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    11 filmes de Terror memoráveis para você maratonar

    Dos anos 60 até hoje, quais foram os filmes mais marcantes do Terror? Separamos aqui para você maratonar!
    Por Da Redação
    18/12/2020

    A história do Terror no Cinema conta com mais de cem anos de assombro. Nós preparamos um especial sobre a trajetória de um dos gêneros mais controversos da Sétima Arte, que você pode ler completo aqui: A História do Terror no Cinema: tudo sobre filmes de terror!


    Filmes de Terror memoráveis: dos anos 60 até hoje

    Cena do filme A Bruxa

    Filmes de terror são extremamente particulares e alguns podem chocar ou impactar mais algumas pessoas do que outros. Ainda assim, existem filmes que, seja por inovarem na narrativa, nos efeitos especiais ou na construção, se destacaram ao longo da trajetória do cinema de terror.

    Pensando nisso, montamos uma lista dos melhores filmes de terror da história. Confira!

    Psicose (1960)

    Sinopse: Após roubar 40 mil dólares para se casar com o namorado, uma mulher (Janet Leigh) foge durante uma tempestade e decide passar a noite em um hotel que encontra pelo caminho. Ela conhece o educado e nervoso proprietário do estabelecimento, Norman Bates (Anthony Perkins), um jovem com um interesse em taxidermia e com uma relação conturbada com sua mãe. O que parece ser uma simples estadia no local se torna uma verdadeira noite de terror.

    A obra-prima de Alfred Hitchcock, o mestre do suspense, quebrou diversos paradigmas, um dos maiores deles foi matar a protagonista logo na metade do longa, que mescla suspense e terror com maestria. O resultado de manter a audiência completamente perdida e intrigada é marca registrada do diretor.

    Um dos impactos do filme no cinema é que o suspense não se limitou às telas: Hitchcock fez questão de evitar que qualquer informação sobre a trama vazasse na imprensa até a estreia. Para isso, comprou os direitos do livro que inspirou o roteiro assim como todas as cópias da obra disponíveis no mercado. O mistério valeu a pena, pois apesar de ter contado com um orçamento de apenas 800 mil dólares, o faturamento foi de 50 milhões ao redor do mundo.

    O Exorcista (1973)

    Sinopse: Em Georgetown, Washington, uma atriz (Ellen Burstyn) vai gradativamente tomando consciência que a sua filha de doze anos (Linda Blair) está tendo um comportamento completamente assustador. Deste modo, ela pede ajuda a um padre (Jason Miller) , que também é um psiquiatra, e este chega a conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote (Max von Sydow), especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão.

    Não há um simpatizante de filmes de terror que nunca tenha no mínimo ouvido falar de O Exorcista, mas o que talvez nem todos saibam é que a história não é fictícia, pelo menos não totalmente. O livro que deu vida ao filme teve como inspiração o exorcismo real de Robert Mannheim, caso de 1949, descrito pelo jornalista Thomas B. Allen. Ele é considerado pela Igreja Católica o relato mais completo de um exorcismo desde a Idade Média. Esse é um dos ingredientes secretos de O Exorcista, uma vez que filmes de terror baseados em fatos reais tendem a distorcer a realidade, tornando-a ainda mais aterrorizante e fazendo jus ao gênero.

    Não é à toa que o filme que elevou o terror sobrenatural a outro nível, sendo um sucesso de bilheteria, acumulando mais de 2,6 bilhões de dólares, e de crítica, algo que não passou batido pela Academia. Ele foi o primeiro filme de terror a ser indicado ao Oscar na categoria de Melhor Filme e levou as estatuetas por Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Mixagem de Som de 1974.

    O Massacre Da Serra Elétrica (1974)

    Sinopse: Em 1973, a polícia texana deu como encerrado o caso de um terrível massacre de 33 pessoas provocado por um homem que usava uma máscara feita de pele humana. Nos anos que se seguiram os policiais foram acusados de fazer uma péssima investigação e de terem matado o cara errado. Só que dessa vez, a única sobrevivente do massacre (Marilyn Burns) vai contar em detalhes o que realmente aconteceu na deserta estrada do Texas, quando ela e mais 4 amigos estavam indo visitar o seu avô.

    Considerado o primeiro filme de terror do subgênero slasher, O Massacre da Serra Elétrica teve uma origem minimamente curiosa: o diretor Tobe Hooper disse que o seu momento eureca foi quando estava em uma loja de ferragens lotada e, enquanto pensava em uma forma de atravessar a multidão, viu uma serra elétrica.

