cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    Há 30 anos, o cinema perdia o genial Alfred Hitchcock

    Por Da Redação
    29/04/2010

    Em 29 de abril de 1980, o cinema perdia o mestre do suspense, Alfred Hitchcock. O estudante de Engenharia que virou diretor de cinema morreu em Los Angeles, aos 80 anos, de insuficiência renal. Apesar de nunca ter recebido um Oscar de Direção por suas obras-primas, Hitchcock deixou um legado até hoje imitado, porém não superado. Considerava-se um contador de histórias e a essência de seu trabalho a "soma de pedaços de um filme capaz de provocar o medo", dizia. Em 1968, a Academia de Hollywood lhe deu o já esperado Irving Thalberg Memorial Award por sua carreira. Hitchcock agradeceu de maneira seca, com apenas duas palavras: "Thank You". Virou-se e continuou andando, como nas breves aparições que fez em seus filmes.

    Nascido em 13 de agosto de 1899, em Leytonstone, Londres, o filho de um verdureiro recebeu uma rígida educação. Em 1920, Hitchcock conseguiu emprego na Famous Players-Laskyt, da Paramount Pictures, onde fazia as telas de texto dos diálogos dos filmes mudos, dando assim seus primeiros passos no cinema. Perspicaz, aprendeu rapidamente a editar e escrever roteiros. Dois anos depois, tornou-se cenógrafo e assistente de direção. No mesmo ano, em 1922, fez seu primeiro filme, Number Thirteen, que ficou inacabado.

    Após uma temporada em Berlim, Hitchcock conseguiu sua primeira chance de dirigir uma produção, The Pleasure Garden (1925). A partir daí, sua carreira tomou os rumos que conhecemos hoje.

    Difícil apontar os melhores filmes do mestre do suspense. Clássicos como O Homem Que Sabia Demais (1934), Rebecca (1940), Um Barco e Nove Destinos (1944), Quando Fala o Coração (1945), Interlúdio (1946), Pacto Sinistro (1951), Disque M Para Matar (1954), Janela Indiscreta (1954), Ladrão de Casaca (1955) Um Corpo Que Cai (1958), Psicose (1960) e Os Pássaros (1963) costumam figurar nas listas das produções preferidas dos fãs de Hitchcock. O próprio diretor, produtor e roteirista chegou a ressaltar em uma de suas entrevistas que O Terceiro Tiro (1955) era seu melhor filme, apesar de saber que a cena mais famosa de sua carreira tenha sido a do chuveiro, de Psicose, filmada em preto-e-branco justamente para aumentar o efeito do chocolate escorrendo feito sangue pelo ralo da banheira.

    Nos bastidores das produções, rumores indicavam que o diretor assediava sexualmente as atrizes de seus filmes. Entre suas musas estavam as loiras geladas e lindas: Tippi Hedren, Anne Baxter (que teve de pintar o cabelo para agradar ao diretor), Joan Fontaine, Ingrid Bergman, Kim Novak, Vera Miles, Janet Leigh, Doris Day e Grace Kelly. Quando esta última trocou sua carreira para se casar com o príncipe Rainier, de Mônaco, Hitchcock não teria perdoado e dito: "Grace encontrou o verdadeiro papel de sua vida."

    Seja como for, tanto público quanto diretores famosos continuam se encantando com o universo hitchcockiano. E você, caro internauta? Qual seu filme preferido do mestre do suspense?