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    George Lucas faz 66 anos, refém da própria criação

    Por Da Redação
    10/05/2010

    Se por um lado Star Wars rendeu fama e fortuna a George Lucas, por outro a saga espacial fez de seu criador escravo da própria criação. Afinal, foram mais de 30 anos de dedicação do diretor para completar o ciclo de seis produções, iniciado em 1977. Em sua filmografia, são poucos os projetos como diretor, fora do universo dos jedis, que se destacaram. Lucas está para Star Wars tanto quanto esponja de aço para Bombril. E, na guerra entre o Bem e o Mal, parece que Lado Obscuro da Força definitivamente venceu e Lucas dificilmente consegue se desvincular do estigma do universo que criou.

    Nascido no dia 14 de maio de 1944, George Walton Lucas Jr. é um dos quatro filhos de um casal de fazendeiros da cidade de Modesto, na Califórnia. Em sua infância na zona rural, o futuro criador da saga Star Wars sonhava com o dia que se tornaria piloto profissional de automobilismo. Por sorte ou azar do destino, porém, um grave acidente de carro o afastou das pistas e fez com que mudasse de planos, logo após terminar o colegial. A partir daí, George Lucas prosseguiu com seus estudos no curso de Cinema da Universidade do Sul da Califórnia, uma das pioneiras na área.

    No período de graduação, teve aulas com o comediante Jerry Lewis e produziu alguns curtas-metragens, um deles inclusive, vencedor do Festival Nacional de Filmes Estudantis em 1967-68. Era THX 1138, ficção científica baseada nos livros Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell, que anos mais tarde seria transformada em um longa-metragem com a ajuda de seu mentor, Francis Ford Copolla.

    O relacionamento entre os dois cineastas surgiu por meio da bolsa de estudos que Lucas recebeu da Warner, em 1968, dando-lhe a oportunidade de acompanhar as filmagens de Caminhos Mal Traçados, de Coppola. Rodado o filme, os dois mantiveram a amizade e fundaram a American Zoetrope, companhia que buscava apoiar as produções independentes fora do circuito de Hollywood. O primeiro projeto escolhido pelo estúdio foi justamente THX 1138, lançado em 1971. A Zoetrope, no entanto, não obteve o sucesso esperado e acabou fechando as portas em poucos meses de existência.


    O INÍCIO DO IMPÉRIO


    No ano seguinte, enquanto seu amigo se dedicava na produção do clássico O Poderoso Chefão, George Lucas formou a própria companhia intitulada de Lucasfilm Ltd., por onde lançou a aventura semibiográfica American Graffiti – Loucuras de Verão. O longa-metragem, que mostra com bastante humor os conflitos de universitários norte-americanos, ganhou cinco indicações ao Oscar de 1974, inclusive para Melhor Diretor. Como já podia se esperar, a elogiada produção do filme ficou por conta de seus amigos Copolla e Gary Kurtz, este último, produtor dos dois primeiros Star Wars.

    Os primeiros rascunhos do projeto protagonizado por Luke Skywalker surgiram em 1973 e começaram a se concretizar em 1974, quando grande parte do roteiro já estava pronta. O script do filme, segundo o próprio Lucas, foi inspirado na série de TV Flash Gordon e nas obras de Planeta dos Macacos, pelas quais era completamente aficionado.

    Para o lançamento de Star Wars, em 1977, o cineasta inaugurou dois anos antes a ILM (Industrial Light & Magic) a fim de produzir os efeitos especiais que ganhariam os prêmios mais importantes da categoria no futuro. Quase simultaneamente, outra companhia foi fundada pelo cineasta para editar e mixar a trilha sonora do filme e, anos mais tarde, acabaria mudando o nome para Skywalker Sound, uma das mais respeitadas no ramo audiovisual até hoje.

