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    Como o primeiro 'Matrix' continua tão atual em 2021?

    Filme de 1999 levanta questões políticas e filosóficas que dialogam com os tempos atuais
    Por Da Redação
    23/12/2021 - Atualizado há 6 meses

    Em 1999, o mundo teve a oportunidade de curtir nas telonas o filme Matrix, ambiciosa ficção científica das irmãs Watchalski.

    Embora seu lançamento tenha sido praticamente no final da década de 90, até hoje, em pleno 2021, o longa-metragem aborda temáticas e possui uma relevância ímpar que, analisando as diversas esferas da sociedade, se faz extremamente importante e pontual. 

    Considerando que nesta quinta-feira (23), o público no mundo inteiro terá a oportunidade de assistir à nova sequência da franquia, Matrix Resurrections, veja aqui porque o título de 1999 ainda é tão atual.

    O enredo de 'Matrix'

    O primeiro filme de Matrix acompanha Thomas A. Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador atormentado por estranhos pesadelos nos quais sempre está conectado por cabos a um imenso sistema de computadores do futuro. 

    À medida que o sonho se repete, ele começa a levantar dúvidas sobre a realidade. E quando encontra os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie Anne-Moss), ele descobre ser vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas e cria a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia.

    O filme também descreve um futuro distópico, no qual a realidade percebida pelos humanos, na verdade, é uma realidade simulada com a intenção de subjugar os habitantes da Terra. 

    Famosa cena de 'Matrix'Reprodução

    Relação com a internet

    O filme claramente apontava para uma realidade simulada, na qual as pessoas enxergam ou tentavam projetar a imagem de si que queriam. Praticamente, ele conseguiu antecipar o fenômeno das redes sociais, como o Instagram e o TikTok.

    De acordo com as irmãs Wachowski, a inspiração direta do filme é no livro Simulacros & Simulação, do filósofo Jean Baudrillard. Em resumo, o teórico discutia a relação entre quem nós verdadeiramente somos, os símbolos e a sociedade. Então, de certa forma, o filme navega por esse aspecto de uma projeção superficial da realidade que gostaríamos de viver. 

    Discurso político

    Outra questão pontual e importante do filme é o seu viés político — especialmente nos últimos anos com a ascensão da extrema-direita. Grupos com figuras políticas controversas, tiranas e até conversadores, cooptaram a simbologia por trás das pílulas azul e vermelha mencionada no filme. 

    Desta forma, um mar de abordagens para justificar o sexismo e dar liga a debates políticos irredutíveis foram simplificados com a "ajuda" do filme. Muitos membros de grupos com opiniões extremamente machistas e retrógradas passaram a fazer menções a terem tomado a pílula vermelha. 

    E como não poderia deixar de ser, as irmãs Wachowski — enfurecidas — tiraram satisfação com esses grupos sobre a apropriação do significado. Por exemplo, quando a filha do ex-presidente dos Estados Unidos, Ivanka Trump, fez uma menção sobre ter tomado a pílula vermelha, Lily Wachowski fez questão de corrigi-la de forma brusca. 

    Pílulas de Matrix deram liga a uma série de debates políticosReprodução

    Aos interessados em rever o primeiro Matrix, a solução é simples. 

    Reveja o trailer do primeiro Matrix

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