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    Guilherme Fontes e os novos rolos de Chatô

    Por Da Redação
    09/08/2001

    Já foram gastos R$ 7,5 milhões no projeto Chatô, que prevê um longa-metragem baseado no livro de Fernando Morais e oito documentários para TV. Porém apenas 80% do projeto foi feito e a produção foi interrompida em maio de 1999, investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por uso indevido do dinheiro, numa novela que já dura anos.

    Guilherme Fontes, diretor e produtor do projeto, se recusa a passar Chatô para outras mãos, mas seu advogado anunciou ontem que ele aceita uma co-gestão para terminar o planejado, desde que haja intermediação do Ministério da Cultura. Segundo Eliezer Kaczelnik, advogado de Fontes, o restante do dinheiro necessário, R$ 1,5 milhão, teria que ser captado pela Lei do Audiovisual, pois o aval do governo seria fundamental para atrair os investidores. Em 1999, Fontes havia sido desautorizado a captar mais recursos.

    Entre todos os problemas do projeto, uma novela à parte está sendo o despejo dos estúdios no Pólo Rio de Cinema e Vídeo. A produção de Chato foi despejada segunda-feira por não pagar os aluguéis desde maio de 1999, quando as filmagens foram interrompidas. Só que Cláudio Petraglia, presidente da Associação Pólo de Cine e Vídeo e também diretor-geral da TV Bandeirantes Regional, teria avisado à imprensa a data de execução da ação e mandando uma equipe de sua emissora para cobrir o despejo. Em resposta, Guilherme Fontes prepara uma ação na justiça por ter sido exposto dessa maneira, e vai pedir indenização por perdas e danos.

    Petraglia afirma que acha "triste" um filme como Chatô ficar inacabado, mas, se Guilherme Fontes entrar na justiça, ele vai cobrar todo o aluguel atrasado.