Mortal Kombat ainda é o melhor filme baseado em games; entenda

O primeiro longa de Mortal Kombat completa 25 anos da sua estreia no Brasil

29/09/2020 09h00

Por Alexandre Dias

As adaptações de games nos cinemas têm altos e baixos. Embora filmes como Sonic - O Filme mostram que a qualidade está cada vez maior, o auge dentre essas produções ainda é Mortal Kombat, primeiro filme inspirado no jogo de luta clássico.

Lançado há exatos 25 anos no Brasil, o longa de 1995 continua ótimo e, apesar de ser um fruto do estilo da década 90, consegue transmitir as melhores qualidades do game para as telas. 

Entenda como o filme segue como uma das melhores adaptações de games para os cinemas: 

Clima do game

Os criadores de Mortal Kombat, Ed Boon e John Tobias, conseguiram diferenciar a franquia do principal concorrente, Street Fighter, pela violência extrema. Inclusive, essa característica se desenvolveu depois com elementos cada vez mais sangrentos, o que o novo longa inspirado no jogo promete recuperar. 

A adaptação de 1995 não possui esse nível elevado de violência, mas consegue trazer o clima do jogo para a trama. Primeiramente, porque os longas de luta ainda estavam em alta, principalmente por causa de Jean-Claude Van Damme - diga-se de passagem, a maior inspiração para a criação de Johnny Cage. E mesmo com uma classificação indicativa menor, Mortal Kombat tem os seus momentos chocantes, como o assassinato do irmão de Liu Kang (Robin Shou). 

A própria estrutura narrativa dos anos 90, com frases, poses e trilhas sonoras de efeito, migra do game para o longa de Paul W. S. Anderson. Como não lembrar do tema clássico, por exemplo, que até hoje empolga os fãs da saga. 

Personagens

Assim como o tom do filme acerta ao ser fiel ao game, os personagens seguem o mesmo caminho. Ou pelo menos a maioria deles. O trio principal - Liu Kang, Johnny Cage e Sonya Blade - utiliza a estrutura clássica de "amigos em uma jornada perigosa" de forma acertada. Como nos games, Liu é um aluno em aprendizado, Cage (Linden Ashby) é um garanhão fracassado mas corajoso e Sonya (Bridgette Wilson-Sampras) é explosiva e determinada. 

Christopher Lambert também encarna a sabedoria de Raiden, ainda que acrescente algumas piadas ao Deus do Trovão. Cary-Hiroyuki Tagawa é outro talismã da trama, com um Shang Tsung impiedoso.

Os deméritos realmente estão em Scorpion (Chris Casamassa) e Sub-Zero (François Petit). Eles se limitam a capangas de Tsung; de fato, isso acontece nos games e a respectivas lutas deles com Cage e Kang são ótimas. No entanto, é impossível não sentir a falta da grandeza deles trabalhada no filme.

Lutas

O filme é repleto de artistas marciais, como Shou, então as lutas fazem jus às habilidades dos personagens. Em nenhum momento parece que estamos diante de pessoas que não sabem o que estão fazendo. Johnny Cage é o melhor exemplo disso; na luta com Goro (Kevin Michael Richardson), ele utiliza um golpe diretamente influenciado de O Grande Dragão Branco.

Aliás, referências como essas são um acalento para os fãs do game. Liu, por exemplo, traz a sua série de chutes no ar. De fato, há o respeito para com o jogo misturado a um visual plausível para os espectadores. 

Os cenários também são boas provas disso. Cada um transmite um clima da luta. Quando Liu enfrenta Kitana (Talisa Soto), eles estão na praia durante o dia, porque ela quer fazer uma aliança com ele. Já quando o protagonista confronta Shang Tsung, estamos diante de um covil assustador, pois é o clímax do longa. 

Infelizmente, a qualidade de Mortal Kombat não se estendeu para a sequência de 1997, Mortal Kombat 2: A Aniquilação. A esperança é de que a nova adaptação, que chega aos cinemas em 2021, consiga essa proeza. Enquanto isso, a produção de Paul W.S. Anderson segue como a melhor dentre as adaptações de games. 

 

Nesta matéria você leu sobre: Mortal Kombat, Sonic - O FilmeJean-Claude Van Damme, O Grande Dragão Branco.

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