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    Mulher-Maravilha 1984 é uma história de amor, diz Chris Pine em entrevista exclusiva

    Conversamos com o ator sobre seu retorno como Steve Trevor
    Por Daniel Reininger
    16/12/2020

    Mulher-maravilha 1984 chegou, finalmente, e se consolidou como o melhor filme de 2020. Entre muitas novidades e retornos, o mais esperado momento é a volta de Steve Trevor, vivido por Chris Pine (Star Trek). 

    Ambientada nos anos 80, a trama traz dilemas já vistos no filme anterior, além de novos fatores trazidos por essa conturbada época, como crescimento financeiro antes de um grande colapso e a Guerra Fria. Um desses desafios estará representada na figura de Maxwell Lord (Pedro Pascal), um executivo inescrupuloso e um dos antagonistas.

    Para saber mais sobre a volta de Trevor nesse contexto e também sobre o filme, conversamos com o ator.

    Confira nosso bate-papo exclusivo:

    Sabendo do destino de Steve Trevor no primeiro filme, o quão surpreso você ficou quando Patty o chamou de volta para interpretar o personagem no novo filme?

    CHRIS PINE: Não fiquei tão surpreso. No final do primeiro ela meio que contou que ela havia pensado em uma maneira interessante de voltar no segundo. Então, eu estava ciente desse retorno, e quando ela explicou tudo, eu estava animado para voltar!

     

    Tendo interpretado o personagem antes, o que o animou em retornar e que achou que poderia fazer de forma diferente desta vez?

    CHRIS PINE: Bem, o que foi divertido é que o comportamento do personagem era completamente diferente do primeiro filme. No original, eu interpretei um veterano de guerra cansado do mundo, exausto, um pouco cínico sobre a humanidade ... um homem que tinha visto muito em sua vida. Na sequência, Steve está com os olhos arregalados, curioso e animado - em muitos aspectos, como Diana estava no primeiro - então achei uma ótima inversão de papéis e logo soube que poderíamos nos divertir com essa mudança.

    Chris Pine retorna como Steve Trevor em Mulher-Maravilha 1984

     

    Ele se torna o peixe fora d'água dessa vez?

    CHRIS PINE: Sim e achei que seria algo bom para o público, a diversão, os opostos os atraem no primeiro e quer que ver esses dois personagens juntos. E então eles finalmente se beijam. Neste filme, você sabe que eles se amam, então você não tem a mesma dinâmica, mas o que é realmente divertido é que você consegue vê-los de formas completamente diferentes de como os conhecemos 60 anos antes. Foi muito divertido.

     

    Diana passou todas essas décadas sentindo falta de Steve e ansiando pelo seu retorno e, de repente, aqui está ele, mas ele faz ideia do que ela passou nesse tempo. Isso muda um pouco a dinâmica.

    CHRIS PINE: Muda a dinâmica e o que acho ótimo sobre essa franquia é que, pelo que eu vejo recentemente, é o único filme de super-herói cujo ponto central é um romance, é uma história de amor. Isso é o que sempre me interessou: não tanto a ação, porque meu personagem é humano e não sobre-humano - eu dei muitos socos e fui atingido várias vezes - mas eu realmente gostei do fato de que este era um filme de romance de grande orçamento embrulhado em um filme de ação. É, no fundo, uma grande história de amor.

     

    O que você acha que Steve pensa sobre este novo mundo em que ele entrou? Ele era um piloto, mas os aviões eram muito diferentes na época, assim como a tecnologia e assim por diante. Deve ser incompreensível para ele. Como você entrou nisso?

    CHRIS PINE: Eu joguei todos os tipos de admiração e surpresa e em diferentes níveis de fazer isso com humor. Foi estranhamente muito mais difícil de jogar esta versão do que na primeira, porque como você finge não ter visto o avião antes? Como seria isso? Qual é o "como se" aí?

     

    O que você acha que Steve pensa sobre este novo mundo? Ele era um piloto, mas os aviões eram muito diferentes na época dele, assim como a tecnologia e a cultura. Deve ser incompreensível para ele. Como você encarou essas questões?

    CHRIS PINE: Eu interpretei todos os tipos de admiração e surpresa e em diferentes maneiras de fazer isso com humor. Foi estranhamente mais difícil interpretar esta versão de Steve do a primeira, porque como você finge não ter visto o avião antes? Como seria essa reação?

     

    Esse foi o trabalho de Gal Gadot no primeiro filme.

