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    Muppets: James Bobin conta as dificuldades de trabalhar com bonecos

    Trabalhar com bonecos é muito difícil, diz diretor
    Por Daniel Reininger
    29/06/2014

    Depois do sucesso de 2011, James Bobin retorna para a sequência de Muppets decidido a brincar exatamente com as inúmeras continuações hollywoodianas. O diretor, mais conhecido pela série Flight of the Conchords, seu principal trabalho antes de assumir a franquia cinematográfica dos bonecos, tem a difícil missão de superar o sucesso do filme anterior, que faturou US$ 165 milhões pelo mundo e foi muito elogiado pela crítica.

    Os bons resultados alcançados com os Muppets o colocou à frente de outra grande franquia voltada para o público infantil. Trata-se da continuação de Alice No País Das Maravilhas, Through the Looking Glass, que chega aos cinemas em 2016. Bobin fala um pouco sobre tudo isso em nossa entrevista exclusiva.

    Confira:

    Como foi retornar para a sequência Muppets 2: Procurados E Amados?

    Foi ótimo! Foi como rever os amigos. Na verdade, nunca cheguei a deixar a série, quando estava divulgando o primeiro comecei a escrever o segundo e já estava envolvido novamente. Mas quando você está filmando tudo muda e a sensação é incrível, afinal o set dos Muppets é um dos lugares mais divertidos em que você pode estar.

    Quando você decide escrever o roteiro, o que cria primeiro? As cenas de ação e dança ou a história?

    História, história, história, história. (risos) É preciso criar uma trama interessante e depois pensar nas cenas de ação, dança e músicas. Além de pensar na maneira como tudo vai funcionar. Sem uma história que realmente seja capaz de carregar o filme adiante não é possível fazer algo divertido e bem construído.

    A importância das músicas em Muppets é enorme. Como foi o processo de composição das cancções para este filme?

    Tive grandes colaboradores, Nicholas Stoller e Christophe Beck. Stoller escreveu o filme comigo então pensávamos juntos como a música poderia funcionar com cada cena. Primeiro criávamos a base e começávamos a ter ideias de como encaixar as piadas e canções, afinal a música precisa ser parte da história para fazer sentido. E trabalhar com eles era muito divertido, o que era um bônus.

    + Leia a entrevista com Kermit, o Sapo

    + Leia a crítica de Os Muppets

    Qual é a sua cena favorita do filme?

    Bem, tem uma cena que Rick Gervais retorna ao teatro dos Muppets e diz a Constantine que os Muppets sabem que há algo errado com ele. Constantine também já sabe que foi descoberto e aparece tricotando, pois faz isso quando está nervoso. Acho essa cena muito engraçada, pois ali está um terrível criminoso que decide tricotar calmamente em seu momento de maior tensão.

    O filme conta com um casamento dessa vez. Fale um pouco sobre esse momento épico.

    Os Muppets possuem uma das histórias de amor mais marcantes do século e por isso já tiveram um casamento antes, em @mu Muppets invadem Manhattan, mas o final nunca deixa claro se eles casaram ou não. Desta vez, achamos engraçado dar à Miss Piggy o que ela sempre quis, mas não da forma como ela queria. Achamos divertido brincar com isso e uma das melhores músicas fala sobre como algo tão certo pode parecer tão errado e foi com esse tema que brincamos com a união de Kermit e Miss Piggy.

    Falando nisso, qual dos filmes anteriores, você considera parte das suas histórias? Quais estão em continuidade com Muppets 2: Procurados e Amados?

    Obviamente o primeiro filme é fantástico, pois foi o primeiro a tirar os Muppets do palco e colocá-los em situações da vida real e amo essa ideia. Mas cada história sempre foi separada em relação à outra, não existe uma continuidade oficial, o que existe é um método, uma forma de trabalhar e mostrar esses personagens tão amados. Mas, pra mim, o mais importante sempre foi recuperar o clima do primeiro filme, colocar os personagens em situações reais e diferentes, pois dessa forma que me lembro de tê-los visto quando criança e é isso que quero passar para a nova geração.

    Como é sua relação no set com os manipuladores dos bonecos dos Muppets?

    Eles fazem esses personagens há muito tempo e têm opiniões muito fortes sobre como eles devem agir. Eu seria louco se não ouvisse o que eles têm a dizer. Trabalhar com bonecos é muito difícil, demora e é muito bom fazer isso com especialistas que, além de tudo, são grandes amigos, pessoas com quem podemos nos divertir em qualquer situação.

    Antes de dirigir os filmes da franquia, qual era o seu Muppet favorito?

    Quando era criança, gostava dos personagens que faziam pequenas aparições ou eram obscuros. Gostava muito do Uncle Deadly, adorava a cara de mal dele, tipo a de um dragão de cor azul. Era realmente meu favorito e adorava aquele jeito dele.

    E agora?

    Agora, tenho que dizer que é o Kermit, o Sapo. Ele tem o mesmo trabalho que eu, precisa dirigir uma série de pessoas para garantir que tudo dê certo e passei a respeitá-lo ainda mais por isso, gosto de dividir a profissão com ele.

    Como era o clima no set, especialmente com a presença de tantos grandes atores e celebridades?

    Extremamente divertido. O set dos Muppets é um lugar ótimo para se estar. Esse clima é o que faz atores e atrizes renomados quererem fazer participações especiais no filme, pois é um trabalho relativamente curto, coisa de dois dias, e eles têm a chance de se divertir, fazer piadas, levar os filhos para conhecer os Muppets. É um clima maravilhoso que contagia qualquer um.

    O seu futuro imediato não se trata de Muppets e sim da continuação de Alice no País das Maravilhas. Como está a produção de Through the Looking Glass?

    A produção segue de forma fantástica, estou muito empolgado com o filme. Tudo que vi até agora me deixa tranquilo de que estamos no caminho certo para ampliar a história de Alice e também introduzi-la a novos públicos. As coisas estão fluindo muito bem e devemos ter novidades para vocês em breve.