    Star Wars, por mais incrível que possa parecer, demorou achar um estúdio que viesse arcar com os gastos da produção. O longa foi rejeitado pela maioria deles durante meses, até que a Fox decidiu dar uma chance ao seu criador. O contrato proposto previa que Lucas abrisse mão do salário para receber 40% da bilheteria, além de todos os direitos de merchandising da produção. Com o estrondoso sucesso da guerra estelar nas telas de todo o mundo, o acordo de risco tornou George Lucas dono de um dos maiores impérios da indústria cinematográfica.

    Foram seis prêmios conquistados, das dez indicações da Academia que recebeu em 1978. Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança tornou-se um blockbuster e garantiu a continuação que viria em 1980: Star Wars: Episódio V - O Império Contra-Ataca. Neste filme, Lucas entregou a direção a Irvin Kershner e atuou apenas como produtor e roteirista.

    Nas mesmas funções, Lucas integrou a equipe do bem-sucedido Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida, dirigido pelo amigo Steven Spielberg e lançado em 1981.

    Durante o período de criação para os novos episódios de Indiana Jones e Star Wars, entre 1981 e 1985, Lucas construiu o Rancho Skywalker para acomodar os subestúdios da Lucasfilm. Foi nesta matriz que foram desenvolvidas as inovações tecnológicas que consagraram George Lucas como um dos maiores contribuidores para as novas tecnologias dos filmes modernos.

    A terceira produção da série estelar Star Wars: Episódio VI - O Retorno de Jedi veio em 1983, e Indiana Jones e o Templo da Perdição, a segunda aventura protagonizada por Harrison Ford, em 1984. Em ambos os filmes, Lucas escreveu os roteiros e integrou a produção, deixando a direção a cargo de Richard Marquand e Spielberg, respectivamente.

    Até o final da década de 80, o cineasta se dedicou mais à administração de seus estúdios e às produções de longas-metragens, como o premiado Willow - Na Terra da Magia, em busca de novas tecnologias de filmagem e efeitos sonoros. O trabalho em Indiana Jones e a Última Cruzada, de 1989, marcou um longo período de “descanso” à carreira cinematográfica de Lucas, que permaneceu quase uma década trabalhando com produções para televisão e videogames.

    Em 1999, George Lucas finalmente voltou à direção em Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma. Além de dirigir, assinou os roteiros deste e dos outros dois episódios que vieram em seguida: Star Wars: Episódio II - O Ataque dos Clones, de 2002, e Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith, produzido em 2005. Contando todos os filmes da série, foram mais de US$ 4 bilhões em bilheterias no mundo. Fora outros bilhões conquistados com a venda de toda sorte de produtos, como brinquedos, livros, cadernos, pôsteres, roupas, games, CDs, DVDs, etc.
            
    Em 2008, produziu o longa animado Star Wars: The Clone Wars, mas sem grande sucesso nas telonas. Diferentemente das versões em live action, a produção rendeu apenas US$ 68,2 milhões no mundo.

    Também em 2008, 19 anos depois do lançamento do último longa do arqueólogo Indiana Jones, o cineasta retomou a antiga parceira com Spielberg e envolveu-se na produção e no script do quarto filme do herói, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Resultado? Mais alguns milhões em conta (a bilheteria do filme foi de US$ 786,6 milhões).

    Com o sucesso de Avatar na tecnologia 3D, há planos de (adivinha?) Star Wars ser relançado no novo formato. Outro projeto previsto na agenda de Lucas para 2010 é o longa Red Tails, uma parceria com Rick McCallum, produtor de todos os filmes de Star Wars. Além disso, George Lucas também está desenvolvendo uma série cômica da saga e até uma voltada para crianças da pré-escola. E, claro, novas séries para 2011, 2012, 2013... Que a Força continue com ele!


    Veja também:

                       > Tecnologia de Avatar inspira novo lançamento de Star Wars em 3D

                      > Star Wars ganhará versão cômica televisiva

                        > Saiba quem é quem em Star Wars

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