprescindível, nem sempre teve uma relação positiva com o cinema. Todos os filmes que foram lançados antes de outubro de 1927 não possuíam efeitos sonoros ou até mesmo diálogos. Você consegue imaginar como seria assistir a um filme assim?

    Como vivemos em tempos diferentes, neste artigo você verá alguns filmes em que o som é o elemento mais importante da trama. Se você não assistiu esses filmes no cinema ou com um bom fone de ouvido, assistiu errado. Confira agora!

    O Som do SilêncioReprodução

    O Som do Silêncio, 2019

    Dirigido por Darius Marder e lançado pela plataforma de streaming Amazon Prime Video, O Som do Silêncio é um drama que narra a dor de um baterista (Ruben) que se depara com um sério problema de perda de audição e a sua luta para entender o mundo dessa nova forma.

    A trama por si só já é interessante pelo fato de abordar temas como amor, amizade, orgulho e vício. Mas a grande sacada do filme está na maneira como o som é retratado. O áudio é trabalhado de forma impecável, já que é o elemento mais importante para o desenvolvimento da história, além de ser um dos sentidos humanos mais aguçados.

    O Som do Silêncio está concorrendo ao Oscar 2021 em seis categorias: Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem, Melhor Ator (Riz Ahmed), Melhor Ator Coadjuvante (Paul Raci) e, é claro, Melhor Som.

    Há uma grande expectativa de que ele ganhe pelo menos na categoria técnica de som, mas não somente pela temática do longa, mas por causa da experiência sensorial marcante que ele proporciona ao espectador nos contrastes entre as cenas em que há silêncio absoluto e nas cenas em que há ruído na tela.

    Outro ponto interessante é que O Som do Silêncio traz visibilidade para as pessoas que têm deficiência auditiva, considerando que o protagonista precisa aprender a lidar com a surdez e, por isso, começa a conviver com outros indivíduos que compartilham a mesma condição. Dezenas de atores que integram o elenco são surdos e utilizam a American Sign Language (ASL), a linguagem de sinais em inglês, para se comunicar.

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    Pôster Um Lugar SilenciosoReprodução

    Um Lugar Silencioso, 2018

    Em filmes de terror é muito comum que o som seja usado como um poderoso recurso para provocar sustos no espectador, mas Um Lugar Silencioso vai na direção oposta e usa a ausência de áudio como ferramenta principal em sua trama. O longa utiliza a ambientação cênica para prender o público.

    Para criar a atmosfera agoniante do filme, o material bruto chegou a ficar um mês sendo editado sem som. John Krasinski, que além de atuar, também foi o diretor e roteirista da produção, disse que essa era a melhor maneira de se conectar com os personagens no silêncio absoluto. Para que você tenha uma ideia, os primeiros cortes do filme foram feitos totalmente sem som. Krasinski disse que se inspirou em There Will Be Blood, de Paul Thomas Anderson, no qual os primeiros 14 minutos de filme o som é praticamente inexistente.

    Mas se o filme não tem som, por que ele está nessa lista? Um Lugar Silencioso foi produzido justamente para ser assistido com fones de ouvido porque o áudio é trabalhado com muita minuciosidade. Sem dar spoilers, a trama se passa em uma realidade na qual o menor ruído pode literalmente custar a vida. Por isso, os personagens têm poucos diálogos e barulhos são evitados a qualquer custo.

    Você pode assistir Um Lugar Silencioso na Amazon Prime Video.

    BirdmanReprodução

    Birdman, 2014

    Dirigido por Alejandro Iñarritu (O Regresso, Babel e 21 Gramas), Birdman utiliza o som como ferramenta para externar a mente conturbada e solitária do protagonista, Kevin Spacey. A percussão de Antonio Sanches ajuda a conduzir a trama, trazendo o estado mental de Riggan Thomson à tona a todo momento, o que torna o simples fato de assistir ao filme uma experiência vezes angustiante, vezes relaxante (nos poucos momentos em que Riggan está em paz).

    A ideia do enredo é ambientar o espectador no mesmo universo em que se passa grande parte do filme: dentro dos bastidores de uma peça da Broadway. Outro elemento muito marcante que o diretor utiliza para conduzir a plateia em uma viagem frenética pelos corredores escuros do teatro é o plano sequência. A edição impecável faz parecer que o longa inteiro foi gravado em uma única tomada. Isso somado ao som da bateria “improvisada” de jazz, que é uma das únicas trilhas sonoras usadas nas duas horas de duração do filme, torna Birdman uma das obras obrigatórias a serem assistidas com a companhia de um bom par de fones de ouvido.