    A ideia deu certo e a execução do filme também, uma vez que ele abriu portas para todos os longas de serial killers que vieram depois, como Sexta-feira 13 (1980), A Hora do Pesadelo (1984) e Pânico (1996). Ele foi considerado tão pesado na época que por vários anos foi proibido em diversos países, como França, Inglaterra e Brasil. Na Alemanha o caso foi mais sério, pois além da exibição ser proibida, ele foi banido em 1985 e suas cópias foram confiscadas. Hoje é possível assistir ao slasher no país, mas somente acima de 18 anos.

    Suspiria (1977)

    Sinopse: Quando uma jovem estudante é assassinada, Suzy (Jessica Harper) entra em estado de choque. O ambiente fica ainda pior quando o pianista cego da academia morre atacado por seu próprio cão. A jovem descobre que o local já foi a casa de uma bruxa conhecida como a Mãe dos Suspiros.

    Suspiria é um filme de terror surpreendentemente bonito, evidenciando no seu show de cores os sentimentos de cada cena e, claro, o medo também. Junto com a trilha sonora que evoca o bizarro com músicas à base de suspiros e gritos, o longa definitivamente se destaca pela experiência totalmente diferente. Mas esses fatores não são aleatórios.

    As influências para a obra foram várias, mas uma das mais interessantes é que ela bebeu na fonte de clássicos dos contos de fadas, inclusive em algumas animações da Disney como Branca De Neve E Os Sete Anões (1937), que ajudou a dar uma base à fotografia do filme. Já em relação ao roteiro, a inspiração veio da co-roteirista Daria Nicolodi, cuja avó teria ido para um internato para mulheres e lá conheceu diversos rituais de magia negra.

    O filme ganhou um remake pelas mãos de Luca Guadagnino em 2018, e leva o nome de Suspíria - A Dança Do Medo.

    Alien - O Oitavo Passageiro - Edição Especial Do Diretor (1979)

    Sinopse: Uma nave espacial, ao retornar para Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteroide. Enquanto a equipe investiga o local, um dos tripulantes é atacado por um misterioso ser. O que parecia ser um ataque isolado se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não para de crescer e tem como meta matar toda a tripulação.

    Surfando na onda da corrida espacial, Alien, o Oitavo Passageiro é um marco na história do cinema de terror, com uma bilheteria mundial de 203 milhões de dólares e carregado de suspense, muitas cenas de medo e, claro, muitos efeitos especiais.

    No caso, uma das cenas mais marcantes do longa, quando o alienígena sai do abdômen do personagem de John Hurt, foi elaborada em segredo, contando com um abdômen falso por cima do ator. O objetivo era pegar o elenco de surpresa para ter reações realistas e pode-se dizer que ele foi atingido com sucesso: a atriz Veronica Cartwright inclusive desmaiou na gravação. De fato, o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, conquistado pelo filme, foi merecido.

    O Iluminado (1980)

    Sinopse: Jack Torrance (Jack Nicholson) se torna caseiro de inverno do isolado Hotel Overlook, nas montanhas do Colorado, na esperança de curar seu bloqueio de escritor. Ele se instala com a esposa Wendy (Shelley Duvall) e o filho Danny (Danny Lloyd), que é atormentado por premonições. Jack não consegue escrever e as visões de Danny se tornam mais perturbadoras. O escritor descobre os segredos sombrios do hotel e começa a se transformar em um maníaco homicida, aterrorizando sua família.

    Baseado no livro de Stephen King, O Iluminado é considerado a obra-prima de Stanley Kubrick, com enquadramentos milimetricamente pensados e um suspense que escala de forma maestral. Ele é considerado um dos primeiros do subgênero do terror psicológico, que seria mais explorado em outros filmes anos depois.

    Uma curiosidade é que, apesar do filme ser aclamado pela crítica e público, Stephen King não gostou nada dela. Uma de suas alegações é que o personagem Jack já dá sinais muito cedo no enredo que tem uma tendência à loucura, o que estragaria o desfecho. Não é como se King não tivesse tentado ajudar: no início do projeto, o escritor fez um rascunho de roteiro para Kubrick, mas o diretor ignorou, falando que era uma escrita fraca. Independente das divergências criativas, o filme marcou a história do cinema.

    O Enigma de Outro Mundo (1982)

    Sinopse: Na remota Antártida, um grupo de cientistas americanos é perturbado em sua base quando, de um helicóptero, alguém atira em um cão do acampamento. À medida que socorrem o cão baleado, o bicho começa a atacar os cientistas e os outros cachorros.

    Logo, eles concluem que estão diante de um alienígena que pode se transformar em uma cópia exata das suas vítimas.

    Impopular na época de lançamento, O Enigma de Outro Mundo virou referência no subgênero body horror, contando com efeitos especiais que chocaram o público ao retratar a transformação dos personagens em verdadeiros monstros. Não por acaso, o orçamento do filme foi bem alto: no total foram precisos 15 milhões de dólares para a obra chegar às telonas. Comparado a outras obras do mesmo gênero e época, o valor é discrepante. Sexta-feira 13 (1980) e Halloween: A Noite do Terror (1978), por exemplo, contaram respectivamente com orçamentos de 700 mil dólares e 375 mil dólares.

