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    Meu filme é um passeio na Mangueira, define diretora de O Samba que Mora em Mim

    Entrevistamos diretora de documentário sobre cotidiano de personagens do morro da Mangueira, terra de Cartola
    Por Heitor Augusto
    08/02/2011

    Um filme que tem samba no título, se passa num morro conhecido como um dos berços do ritmo (Mangueira), mas que pouco toca samba. Assim é o documentário O Samba que Mora em Mim que chega aos cinemas nesta sexta-feira (11/2) após ganhar o Prêmio do Júri da Mostra de Cinema de São Paulo.

    “Minha maior surpresa foi não ter encontrado samba nas esquinas do morro da Mangueira. Falo do samba tradicional, do Cartola, do Carlos Cachaça. Mas apesar disso o filme é bastante musical. Tem músicas do morro somadas às compostas para o longa que, juntas, tornam o filme leve e musical”, define a diretora Georgia Guerra-Peixe em entrevista por e-mail ao Cineclick.

    O Samba que Mora em Mim é, na verdade, um passeio sobre o cotidiano de Mangueira. Acompanhamos a rotina de alguns personagens, sentimos seus dramas e felicidades, compartilhamos suas histórias. Opção que está na raiz do projeto.

    “Fiz um estudo de linguagem antes de filmar. Pensei muito em como trazer o emocional e o meu olhar para o filme. Tenho um enorme respeito por eles [personagens] e desejei fazer da fotografia um passaporte desse respeito”. A câmera introduz o espectador por becos e vielas, tornando-se o passaporte de entrada para um mundo.

    O documentário de Guerra-Peixe foge do tema da violência. Em parte, opção da própria diretora. “Na verdade a violência entra no filme sempre que os personagens falaram sobre ela. Não busquei por ela, mas os entrevistados também não me entregaram. Procurei falar das pessoas pelas pessoas...”

    Clique aqui e leia a íntegra da entrevista com Georgia Guerra-Peixe, diretora do documentário O Samba que Mora em Mim.