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    José Padilha comenta recentes conflitos urbanos no Rio de Janeiro

    Por Da Redação
    26/11/2010

    Na tarde desta sexta-feira (26/11), o diretor de Tropa de Elite, José Padilha, concedeu entrevista ao Programa Estúdio I, do canal pago Globo News sobre os conflitos urbanos que atingem o Rio de Janeiro “Era inevitável que ia acontecer. O governo foi corajoso de ter conseguido fazer isso sem violência. Os traficantes, quando encontram o aparato do Estado, eles fogem”.

    O apresentador Eduardo Grillo citou, ainda, um comentário que rolou no Twitter sobre o acontecimento, que dizia que era Tropa de Elite 3 ao vivo. O diretor afirmou que essa realidade ele já conhece, mas tudo chegou ao conhecimento da população, indo além daquilo que se vê na ficção: “A reação do tráfico expôs o problema que a gente tem enfrentado. Quando 200 homens armados aparecem na TV, ao vivo, pra todo mundo ver, isso choca.”

    Padilha acredita que a explosão do conflito está apenas no começo. “Vai requerer esforço contínuo, não só nas UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora], mas também na polícia.”

    “Nós temos uma instituição policial corrompida, violenta, mal administrada e que conviveu com o tráfico por 30 anos. O problema, agora, vai custar caro – em todos os sentidos – para resolver.” Padilha comentou, também, que a luta não deve ser apenas contra o tráfico, ratificando a ideia de Tropa de Elite 2: “A polícia precisa ser reformada. (...) No Rio de Janeiro, já estou vendo esse caso se repetir se nada for feito, até a hora que tivermos um Plano Nacional de Segurança para reformar a polícia e o sistema prisional.”

    O diretor cita outro projeto cinematográfico, Ônibus 174, para mostrar como a falha do Estado em cumprir suas obrigações para com a sociedade é responsável por produzir criminosos violentos. “O Fernando Henrique Cardoso e o Lula chegaram a propor um Plano Nacional de Segurança, mas ficou engavetado.”

    Padilha acredita que o trabalho da UPP é desarmar os traficantes, o que não significa que isso vai acabar com o tráfico de drogas. O cineasta reafirmou o apoio ao governador Sérgio Cabral, mas cobrou mudanças na polícia, comparando a situação de trabalho e financeira com policiais de outros países.