    O investimento, infelizmente, não valeu a pena: as cenas chocantes não fizeram muito sucesso e a bilheteria só chegou em 19 milhões - praticamente o suficiente para pagar o filme.

    Pânico (1996)

    Sinopse: Sidney Prescott (Neve Campbell) começa a desconfiar que a morte de dois estudantes está relacionada com o falecimento da sua mãe, há cerca de um ano. Enquanto isso, os jovens da pacata cidadezinha começam a receber ligações de um maníaco que faz perguntas sobre filmes de horror. Quem erra, morre. As perguntas seguem uma lógica que será desvendada numa grande festa escolar.

    Discípulo de O Massacre da Serra Elétrica (1974), Pânico é um clássico filme slasher que arrecadou mais de 170 milhões nas bilheterias ao redor do mundo. No entanto, ele trouxe outro subgênero à vida: o terror teen, que contava com a receita de um serial killer perseguindo adolescentes - aqui cenários como escola, festas juvenis, bebida e sexo são alguns dos ingredientes clássicos.

    Uma dessas cenas, por sinal, ficou para a história entre o elenco do longa. A cena da festa no final do filme ocupa uma boa parcela do enredo, com 42 minutos. No entanto, para filmá-la foi muito mais: durante 21 dias, a equipe trabalhou à noite, do momento em que o sol se punha até o nascer dele. Como resultado, criou-se o lema "Eu sobrevivi à cena 118", uma brincadeira que ficou conhecida entre o elenco como a noite mais longa da história do terror.

    O Sexto Sentido (1999)

    Sinopse: Um garoto (Haley Joel Osment?) vê o espírito de pessoas mortas à sua volta. Um dia, ele conta o segredo ao psicólogo Malcolm Crowe (Bruce Willis), que tenta ajudá-lo a descobrir o que está por trás dos distúrbios. A pesquisa de Crowe sobre os poderes do garoto causa consequências inesperadas a ambos.

    Assim como O Silêncio Dos Inocentes (1991), O Sexto Sentido é responsável por solidificar o terror psicológico, subgênero que dá medo pelos temas abordados e clima de tensão. Nesses filmes de terror, as clássicas mortes com excesso de sangue raramente aparecem.

    A grande surpresa de O Sexta Sentido foi o fato do filme chegar às telonas sem alarde, mas ser um absoluto sucesso de bilheteria, muito à base do boca a boca. Tanto que em um dia ele arrecadou 8 milhões de dólares e foi a segunda maior bilheteria daquele ano, somando mais de 672 milhões ao redor do mundo. Ele não agradou somente o público como também a crítica, sendo indicado a seis estatuetas do Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Ator Coadjuvante para Haley Joel Osment, que na época tinha apenas 11 anos.

    A Bruxa (2015)

    Sinopse: Em uma fazenda no século 17, uma histeria religiosa toma conta de uma família que acusa a filha mais velha (Anya Taylor-Joy) pelo desaparecimento do seu irmão ainda bebê.

    Parte do que é considerado como o novo terror, A Bruxa une o sobrenatural e a tensão crescente com questões sociais e religiosas. O apreço da crítica foi evidente ao premiar o longa com a estatueta de Melhor Direção no Festival de Sundance. Mas não foi somente a crítica especializada que apreciou o filme. O Templo Satânico, organização ateísta, apoiou bastante o filme, inclusive organizando várias exibições.

    O longa se passa em 1630 e tem muitas influências de contos de fadas e lendas sobre bruxas, assim como fatos históricos. Em uma das cenas, por exemplo, é mostrado um milho com sinais de contaminação de fungo Ergot e sua infecção é conhecida por causar alucinações e sensações como queimação pelo corpo, o que foi muito associado à bruxaria na época.

    Corra! (2017)

    Sinopse: Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada, a caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz de sua etnia, mas, com o tempo, ele percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

    Tido como uma das grandes revelações do terror dos últimos anos, Corra! não foi só bem recebido pelo público como também fez história sendo o terceiro filme de terror a ser indicado a Melhor Filme no Oscar. Seguindo a tendência do novo terror, críticas sociais andam de mãos dadas com o medo e a tensão.

    As críticas em "Corra!", por sinal, foram pensadas pelo diretor Jordan Peele após a primeira vitória de Barack Obama, em 2004. Segundo ele, depois das eleições, ficou mais claro do que nunca que raça ainda era uma questão que trazia desconforto para as pessoas. Essa sensação ele quis trazer no longa, mas na perspectiva da experiência negra e como forma de escancarar a mentira de uma era pós racial.

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