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    Jurassic World 3 é "para escapar do mundo em que vivemos", diz diretor

    Entrevistamos Colin Trevorrow, responsável pela franquia dos dinossauros
    Por Daniel Reininger
    06/06/2022 - Atualizado há 30 dias

    Chance de "escapar de nosso mundo por algumas horas" é como o diretor de Jurassic World: Domínio explica seu encerramento da trilogia dos dinossauros, um filme que cativa principalmente pela presença de Laura Dern, Sam Neill e Jeff Goldblum de volta à franquia, além de, claro, nos maravilhar com os lagartos gigantes na tela mais uma vez em cenas de ação inspiradas.

    Entrevistamos o cineasta e roteirista norte-americano Colin Trevorrow (Jurassic World: Reino Ameaçado), que nos revelou detalhes da produção e alguns dos desafios de trabalhar nessa franquia tão amada:

    Entrevista com o diretor

    Você dirigiu e co-escreveu Jurassic World, depois passou a produzir e co-escrever a sequência, e agora voltou para co-escrever, produzir e dirigir o filme final da trilogia. O que te empolgou neste projeto?

    Colin Trevorrow: "Jurassic World: Domínio é o filme que eu esperava fazer o tempo todo. Dinossauros coexistindo com humanos no mundo moderno é algo que eu queria ver desde criança. É o jogo que todos nós jogamos com nossos brinquedos na caixa de areia. Achei que seria um desafio dar vida a essas ideias e uma honra incrível trazer de volta os personagens de Sam Neill, Laura Dern e Jeff Goldblum, para entender como eles mudaram e como veem esse novo mundo."
     

    Então, como você conseguiu tornar Jurassic World: Domínio maior, mais ousado e ainda mais deslumbrante do que os filmes anteriores da série?

    Colin Trevorrow: "Acho que nossa história pedia isso. Este filme segue duas histórias lineares que correm paralelas uma à outra, cada uma se aproximando cada vez mais até se encontrarem. Isso deu ao filme um escopo enorme, permitindo-nos colocar os dinossauros em diferentes ambientes e mergulhar os humanos em novas formas de terror e aventura em todo o mundo. Nosso trabalho é mostrar ao público algo que eles nunca viram antes. É por isso que vamos ao cinema. Cumprir essa promessa, especialmente para as crianças, é a melhor parte do meu trabalho."

    Em Jurassic World: Reino Ameaçado, testemunhamos como a Isla Nublar foi destruída; mas alguns dinossauros foram resgatados e acabaram fugindo para o nosso mundo, onde estão vagando livremente. Então, o que aconteceu nesses quatro anos que se passaram até agora?

    Colin Trevorrow: "Eles são apenas animais tentando se ajustar a novos ambientes que são extremamente estranhos para eles. Eles foram deslocados de seu habitat natural e levados para outro continente. É algo que acontece em nosso mundo todos os dias e pode ser muito perigoso e prejudicial de várias maneiras. Eles foram retirados de uma ilha onde cresceram confortavelmente – embora já estivessem fora de seu tempo – e colocados em outro lugar. Isso os deixaria muito desorientados, assustados e até alarmados com todas essas coisas novas que estão vendo. Em alguns casos, eles se sentiriam ameaçados e atacariam. Pode ficar perigoso rapidamente".


    Ter os dinossauros vagando entre nós adiciona um outro nível à história e ao espetáculo. Como cineasta, as possibilidades devem ter sido infinitas, certo?

    Colin Trevorrow: "Havia tantas coisas que eu queria ver, era difícil não fazer um filme sem fim. Mas acho que tudo encontrou seu lugar. Não ficamos tão envolvidos nas possibilidades que esquecemos os personagens. Quando recentemente o vi de novo, realmente esqueci tudo o que estava acontecendo na minha vida e fiquei imerso na aventura. Ser capaz de oferecer ao público esse tipo de fuga é o que buscamos como cineastas e acho que agora precisamos desse tipo de coisa mais do que nunca."

    Como foi ter Laura Dern, Sam Neill e Jeff Goldblum reprisando seus papéis memoráveis de Jurassic Park? Isso deve ter sido especial para você.

    Colin Trevorrow: "Eu realmente me conectei com Laura e Sam sobre a ideia de ter uma história de amor no segundo ato neste filme. Achamos isso lindo e raro. No ensaio, eles conversavam entre si dentro do personagem e, durante esse processo, encontramos momentos que entraram no filme. Nós escrevemos coisas juntos que pareciam autênticas e reais para eles".

    Colin Trevorrow: " fiz a mesma coisa com Jeff de certa forma, que tinha todos os tipos de ideias sobre como Ian Malcolm mudou ou não e qual seria sua perspectiva sobre esse mundo. Há um discurso que ele faz para um público de jovens cientistas no início do filme que eu acho que parece a voz de Jeff tanto quanto a de Ian Malcolm. Descobri que abraçar os atores como autoridades em seus personagens nos ajudou a criar algo que parecia muito honesto e verdadeiro. Essa foi a única maneira de fazer um filme que realmente honrasse o que Michael Crichton e Steven Spielberg criaram."