    Nas palavras do próprio Sanchez, a maioria das pessoas vê a bateria como um instrumento monocromático, ou seja, com limitação de recursos sonoros e até mesmo primitivo. E esse conceito é explorado na trilha de Birdman, visto que o baterista desfaz essas noções tocando de formas não muito usuais, com as mãos, captando o som da madeira, com baquetas diferentes etc. Os novos sons alcançados exploram sentimentos incômodos, provando que o primitivo tem a sua sofisticação.

    Você pode assistir Birdman na Amazon Prime Video.

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    2001: Uma Odisseia no EspaçoReprodução

    2001: Uma Odisseia no Espaço, 1968

    Considerado uma das obras mais importantes de Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisseia no Espaço tem o som como um dos recursos mais importantes para criar uma atmosfera própria e causar uma experiência única no espectador. 

    O enredo em si fala sobre existencialismo, sobre estarmos ou não sozinhos no universo e evolução da vida na Terra, mas é a forma como Kubrick orquestrou o roteiro misturando imagem e som que chama a atenção. A música “disforme” e sem ritmo serve para antecipar o mergulho no grande vazio e silêncio absoluto do espaço profundo que o público é “jogado” em um determinado momento do filme. A ideia é provocar um questionamento filosófico em quem assiste ao longa, mas lembre-se: para usufruir de uma experiência completa, coloque os fones e aumente o volume no máximo!

    Você pode alugar 2001: Uma Odisseia no Espaço no Google Play Filmes ou no Youtube.

    O Som ao RedorDivulgação

    O Som ao Redor, 2013

    Nessa produção brasileira, somos apresentados aos moradores de um bairro de classe média de Recife. Quando percebem que a violência está crescendo na cidade, contratam uma empresa de segurança para cuidar das redondezas.

    Além de ser um trabalho excepcional de Kléber Mendonça Filho, que ganhou aclamação mundial com este longa, antes de Aquarius (2016) e Bacurau (2019), trazendo uma crítica à classe média que marcaria suas obras subsequentes, o filme possui uma trilha sonora e sonoplastia impecáveis. 

    Explorando barulhos e silêncios, o longa mostra a diferença entre ruas pacatas, quietas, com muros cada vez mais altos, e sons do dia a dia, vivos, que talvez passem despercebidos por nós na maior parte das vezes - mas que ganham protagonismo nesta obra.

    Assistir com os fones de ouvido vai te proporcionar uma experiência ainda mais imersiva e, quem sabe, até mudar a forma como você se relaciona com os sons do seu cotidiano. Você pode conferir a obra na Netflix.

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    SuspiriaReprodução

    Suspiria, 2018

    Este terror de produção original da Amazon Prime Video nos faz viajar junto com Susie (Dakota Johnson), uma bailarina americana, até uma companhia de dança prestigiada em Berlim, onde conhece Patricia (Chlöe Moretz), dançarina aparentemente perturbada por acontecimentos obscuros que assombram a instituição.

    A premissa é muito parecida com a de Cisne Negro (2010): uma dançarina perfeccionista é atormentada por fenômenos estranhos que se fundem entre o real e o imaginário. 

    No entanto, o sobrenatural ganha destaque em Suspiria, tanto no remake de 2018, quanto na obra original, de 1977.

    Apesar de o filme dividir opiniões - há quem ame e há quem ache a obra sem pé nem cabeça -, é preciso concordar em uma coisa: a trilha sonora do filme é simplesmente incrível, trazendo composições originais de Thom Yorke, do Radiohead, no filme de 2018, e uma sonoplastia angustiante e repleta de sintetizadores na obra original, de 1977. 

    Assistir no cinema ou com fones de ouvidos certamente faz ambas as obras ganharem alguns pontos a mais. Se você ainda não assistiu, aproveita que no Prime Video estão disponíveis ambas as versões!

    E você? Conhece mais filmes que devem ser “obrigatoriamente” assistidos com um bom sistema de som? Acredita que o áudio é um elemento tão importante tanto para o desenvolvimento da trama quanto para a ambientação do espectador? Compartilhe a sua opinião sobre o assunto deixando um comentário em nossas redes sociais!