cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    Se você gosta de Os Simpsons, precisa ver (Des)encanto na Netflix

    A série do mesmo criador estreou terceira temporada na plataforma
    Por Juliana Varella
    13/01/2021 - Atualizado há 3 meses

    Universo medieval representado com muito humor! (Des)encanto, série da Netflix lançada em 2018, se tornou um dos maiores sucessos da plataforma. Não por menos já que a atração foi criada por Matt Groening, a mente brilhante por trás de Os Simpsons, uma das séries mais importantes da cultura pop.

    A comédia satírica ambientada num universo medieval, mas cheia de referências à vida contemporânea, estreou sua terceira temporada hoje (15) na plataforma.

    (Des)encanto

    Nas primeiras temporadas da atração acompanhamos a princesa Bean, uma jovem com espírito livre que sofre com a ideia de um casamento arranjando. Ela não quer, é claro, pois sabe que dizer "sim" será sinônimo de perder a liberdade para sempre e viver o resto de sua vida num estado de "gravidez permanente". 

    Na nova temporada, Bean vai precisar se virar para escapar de algumas tramoias reais, além de mistérios cada vez mais profundos que envolvem as brigas pelo governo de Dreamland, reino onde vive.

    Se você ainda não começou sua maratona, confira 6 motivos para colocar a série na sua lista:

    1. Dos criadores de Os Simpsons

    Quase nem precisamos dizer que (Des)encanto é do mesmo Matt Groening que nos trouxe uma das séries mais populares dos últimos trinta anos: se o traço não denunciasse, certamente o humor sarcástico e sincero faria o serviço. A série é diferente do clássico em muitos sentidos (o próprio humor é um pouco mais "comportado" e apela menos para a ignorância dos personagens), mas a essência está ali e nos dá a certeza de que qualquer evento importante no mundo atual será lembrado em alguma esquete certeira.

    Continua após o anúncio

    2. Game of Thrones encontra Trolls, que encontra os romances medievais, que encontra o século XXI

    Apesar das semelhanças com Os Simpsons, (Des)encanto tem um universo bem particular. À primeira vista, o cenário e alguns personagens lembram o mundo de Game of Thrones. Porém, com uma história mais otimista e mensagens mais positivas, o tom acaba se aproximando mais dos clássicos de capa-e-espada, com um pouco de misticismo misturado a intrigas de trono e casamentos arranjados entre príncipes e princesas. Outras referências que ajudam a compor o reino são a animação Trolls (que parece dar a inspiração para o personagem Elfo e seus colegas felizes), a outra animação famosa de Groening, Futurama, e o cenário feminista do século XXI, que coloca todo aquele pensamento medieval sob uma perspectiva moderna.

    Vista do castelo da série (Des)encanto

    3. Adolescência e rebeldia

    Além dos temas mais óbvios de feminismo e crítica social, a série também trabalha com muita honestidade a questão da adolescência, já que sua protagonista é uma jovem que, às vésperas de um casamento arranjado, só quer saber de festejar, beber, dar uns amassos com vikings desconhecidos e fazer coisas proibidas. A relação dela com o pai, o rei, também ajuda a conduzir a série.

    4. Um demônio de estimação

    Um dos personagens mais interessantes da série é o demônio Luci: uma criaturinha que parece uma mistura de gato e sombra e que acompanha a princesa Bean desde o primeiro episódio. Ele promete estar com ela para sempre e, apesar de isso parecer uma ameaça, a verdade é que ele é seu melhor amigo e se preocupa mais com ela do que qualquer ser humano (ou elfo). Junto com o Elfo, aliás, ele assume a função de "consciência" (eles são como o "anjinho" e "diabinho" no ombro da princesa), mas também vale vê-lo como o lado obscuro que existe em todos nós e que, às vezes, precisa ser abraçado.

    Continua após o anúncio

    5. Um espelho (crítico) do nosso tempo

    Como Os Simpsons, (Des)encanto também se constrói sobre as pequenas e grandes discussões do mundo real - como o feminismo, o racismo, as religiões, a relativização de praticamente tudo. A diferença, além do tom, é que a nova série parece mais adequada ao nível de tolerância do público atual e à seriedade dos temas abordados, já que o humor, apesar de ácido e rápido, vem quase sempre acompanhado de alguma reflexão por parte dos personagens.

    6. Episódios curtinhos

    O melhor de tudo é que cada episódio da série tem cerca de 30 minutinhos. Ou seja, dá para assistir enquanto você espera uma visita chegar, enquanto assa um bolo ou só para relaxar um pouco antes de pegar no sono. O perigo, já aviso, é você viciar e não querer parar mais

    Trailer