    E como foi voltar a trabalhar com Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, que interpretam Owen Grady e Claire Dearing novamente.

    Colin Trevorrow: "Chris, Bryce e eu fizemos três filmes juntos agora e crescemos muito ao fazê-los. Éramos todos relativamente jovens quando filmamos o primeiro. Recebemos uma enorme responsabilidade, mas entramos e fizemos algo que parecia vital, vivo e fresco para todos nós. Demos tudo o que tínhamos e, felizmente para nós, o filme funcionou. Quando isso acontece, você recebe outra oportunidade e, neste caso, mais duas. O que mais importava para nós era que esses personagens mudaram e evoluíram. A Claire que você vê no início de Jurassic World é completamente diferente da do final de Jurassic World 3. E o mesmo pode ser dito sobre Owen Grady, que assume um nível diferente de responsabilidade neste filme. Ele não é apenas um pai, mas formou uma conexão realmente comovente com essas criaturas. Tanto Claire quanto Owen querem genuinamente que sua filha e esses animais encontrem seu lugar no mundo. Criar essa evolução para os dois foi muito importante para todos nós."

    E, claro, temos os dinossauros…Como foi trazê-los de volta?

    Colin Trevorrow: "Este filme deu muitos passos à frente quando se trata de como retratamos os dinossauros na tela. Nos filmes anteriores ainda estávamos comprometidos com a ideia original de Jurassic Park e de que os genomas foram completados com DNA de sapo, mas neste filme a Biosyn tem novas tecnologias avançadas, que nos deram um conjunto diferente de regras. Pegamos todas as descobertas paleontológicas dos últimos 30 anos e abraçamos a oportunidade de ter animais mais precisos. Então agora temos dinossauros com penas."
     

    E quais foram os principais desafios técnicos aqui?

    Colin Trevorrow: "Os efeitos visuais não foram criados apenas em um computador. Construímos mais de 100 cenários e integramos criaturas digitais e animatrônicas em meio a ambientes práticos. Aprendemos muito ao longo dos três filmes. E estou feliz por não termos colocado dinossauros em nosso mundo até este filme, porque precisávamos de todas essas lições aprendidas para realmente entender como poderíamos fazer parecer que estava realmente acontecendo. Fizemos um grande esforço para garantir que a maior parte do que você está vendo na tela seja prática. Usamos mais animatrônicos do que nunca. Acho que tínhamos mais de uma dúzia de dinossauros operando ao mesmo tempo em um palco. Isso foi um sonho realizado."

    E agora que o capítulo final da trilogia Jurassic World, como você vê toda a experiência de tê-los feito?

    Colin Trevorrow: "Não tenho certeza se posso processar toda a minha experiência ainda. Esses filmes têm sido minha vida por quase uma década. Meus filhos eram muito jovens quando começamos, agora estão se transformando em adolescentes. Estou honrado por ter tido a chance de criar essas histórias e compartilhá-las com o mundo. Foi a aventura de uma vida."
     

    E o que o público deve esperar do final da trilogia?

    Colin Trevorrow: "Eles devem esperar escapar completamente do mundo em que vivemos por algumas horas. E quando terminar, espero que eles saiam do cinema sentindo que este filme tinha algo em mente que era ressonante e significativo. Os dinossauros são evidências de que estamos neste planeta há apenas um pequeno pedaço de tempo. Nossa existência é frágil. Mesmo as criaturas mais poderosas que já andaram na terra não duraram para sempre."

    Jurassic World: Domínio

    Jurassic World: Domínio filme fecha a trilogia iniciada em Jurassic World: O Mundo Dos Dinossauros, com ainda mais foco nos humanos e suas questões, diante de um mundo cada vez mais perto do colapso. 

    Quatro anos se passaram após a Ilha Nublar ser destruída por um vulcão e agora os dinossauros vivem ao lado dos seres humanos. Com isso, é preciso se adaptar ao novo mundo ao lado das criaturas gigantescas, enquanto empresas continuam buscando lucros com os avanços genéticos conquistados graças aos dinossauros.

    Além disso, quando a jovem clone Maisie Lockwood (Isabella Sermon) é sequestrada por contrabandistas de dinossauros, Owen (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) saem em busca de encontrá-la e resgatá-la. Sua jornada os leva para um habitat de dinossauros operado por uma corporação global, que deu origem a uma praga que saiu de controle e por isso está sendo investigada até por Alan Grant (Sam Neill) e Ellie Sattler (Laura Dern).

    Com direção de Colin Trevorrow, o longa ainda traz a volta da dupla protagonista dessa nova leva de filmes, Chris Pratt e Bryce Dallas Howard.

    Jurassic World: Domínio já está nos cinemas.

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