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    6 filmes que foram anunciados mas nunca viram a luz do dia

    Nem sempre Hollywood cumpre suas promessas — e o público, naturalmente, se decepciona

    Por Da Redação
    28/07/2022 - Atualizado há 11 dias

    Nem sempre Hollywood é capaz de cumprir com as suas promessas. Apesar de ser a máquina número 1 do entretenimento mundial, às vezes, há tropeços, desacordos e problemas que impedem que algumas produções nunca vejam a luz do dia — independentemente de já terem sido anunciadas, ou não.

    Para tornar a situação ainda mais delicada, essa é uma história longe de ser inédita. De tempos em tempos acontece de um estúdio, diretor e, até mesmo, um ator anunciar um projeto, deixar os fãs aguardando e as novidades sobre os títulos simplesmente sumirem. Pluft, em um passe de mágica!

    Veja aqui a lista de filmes anunciados, mas que nunca sequer viram a luz do dia: 

    'Sunset Boulevard'

    Glenn Close chegou muito perto de interpretar Norma Desmond nos cinemasReprodução

    Tido como um dos grandes espetáculos da Broadway, a adaptação musical de Sunset Boulevard foi anunciada em 2019, mas não foi adiante. Uma adaptação do aclamado e importante filme Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder, a versão para o teatro contava a história de Norma Desmond, tal qual na produção clássica e vencedora do Oscar, pela voz e atuação de Glenn Close.

    Durante a sua derrota no prêmio da Academia, por A Esposa, em 2019, a atriz veterana anunciou que, após muitas tentativas, o filme seria finalmente feito. Foram contratados o diretor, figurinista, maquiador, e outros membros da equipe técnicas. Mas, o sonho oficialmente acabou em 2021.

    Este ano, o produtor Andrew Lloyd Webber revelou que o filme não iria mais acontecer. “Eu gostaria de poder dizer que ele entrará em produção amanhã de manhã, mas ele não vai”, disse Lloyd Webber à Variety. “A Paramount não quis ir em frente com ele. E não é por falta de tentativa. Glenn Close tem tentado obstinadamente fazer com que seja feito”.

    'Duna'

    Antes da versão de Denis Villeneuve, o públicou sonhou com uma adaptação por Alejandro JodorowskyReprodução

    Praticamente uma década antes do lançamento da primeira adaptação de Duna para os cinemas, feita por David Lynch, o excêntrico Alejandro Jodorowsky tentou trazer as páginas de Frank Herbert para as telonas. Aliás, a história dos bastidores dessa empreitada fracassada, em si, merecia uma adaptação para os cinemas. 

    Em 1975, Jodorowsky anunciou que faria uma adaptação do livro financiada por um consórcio francês e feita em colaboração com grandes artistas como Chris Foss, HR Giger e Moebius. Além disso, o filme teria a participação de atores como Orson Welles, Gloria Swanson e David Carradine. O diretor foi além e chegou a anunciar que nomes como Mick Jagger e Salvador Dalí também participariam do projeto.
    O público da meia-noite de Jodorowsky era famoso por ser ‘chapado’”, descreveu Chris O'Falt ao The Hollywood Reporter, “mas com Duna, o diretor decidiu fazer um filme que fabricasse os efeitos do LSD para um público sóbrio, completo com trilha sonora de Pink Floyd.

    Vendida como uma verdadeira "experiência cinematográfica de consciência expandida", era previsto que Duna do Jodorowsky teria uma chocante duração de 14 horas. 

    Mas tudo começou a dar errado quando Herbert descobriu que somente o roteiro da adaptação já havia gastado 2 milhões de dólares do orçamento — que era de 9,5. Incapaz de encontrar um estúdio para financiar a Duna que ele e seus colaboradores haviam imaginado e divulgado, Jodorowsky acabou abandonando o projeto.

    Quase todas as batalhas foram vencidas, mas a guerra foi perdida”, escreveu Jodorowsky em um ensaio sobre sua experiência com o projeto. “O projeto foi sabotado em Hollywood. Era francês e não americano. Sua mensagem não era ‘Hollywood o suficiente’. Houve intrigas, pilhagem. O storyboard circulou entre todos os grandes estúdios”, reclamou.