    CHRIS PINE: Certo. E então eu entendi o quão difícil era. Comecei a confiar em Patty para ajudar a modular o quanto ela queria que eu ficasse maravilhado, surpreso, animado, feliz ou até mesmo amedrontado. Tipo, como você reage a um breakdancer? É muito legal ou parece uma forma perigosa de artes marciais? Tudo se torna objeto de fascínio e comédia. Uma torradeira, um aquário, uma bicicleta ergométrica, uma escada rolante.

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    Chris Pine retorna como Steve Trevor em Mulher-Maravilha 1984

     

    Patty Jenkins e suas equipe criativa fizeram um trabalho tão bonito voltando aos anos 80, com cenários, figurinos e todo o visual, isso te rendeu um pouco de nostalgia?

    CHRIS PINE: Muito, sim. Aquele shopping parece com os shoppings daquela época. Eu cresci no Valley of Los Angeles e tínhamos a Sherman Oaks Galleria, onde filmavam exteriores de Valley Girl. Isso é o divertida em filmes dessa escala, você tem o melhor do melhor, então tudo parece ótimo e real e o design de produção é simplesmente incrível e os figurinos também.

     

    O filme não apenas mostra os anos 80 visualmente, mas também é um reflexo da sociedade, mostra o tipo de pessoa que éramos, nossa humanidade - ou a falta dela. A mentalidade daquela época foi algo interessante de vivenciar?

    CHRIS PINE: Minha memória obviamente é da pré-adolescência. É uma época de ótimas lembranças, cheias de beisebol e assistindo a filmes como Gatinhas & Gatões com minha irmã, Duran Duran tocando no carro, tentando ver o U2 no Fórum. Já adulto e culto, sei que no final dos anos 70 o Presidente Carter fez este famoso discurso sobre a dependência do petróleo estrangeiro e a crise da dívida dos EUA. Então Reagan chega e é sobre "A Cidade Brilhante na Colina" e compra, compra, compra, você pode pagar por isso mais tarde e todos nós sabemos aonde isso leva. Sim, os anos 80 parecem ser o ápice da América pós-Segunda Guerra Mundial, a hegemonia americana. Este filme pergunta, a que custo?

     

    E o público vê tudo isso pelos olhos da Mulher-Maravilha, que ama e acredita na humanidade e tem certeza de que ela pode ser salva. Essa é, eu acho, a visão diferente que você tem quando vê o ser humano pelos olhos de uma personagem como ela.

    CHRIS PINE: Uma das coisas que realmente acho que faz da Mulher Maravilha um ótimo modelo para qualquer um é que, como super-herói, seus maiores pontos fortes são a compaixão e o amor. As mulheres são os seres que dão vida e essa é uma das maiores forças das mulheres no planeta Terra. Acho que exaltar esses valores, dizer que devemos ter grande respeito por essas forças sobre-humanas de profundo amor, empatia e compaixão e ter respeito por elas é maravilhoso. O objetivo da Mulher Maravilha não é a retribuição, seu objetivo não é a destruição. Neste filme, as falhas mais profundas dos bandidos são todas as nossas maiores falhas. É o que todos nós temos: inseguranças, solidão, sensação de que nunca temos o suficiente. Portanto, há uma humanidade profunda no centro desta história e da personagem.

     

    Você, Patty e Gal já estabeleceram uma ótima relação no primeiro filme. Para os vilões, Barbara e Max Lord, chegam ao elenco Kristen Wiig e Pedro Pascal. Como foi essa dinâmica?

    CHRIS PINE: Fácil, e isso é crédito da Patty, que torna a vida de todos mais fácil com um bom elenco. E este é um conjunto que funciona bem para pessoas que gostam umas das outras fora das câmeras, e Kristen traz uma quantidade incrível de humor, obviamente, e uma grande capacidade de compreensão, e também, eu acho, uma fisicalidade incrível. É um lado dela que ela não mostrou antes e espero que as pessoas estejam realmente animadas com isso. E então o personagem de Pedro, Max Lord, é interpretado lindamente de forma ampla, brilhante e tecnicolor, uma capacidade de ser real, mas não real ao mesmo tempo. Ele está se divertindo, mas também traz uma profunda humanidade e você vê que ele é um homem realmente sofrido. Portanto, há muitas coisas acontecendo neste novo filme que as pessoas poderão desfrutar.

    Trailer

    Um dos trailers de Mulher-maravilha 1984 mostra algumas cenas divertidas de Steve Trevor (Chris Pine) tentando entender "o futuro" ao lado de Diana. Confira: