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    Incêndio na Cinemateca destruiu parte do acervo da história do audiovisual

    Risco de incêndio já havia sido levantado por funcionários do local há mais de um ano
    Por Thamires Viana
    30/07/2021 - Atualizado há cerca de 2 meses

    Na noite da última quinta-feira (29), a Cinemateca Brasileira, localizada em São Paulo, sofreu um incêndio devastador em um galpão que armazenava cerca de 4 toneladas de ítens sobre a história do audiovisual brasileiro. 

    Segundo o G1, a perda inclui documentos, equipamentos raros que seriam usados para exposições e boa parte do acervo de Glauber Rocha, cineasta brasileiro responsável pelos clássicos Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe.

    Há mais de um ano, funcionários e pesquisadores já alertavam o governo sobre o risco de incêndio no local. Em manifestações, eram pedidas medidas para contornar a crise da Cinemateca, incluindo atrasos de salários e a retomada do contrato com a brigada de incêndio e equipe de segurança para o local.

    No começo deste mês, Kleber Mendonça Filho, diretor de Bacurau, levantou a mesma questão enquanto integrava o júri do Festival de Cinema de Cannes, na França, pontuando o descaso do governo com o órgão.

    Além do acervo de Rocha, parte do acervo da distribuidora Pandora Filmes, vídeos do jornalista Goulart de Andrade e arquivos do Instituto Nacional do Cinema (INC) e Empresa Brasileira de Filmes (Embrafilme) foram destruídos pelo fogo.

    O incêndio

    Ainda de acordo com o portal G1, o incêndio que devastou parte da Cinemateca Brasileira começou durante uma manutenção no sistema de ar condicionado do espaço. 

    Fundada em 1946, ela é gerida pelo governo federal através daSecretaria Especial de Cultura, e reunia cerca de 230 mil rolos de filmes, além de equipamentos raros, arquivos sobre a história do audiovisual brasileiro, incluindo cinema e televisão.

    O Cineclick lamenta essa perda irreparável para o cinema nacional.

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