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    Meu Namorado É um Zumbi: Saiba o que esperar do filme

    Basicamente, a produção é uma miscelânea de cenas que deram certo em outros filmes do estilo.
    Por Livia Brasil
    06/02/2013

    Como conhecedora e fã de filmes com mortos-vivos, recebi a missão de assistir Meu Namorado É um Zumbi para analisar especificamente como os famosos cadáveres ambulantes foram retratados nesta produção. Ou seja, antes de expor minha opinião, quero deixar claro que não tenho a menor intenção de analisar atuações, direção ou fotografia, aspectos que podem ser encontrados em nossa crítica.

    Quando penso em zumbis, a primeira referência que vem à cabeça é de George A. Romero, o primeiro cineasta a colocar os mortos que se levantam de seus túmulos da forma como são conhecidos hoje – não vamos entrar na questão histórica sobre os longas de rituais de vudu, como Zumbi Branco, de 1932.

    A partir de Romero, com o filme A Noite dos Mortos-Vivos, criou-se uma lenda que muitos fãs levam a sério e, entre adaptações e outras versões, nunca romperam certas regras do mito. As diferenças ficavam entre a velocidade dos zumbis, suas origens - seja por vírus ou contaminação nuclear – e se comem animais ou não. Mesmo sendo pequenas, elas já eram suficientes para gerar discussões, mas este longa vai muito além.

    Assim como foi feito com os vampiros em Crepúsculo, quando descaracterizaram lendas seculares como o do príncipe Vlad - O Empalador, Meu Namorado É um Zumbi destrói tudo o que já foi feito sobre os mortos-vivos para encher os cinemas de adolescentes em busca de um novo galã, deixando de cabelo em pé os seguidores desavisados do gênero.

    Para ser direta: zumbis não são bonitos, não possuem coração, estão mortos e não voltam a ser humanos; não se apaixonam e, para não me estender muito - a lista é grande - zumbis não pensam, apenas vivem seu instinto que é a necessidade de comer carne humana, revivendo rotinas mecânicas de quando eram vivos, comportamento bem retratado em Terra dos Mortos.

    Confesso que por alguns uns instantes tive esperança de assistir algo semelhante a Zumbilândia, no qual os zumbis são pano de fundo para uma comédia romântica divertida; ou o humor escrachado de Todo Mundo Quase Morto e Juan dos Mortos, mas a expectativa foi frustrada logo na sequência.

    Se você procura por uma linha mais séria, parecida com a adotada por Romero, passará muito mais longe. As questões políticas e sociais foram trocadas por situações ainda mais sem vida do que os próprios mortos.

    Basicamente, a produção é uma miscelânea de cenas que deram certo em outros filmes do estilo, acrescido de um romance meloso, do tipo proibido “meu pai não deixa”, que gerou um produto para acalmar os corações dos jovens órfãos da Saga Crepúsculo. Resumindo, a única coisa que me marcou em Meu Namorado É um Zumbi é que nunca tive tanta vontade de matar um morto-vivo na vida.