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    Há 19 anos, 'Homem-Aranha' mudou filmes de super-heróis para sempre

    Para muitos, Tobey Maguire ainda é o melhor Peter Parker do cinema
    Por Daniel Reininger
    17/05/2021 - Atualizado há 4 meses

    Tom Holland e Andrew Garfield funcionaram bem como Homem-Aranha, mas quem abriu caminho para o sucesso do herói nas telonas foi Tobey Maguire, intérprete do Cabeça de Teia na trilogia de Sam Raimi.

    X-men, o Filme pode ter sido o primeiro filme moderno de super-heróis a realmente mudar o jogo e colocar os seres poderosos de roupas coloridas no imaginário popular, mas foi Homem-Aranha que consolidou esse sucesso.

    Mais do cabeça de teia

    O filme

    Duende Verde de O Homem-Aranha em foto Reprodução

    Na trama de origem, Peter Parker (Tobey Maguire) tem uma vida normal: está terminando os estudos, é apaixonado pela bela Mary Jane Watson (Kirsten Dunst) e diverte-se com seu amigo Harry Osborn (James Franco).

     Só que, durante uma excursão da escola, Peter é mordido por uma aranha geneticamente modificada e descobre que sua força e agilidade estão fortemente aguçadas. 

    Quando seu tio é assassinado, Peter decide usar seus novos dons para combater o mal. Enquanto isso, o empresário megalomaníaco Norman Osborn (Willem Dafoe), pai de seu amigo Harry, também passa por transformações. Um teste com uma fórmula experimental acaba aumentando sua força e inteligência, beirando à insanidade. 

    Agora, ele é o Duende Verde, o arquiinimigo do Homem-Aranha, que irá desafiar a determinação do jovem Peter Parker de combater o crime e ajudar inocentes.

    Essa é uma história de origem sólida e bem apresentada no cinema.

    Opinião

    Na época, nem imaginávamos como esse filme seria importante para o cinema e para os quadrinhos, mas sabíamos que era uma produção bem divertida. Até hoje, é capaz de divertir demais.

    Cada frase e momento do ator é memorável no papel e ajudou a mudar o cinema de super-heróis para melhor, afinal, a partir daí a coisa se tornou cada vez mais comum e de maior qualidade.

    Veja a análise do filme na época do lançamento:

    "Homem-Aranha é uma deliciosa diversão em que tudo deu certo. Tobey Maguire (de Regras da Vida) está ótimo como o adolescente inseguro que praticamente se vê forçado pelas circunstâncias da vida a se transformar em herói. Ele treinou ioga, aeróbica, ciclismo e ginástica olímpica para o papel. 

    Kirsten Dunst (de Entrevista Com o Vampiro) também convence como a garota dividida entre dois (ou mais) amores teenagers. O novato James Franco (que esteve em Nunca Fui Beijada) enche a tela com sua presença forte e visual atraente. Não por acaso, ganhou um Globo de Ouro por sua atuação no telefilme James Dean, em que viveu o papel-título. E o sempre eficiente Willem Dafoe (de A Sombra do Vampiro) faz um vilão à altura da caprichada produção. Afinal, não há um bom super-herói sem um ótimo supervilão.

    Mas certamente um bom elenco não funciona sozinho. É preciso a mão de um bom diretor. E, neste sentido, Homem-Aranha acaba marcando o ressurgimento glorioso de Sam Raimi, badalado cineasta que causou sensação nos anos 80 com A Morte do Demônio e Uma Noite Alucinante, mas que andava em baixa depois dos resultados apenas mornos de seus últimos trabalhos - Um Plano Simples, O Dom da Premonição e Por Amor.

    Homem-Aranha mostra uma visão muito especial do chamado "rito de passagem" da adolescência para a vida adulta. Se no início da ação Peter Parker é apenas um garoto platonicamente apaixonado por uma colega de classe (afinal, toda a história acontece por causa de uma garota, diz o personagem no início de sua narrativa), nos minutos finais ele vai ver sua realidade transformada - e transtornada - pelo peso do próprio crescimento, da própria responsabilidade legada de seus poderes.

    Para contrabalançar, o humor entra na dose certa. Inteligente, sem escracho. A tia fala para Peter que ele está estudando demais, trabalhando demais e, afinal, ele "não é o Super-Homem". A cena em que Peter tenta descobrir o que ele deve fazer para liberar suas poderosas teias é hilariante. A justificativa da bizarra roupa do herói é muito bem construída e argumentada.

    Enfim, um trabalho que dosa sabiamente humor, aventura, drama e romance e, por isso mesmo, acaba agradando aos mais variados tipos de público."

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