"Fiz tudo o que o #MeToo gostaria de alcançar", diz Woody Allen

Diretor se defendeu das acusações de abuso dadas pela filha adotiva Dylan Farrow

06/09/2019 14h41

Por Thamires Viana

Em uma entrevista exclusiva ao The Hollywood Reporter, o diretor Woody Allen falou sobre as acusações de assédio sexual que enfrentou recentemente e disse que deveria ser o garoto propaganda do movimento #MeToo devido ao seu histórico de trabalho com atrizes.

"Eu trabalhei com centenas de atrizes e nenhuma delas se queixou de mim, nem uma única reclamação. Eu trabalho com mulheres há anos e sempre pagamos a elas exatamente o mesmo que pagamos aos homens", afirmou ele. "Fiz tudo o que o movimento #MeToo gostaria de alcançar."

As acusações partiram de sua filha adotiva, Dylan Farrow, que conta que o diretor a molestou quando ela tinha 7 anos de idade. As várias das estrelas de seu novo filme, A Rainy Day in New York, incluindo Timothée Chalamet e Rebecca Hall, se arrependeram de trabalhar no filme e doaram seus salários para instituições de caridade.

Allen disse que a decisão dos atores de não promover o filme "não importa", e disse que ainda pode ser lançado nos EUA mesmo após a Amazon ter arquivado o longa no país. "Para mim, o filme está sendo lançado em todo o mundo", disse ele. "Se as pessoas gostarem do filme, acho que ele será lançado nos EUA".

O diretor ainda falou que as consequências das alegações de Farrow não afetaram seu trabalho e ele não teme ser bloqueado por Hollywood.

"Eu não poderia me importar menos. Eu nunca trabalhei em Hollywood. Eu sempre trabalhei em Nova York e isso não importa para mim. Se amanhã ninguém financiar meus filmes, minhas peças de teatro ou ninguém publicar meus livros, eu ainda me levantaria e escreveria, porque é isso que faço. Então eu sempre vou trabalhar. O que acontece comercialmente é outra questão", afirmou.


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