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    'King Richard' não aprofunda dramas da família de irmãs Williams

    Filme biográfico foca a carreira da dupla e a história de seu pai, Richard Williams
    Por Da Redação
    01/12/2021 - Atualizado há 16 dias

    Executivos de Hollywood costumam não ser muito imprevisíveis. É bem-sabido o apreço dos gravatas por histórias biográficas ou esportes. 

    Então imagine só a felicidade dos chefões quando se deparam com a possibilidade de fazer um filme biográfico sobre figuras do esporte? E se a figura-peça ainda oferece uma história de superação, é simplesmente a cereja do bolo. 

    É o caso de King Richard: Criando Campeãs, de Reinaldo Marcus Green e estrelado por Will Smith — também favorito ao Oscar de melhor ator deste ano —. A produção que se propõe a contar a carreira das tenistas Venus e Serena Williams, com foco no treinador da dupla, Richard Williams, pai das jogadoras, que faz sua estreia nos cinemas brasileiros. 

    Descubra, então, o porquê das irmãs Williams terem ganhado um filme.

    King Richard: Criando Campeãs

    Baseado numa história verídica, King Richard: Criando Campeãs conta a história de Richard Williams, um pai decidido em criar duas das atletas mais dotadas de todos os tempos, mudando o mundo do tênis para sempre. 

    Impulsionado por uma visão clara do seu futuro e usando métodos não convencionais, Richard tem um plano que levará Venus e Serena Williams das ruas de Compton, na Califórnia, para o palco global como ícones lendários. 

    O elenco também conta com Aunjanue Ellis (Lovecraft Country), Jon Bernthal (The Walking Dead) e Tony Goldwyn (Scandal).

    Por que as irmãs Williams ganharam um filme?

    Não há muito segredo aqui. A dupla simplesmente é um fenômeno do mundo dos esportes.

    Ambas Venus e Serena Willians são tidas como verdadeiras deusas do tênis, regularmente associadas como histórias do sucesso do esporte e duas das maiores referências para mulheres esportistas. 

    Para se ter noção da grandeza das moças, dos quatro principais torneios do tênis do mundo, o Grand Slam — que conta com torneios espalhados pela Austrália, Estados Unidos, Inglaterra e França —, as duas conquistaram, individualmente, 30 troféus ao todo (sete para Venus e 23 para Serena). 

    Disputando como dupla, as filhas de Richard Williams venceram todas as 14 finais do Grand Slam que disputaram, sem exceção. Isso sem nem mencionando os outros títulos do esporte conquistado por elas. 

    Mais que isso, para a alegria de executivos Hollywoodianos — que adoram contar filmes com história de superação —, a dupla passou por poucas e boas até chegar lá. 

    Ambas enfrentaram muitos preconceitos e outros obstáculos de desigualdade social no universo desse esporte tão elitizado. Com o sucesso estrondoso, a dupla saiu da esfera esportiva e assinou contratos milionários com marcas de roupa e hoje estampam algumas das principais revistas de moda, como a Vogue. 

    Rainha Serena, bem colocado pela Vogue na capa com uma das filhas de Richard WilliamsReprodução

    Metendo o dedo

    Além de atletas, ícones da moda e filantrópicas, Serena e Venus entraram para o mundo do cinema com King Richard: Criando Campeãs, assinando a produção do novo longa. 

    Mas não pense que a dupla se juntou ao time de produtores apenas por vaidade. Aliás, segundo Will Smith, que contou em entrevista ao Collider, a díade só concordou fazer parte do projeto após verem o resultado. 

    É assustador quando você interpreta uma pessoa real que ainda está viva, e você sabe que eles vão ver. Foi lindo. Vênus e Serena estavam muito animadas com a possibilidade e disseram que seriam potencialmente executivas os produtores e nos guiariam por todo o processo, mas elas seguraram seus nomes nos créditos do filme até o verem”, contou. 

    Felizmente, para a sorte de Smith, que também é produtor-executivo em King Richard, acatar o filme da melhor forma possível. “Venus e Serena choraram o tempo todo”, revelou na entrevista. “Elas amaram!

    Opinião

    A história do pai das esportivas, Richard Williams, que ajuda a compôr o título do filme, preenche facilmente a cota de produção edificante do ano. 

    Não leve a mal, a história é interessante por si só — embora, convenhamos, nada inédita. Um dos grandes problemas do título é não explorar totalmente a figura central por trás dele, o pai das jogadoras. 

    Um figura muito problemática, ele abandonou seus filhos de outros envolvimentos para cuidar da dupla de tênis. Fato pouquíssimo explorado pelo filme, que mais parece ter sido feito para agradar à família de Venus e Serena — o que ganha um sentido maior saber que jogadoras só concederam seus créditos ao título após vê-lo. 

    Embora com ótimas atuações — em especial Aunjanue Ellis, que interpreta a mãe das jogadoras, e Smith, que vencerá seu Oscar com méritos —, King Richard tem um roteiro muito fraco que explora apenas o básico do básico da caminhada na dupla até o topo. É uma produção bem feita, sem dúvida alguma, mas cai na cartilha de “filme que vai bombar na Sessão da Tarde (bloco de reprises da Rede Globo) daqui a alguns anos”. 

    Entendo que sua intenção, provavelmente, era apenas de entreter com esperança, mas no fim das contas, evitando questões importantes da figura paterna, o filme se torna uma cinebiografia esquemática que coloca panos quentes em situações mais interessantes.

    Veja o trailer de King Richard: Criando Campeãs

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