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    Hitchcock: 122 anos do mestre do suspense

    Diretor que transformou um gênero cinematográfico faria aniversário nesta sexta-feira 13
    Por da Redação
    13/08/2021 - Atualizado há cerca de 1 mês

    Seja você, cinéfilo ou não, Hitchcock é simplesmente um nome que dispensa apresentações. 

    A obra do diretor  Alfred Hitchcock até hoje permeia a mente de críticos, realizadores, escritores ou qualquer pessoa que se aventure pela sétima arte. E hoje, ele faria 122 anos. Embora a idade não seja tão emblemática, o aniversário vem acompanhado de uma sexta-feira 13, data simbólica para os amantes do terror e do suspense, gênero no qual o diretor ganhou — muito merecidamente — o título  de mestre. 

    Hitchcock antes de ser Hitchcock

    Alfred HitchcockDivulgação

    Alfred Joseph Hitchcock nasceu no dia 13 de agosto de 1899, no bairro de Leytonstone, em Londres, no Reino Unido. Filho de William e Emma Hitchcock, o futuro diretor foi criado sob uma rígida formação católica, que, segundo suas memórias, o fizeram um menino muito tímido e sem amigos. 

    Um pouco mais velho, em 1915, ele foi trabalhar na a Henley Telegraph and Cable Company, como um técnico geral enquanto cursava aulas história da arte, pintura, economia e ciência política em uma escola noturna. 

    Sua carreira no cinema começou aos 20 anos, em 1919, ao trabalhar como um designer de intertítulos no estúdio da Players-Lasky, em Londres. Ele aproveitou o espaço para aprender a roteirizar, editar e operar como diretor de arte. Um pouco mais tarde, em 1922, Alfred recebeu uma promoção e começou um novo ofício no estúdio como assistente de direção.

    Primeiro "gol" em Hollywood: Rebecca, a Mulher Inesquecível

    Na Players-Lasky, Hitchcock atuou na codireção em alguns filmes e logo depois teve a oportunidade de comandar a cadeira de diretor solo em alguns títulos que foram recebidos, mas nada que se compare com o sucesso posterior da sua carreira. Em 1939, ele se mudou na companhia de sua esposa para os Estados Unidos, onde estreou com Rebecca, a Mulher Inesquecível

    De cara, as críticas foram impressionantes, e o mundo só tinha olhos para o diretor vindo da Terra da Rainha. A produção abocanhou o Oscar de melhor filme e melhor fotografia preto e branco, em 1941. E da noite para o dia, Hitcock virou uma estrela na terra do Tio Sam.

    "Obrigado"

    Apesar do sucesso inicial em si com a Academia, Hitchcock nunca foi muito querido entre os votantes do Oscar. Aliás, indicado cinco vezes na categoria de melhor diretor por Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940), Um Barco e Nove Destinos (1944), Quando Fala o Coração (1945), Janela Indiscreta (1954) e Psicose (1960), ele nunca ganhou a cobiçada estatueta. 

    Em 1968, ele recebeu um prêmio honorário, o Irving G. Thalberg Memorial Award. Ao subir ao palco e recebeu o trófeu, Hitchcock disse "obrigado" e foi embora. Simples assim. 

    Um Corpo que Cai e fica em primeiro lugar de todos os tempos

    Cena de Um Corpo que CaiReprodução

    Já que mencionamos algumas obras de Hitchcock, conheça as quatro melhores de acordo com grandes nomes. Em 2012, a publicação inglesa de cinema Sight and Sound, divulgou a lista com os 100 melhores filmes de todos os tempos, seleção montada a cada década pela revista desde 1952. 

    Eles montaram a seleção com base na opinião de 846 críticos, programadores, acadêmicos e distribuidores de filmes. E nessa lista em especial, pela primeira vez em 50 anos, o primeiro lugar não ficou com Cidadão Kane (1941), de Orson Welles, e sim, Um Corpo que Cai (1958), de Hitchcock.

    Uma trinca de ouro

    Cena de Janela IndiscretaReprodução

    E não foi apenas Um Corpo que Cai que "caiu" na seleção dos melhores de todos os tempos. Psicose (1961), Intriga Internacional (1959) e Janela Indiscreta (1954) foram eleitos nas posições 35º e 53º (em empate), respectivamente.

    Antes de mestre, um brincalhão

    Alfred Hitchcock Divulgação

    Antes de ser mestre, Hitchcock resolveu brincar com a própria imagem e passou a se inserir nas próprias produções. É possível notar a presença do diretor, mesmo que de relance nessa lista de filmes: 

    • A Dama Oculta (1938)
    • Rebecca - A Mulher Inequecível (1940)
    • Correspondente Estrangeiro (1940)
    • A Sombra de uma Dúvida (1943)
    • Interlúdio (1946)
    • Pacto Sinistro (1951)
    • Disque M Para Matar (1954)
    • Ladrão de Casaca (1955)
    • Intriga Internacional (1959)
    • Psicose (1960)
    • Os Pássaros (1963)
    • Cortina Rasgada (1966)

    Aliás, há quem diga que foi ele mesmo quem criou o título de “mestre do suspense” já que não há documentos ou provas formais com o título. E se for o caso, parabéns. Além de mestre de suspense, ele é o mestre dos easter eggs.

    Coragem

    Alfred Hitchcock... e um leãoDivulgação

    Um dos filmes mais famosos — e corajosos da sua carreira é Psicose (1960). Isso porque sua estrela, Janet Leigh, é eliminada da trama aos 45 do primeiro tempo. Isso mesmo, 45 minutos após do início do filme ela é simplesmente eliminada dando espaço para outros personagens da trama. Fazer isso requer muita coragem e ousadia...

    Aliás, seu desfecho é uma das cenas mais emblemáticas, recriadas e conhecidas da história do cinema. A sequência envolve um banheiro e uma faca — você provavelmente sabe de qual estou falando. 

    Sem hora para parar

    Em Festim Diabólico (1948), acompanhamos a tensão de dois amigos que matam um colega pouco antes de uma festa. O filme é para simular um plano sequência sem cortes, mas claro que ele tem várias cenas contínuas e algumas pausas disfarçadas. Tudo isso é origem de muita paciência, enquadramentos geniais e cortes precisos. 

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