    'E.T. Parte dois'

    Uma sequência de E.T. quase chegou lá, mas não deu certoReprodução

    Após o sucesso de E.T. O Extraterrestre, o estúdio Universal Pictures prontamente sinalizou uma sequência para o filme. Procurado pela companhia, Steven Spielberg — notoriamente conhecido por evitar fazer continuações de filmes — surpreendentemente, se demonstrou interessado em realizar uma parte dois à história do E.T. e seu melhor amigo, Elliot. 

    A Universal foi além e ainda preparou um material de nove páginas (disponível na web até hoje) sobre o que poderia ser explorado na continuação. O que seria intitulado de "E.T. II: Nocturnal Fears" (Medos Noturnos, em tradução livre), acompanharia o elenco do original lutando com outro — muito mais mortal — encontro alienígena. 

    Totalmente fora de tom com a linha do primeiro filme, Spielberg pulou fora do barco e a sequência nunca foi feita. 

    'O Senhor dos Anéis' — mas com os Beatles

    Os garotos de Liverpool quase estrelaram uma adaptação do clássico de TolkienReprodução

    Antes de mudar a história dos cinemas com o trato de Peter Jackson, a saga O Senhor dos Anéis quase ganhou uma versão durante a década de 1960 — que seria estrelada pelos garotos de Liverpool. Isso mesmo, os Beatles

    Segundo o que foi divulgado à imprensa ao longo dos anos, a divisão entre o Fab Four seria a seguinte: John Lennon seria Gollum, Paul McCartney daria vida à Frodo, George Harrison ficaria com Gandalf e Ringo Starr interpretaria Sam.

    Para o azar do mundo, que ficou sem ver essa versão especial, os Beatles no mundo de Valinor ficou inviável por conta de dois fatores cruciais. O primeiro sendo a falta de um diretor de grande nome. Lennon até tentou conseguir Stanley Kubrick para o filme, mas o diretor por trás de O Iluminado não acreditou no potencial do projeto.

    O outro, e o mais importante, foram os conflitos internos entre os músicos. Na época em que o projeto deu liga, o quarteto já estava no início do seu fim, por isso, muito provavelmente eles não estavam com tanto interesse assim de estrelar uma versão do clássico da literatura de fantasia.

    'Cyborg'

    O Cyborg da DC, pelo menos, foi visto nas séries de televisão da companhia de quadrinhosDivulgação (DC)

    Os filmes de super-herói viraram aposta certa para os estúdios. Mesmo assim, nem todos os projetos anunciados da temática chegaram a ser produzidos, como foi o caso de Cyborg, da DC. 

    Anunciado em 2014, o filme faria parte do cânone da companhia, e serviria até mesmo como uma entrada para Liga da Justiça. Contudo, ao longo dos anos, atrasos e problemas entre a sigla de quadrinhos e a Warner adiaram o projeto. O ator Ray Fisher chegou até ser escalado para viver o personagem-título, e o filme ganharia uma data de estreia (em 3 de abril de 2020). 

    Mesmo assim, em 2020, o estúdio bateu o martelo e resolveu abandonar de vez a ideia. 

    A biografia de Naldo

    Cantor anunciou que sua cinebiografia seria estrelada por Will SmithReprodução

    Não é apenas em Hollywood que promessas são descumpridas. Em 2013, o cantor Naldo chocou o mundo ao anunciar que lançaria sua biografia nos cinemas. Embora cinebiografias sejam comuns, tanto aqui, como lá fora, o que foi surpreendente de verdade foi o ator escolhido para interpretar o cantor de "Amor de Chocolate": Will Smith.

    Isso mesmo. Você não leu errado. Will Smith foi anunciado como intérprete de Naldo — pelo próprio — nos cinemas. Embora a dupla tenha firmado uma amizade, pelo menos pros tabloides brasileiros, o projeto acabou não saindo do papel. Em 2019, a coluna Retratos da Vida, do jornal Extra, revelou que Smith havia desembarcado na Bahia, mas que ele ou sua equipe não procuram o cantor. Que coisa!

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