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    Monteiro Lobato criou grandes histórias e novo filme do Sítio do Picapau Amarelo promete revolucionar

    Autor terá obras reeditadas para ter uma linguagem mais atual e excluir partes consideradas racistas e novo filme deve seguir essa ideia
    Por Daniel Reininger
    23/12/2020 - Atualizado há 10 dias

    Monteiro Lobato é um dos mais famoso escritores nacionais. O Sítio do Picapau Amarelo é uma das obras mais criativas da nossa literatura, porém, fruto de uma época extremamente racista, seus textos contém diversas passagens que não fariam falta ao serem removidas, como fará Cleo Monteiro Lobato, bisneta do autor, que anunciou a reedição de A Menina do Narizinho Arrebitado

    Mas você conhece o autor e suas obras? A gente fala um pouco delas abaixo:

    Monteiro Lobato

    José Bento Renato Monteiro Lobato nasceu em 1882 na cidade de Taubaté, São Paulo. Ele foi um escritor, ativista, diretor e produtor brasileiro popular pelas obras para crianças, como Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).

    Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Foi a partir daí que Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas. Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato passou a editar livros também no Brasil, o que foi um grande avanço para o país. A importância de sua obra, como um todo, é inegável. 

    Sobre as reedição dos textos para uma linguagem mais moderna, sua bisneta comenta: "A gente queria uma versão atualizada, cujo teor fosse compatível com os valores sociais contemporâneos, mas que mantivesse o estilo do Lobato. Nós não a desvirtuamos, porque a original continua lá, existindo e disponível. Se eu tenho a possibilidade de me posicionar de maneira positiva, eu escolho a mudança", disse Cleo Monteiro Lobato.

    Adaptações

    Sítio do Picapau Amarelo é uma série de 23 volumes de literatura fantástica. Foi adaptada pela primeira vez em uma produção live-action em 1951, com o filme teatral O Saci, baseado no livro de mesmo nome, dirigido por Rodolfo Nanni.

    Em 1952, o Sítio tornou-se uma série de televisão criada por Júlio Gouveia e Tatiana Belinky, produzida e exibida pela extinta TV Tupi. Em 1964, a atriz e diretora Lúcia Lambertini (que interpretava a Emília) produziu a série para a TV Cultura de São Paulo. Após seis meses, não repetiu o sucesso alcançado na TV Tupi e foi cancelada.

    Em 1967, Júlio Gouveia e Tatiana Belinky criaram uma nova série do Sítio, agora pela Rede Bandeirantes, que ficou três anos no ar. Um segundo filme, O Picapau Amarelo, foi lançado em 1973, dirigido por Geraldo Sarno e baseado no livro de mesmo nome.

    Em 1977, a Rede Globo comprou os direitos e começou a produzir, em conjunto com a TV Educativa, Sítio do Picapau Amarelo. Essa versão foi um imenso sucesso até ser cancelada em 1986.

    A Globo produziu uma nova versão do Sítio em 2001, até ser cancelada em 2007 devido à baixa audiência e repercussão negativa da última temporada. Uma série de animação foi lançado em 2012, produzida pela Globo e Mixer, baseada no livro Reinações de Narizinho. Foi exibida pelo Cartoon Network e pelo Boomerang até 2016. Esses filmes e séries marcaram mais de uma geração.

    Em 2022, um novo filme será lançado, prometendo uma nova visão da obra original. 

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    Novo filme

    Sítio do Picapau Amarelo ganhará um filme live-action com direção de Fabrício Bittar (Bugados). A estreia de De Volta ao Sítio do Picapau Amarelo deve acontecer em 2022. 

    Bittar assina o roteiro ao lado de Jim Anotsu e contará uma história inédita envolvendo os queridos personagens de Monteiro Lobato, como a boneca de pano Emília, Narizinho e Pedrinho, além de novos personagens. As filmagens devem começar ainda em 2021 e a ideia é apresentar os personagens a uma nova geração, com uma nova roupagem, bem mais atual.

    Veja o primeiro pôster do longa cheio de easter eggs:

    Sítio do Pica-Pau Amarelo