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    Gostou de 'Não Olhe Para Cima'? Veja 'Fahrenheit 451'

    Filme da HBO Max conta com Michael B. Jordan e vale pelas críticas sociais
    Por Daniel Reiinger
    02/01/2022 - Atualizado há 6 meses

    Não Olhe Para Cima chamou a atenção dos brasileiros com uma crítica ácida, em uma sátira sobre o absurdo dos negacionistas que não botam fé na ciência. 

    Para quem gosta de críticas bem construídas, uma grande opção é o filme Fahrenheit 451, baseado no livro escrito por Ray Bradbury nos anos 50, que mostra uma sociedade tão fascinada com as novas mídias, que passa a acreditar em uma única verdade, disseminada pela própria sociedade.

    Nesse universo, os bombeiros só servem para queimar livros e nada mais, afinal, o conhecimento é uma coisa perigosa. No fundo, tanto Não Olhe Para Cima quanto Fahrenheit 451 criticam a mesma falta de capacidade de lidar com fatos e ideias opostas.

    O filme

    Fahrenheit 451 é um drama distópico escrito e dirigido por Ramin Bahrani, baseado no livro de mesmo nome escrito por Ray Bradbury. Estrelado por Michael B. Jordan, Michael Shannon, Sofia Boutella, Lilly Singh, Laura Harrier, Andy McQueen e Martin Donovan, o longa apresenta um futuro onde todos os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas antissociais e hedonistas, e o pensamento crítico é suprimido.  

    O personagem central, Guy Montag, trabalha como "bombeiro", o que na história significa um agente responsável por encontrar e "queimar livros". O número 451 é a temperatura (em graus Fahrenheit) da queima do papel. No entanto, ele conhece Clarisse McClellan (Sofia Boutella), uma jovem misteriosa que faz com que ele comece a questionar suas atitudes e todo o sistema vigente.

    Elenco e personagens

    O filme conta com:

    • Michael B. Jordan como Guy Montag
    • Michael Shannon como Capitão Beatty
    • Sofia Boutella como Clarisse McClellan
    • Lilly Singh como Raven
    • Laura Harrier como Mildred "Millie" Montag
    • Martin Donovan como Comissário Nyari
    • Andy McQueen, como Gustavo
    • Dylan Taylor como Douglas
    • Graça Lynn Kung como Presidente Mao
    • Keir Dullea como Historiador

    Opinião

    Adaptar Fahrenheit 451 novamente faz sentido, ainda mais pelo sucesso de The Handmaid's Tale ou Quando Fakes News podem afetar eleições reais. Melhor ainda termos uma versão modernizada desse conto, capaz de capturar algumas questões causadas pelas redes sociais. Por isso, o longa apresenta um futuro onde todos os livros são proibidos, pessoais são considerados antissociais e hedonistas e o pensamento crítico é suprimido.

    Fahrenheit 451 da HBO é bonito e bem produzido, mas parece distnate demais do seu material de origem, o romance distópico de 1953 de Ray Bradbury. Exatamente por modernizar a história. Apesar de alguns problemas de roteiro, o longa funciona pelo horror desse futuro e pelas crícias que traz.

    Michael B. Jordan garante uma seriedade potente como Montag, que vai de um membro da polícia do pensamento a uma pessoa com reflexões livres. Embora sua atuação seja boa, falta algo nessa transição. É aí que vemos os maiores problemas de roteiro.

    O filme se perde em particular no terceiro ato, quando parece que quase tudo está em chamas e representa uma sociedade com um medo mortal de retornar aos dias de opiniões divergentes, contrapontos e ponderações filosóficas. É tudo muito interessante por esse ponto de vista e é possível ignorar algumas falhas de ritmo e narrativa.  

    No fim das contas, é um filme que vai ficar com você muito tempo após assistí-lo.

    Assista

    Apesar de alguns problemas de ritmo, Fahrenheit 451 é um bom filme, com personagens sólidos e modernizado em relação ao livro original. É uma boa obra crítica, mas também uma ficção científica de respeito.

    O longa está na HBO Max.

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