cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    Nada Ortodoxa: Conheça a série da Netflix de auto-descoberta

    A produção alemã é baseada no livro de memórias de Deborah Feldman
    Por Alexandre Dias
    28/04/2020

    Nada Ortodoxa é uma das produções originais da Netflix mais comentadas do momento. A minissérie alemã traz uma série de discussões importantes nos seus quatro episódios, além de um arco impressionante da protagonista. 

    A história mostra uma jovem judia de uma família muito ortodoxa dentro da religão em questão. Não suportando mais a ideia de um casamento arranjado e o seu ambiente conservador em Nova York (EUA), ela foge para Berlim (ALE), onde vai descobrir uma novo mundo interno e externo. 

    O projeto faz parte do grupo de produções internacionais renomadas do catálogo da Netflix, como Milagre Na Cela 7, O Poço e La Casa de Papel. E assim como essas, tem uma proposta muito bem definida dos efeitos e questionamentos a se causar no público. 

    Por isso, vamos destrinchar a minissérie para aquecer a sua maratona: 

    Adaptação

    A série é baseada no livro Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots, de Deborah Feldman. A obra retrata as suas memórias, portanto a minissérie da Netflix, mais do que uma adaptação, é uma história baseada em fatos reais. 

    O best-seller de 2012 não garantiu a Feldman apenas o direito de uma adaptação na plataforma de streaming, mas sim de ser parte dessa nova criação, ainda que não de forma totalmente direta. Um exemplo é dado pela autora em entrevista ao New York Times, quando diz que esteve em contato o figurinista da série para checar a confecção de peças que reproduzem as roupas da linhagem religiosa abordada.

    Religião

    Uma das principais discussões do projeto é, sem dúvda, a religião. O caráter ultraortodoxo do Judaísmo é colocado em cheque por alguém que nasceu naquele meio, não alguém de fora, o que gera um debate muito consistente. 

    Esther Shapiro, a personagem principal, justifica a sua angústia quando está prestes a ir para a Alemanha dizendo "Deus esperava muito de mim". Ou seja, o discurso da história procura explorar o papel transcendental do ser humano, do mesmo modo que a visão do indivíduo sobre o Transcendente. 

    Auto-descoberta

    Esther não só começa uma nova vida em Berlim, como também descobre a imensidão do mundo. O conhecimento nunca havia sido parte da vida dela, porque tudo o que ela podia aprender vinha por meio de conceitos já formados. 

    Há um tom existencialista nessa jornada, algo que a série não deixa de lado. Quando ela descobre o mar, uma festa ou um grupo musical, o seguimento da sua trajetória é moldado do seu jeito. Logo, há uma discussão intimista na trama sobre identidade que, apesar de ser focada em uma personagem específica, pode tocar qualquer pessoa.

    Equipe 

    A protagonista é interpretada por Shira Haas, atriz nascida em Israel que já atuou em filmes como O Zoológico de Varsóvia - com Jessica Chastain - e Maria Madalena - com Joaquin Phoenix e Rooney Mara. 

    A criação de Nada Ortodoxa é de Anna Winger, que produziu a série Deutschland 86. A direção ficou a cargo de Maria Schrader; além de ter atuado em Deutschland 86, o seu trabalho como diretora pode ser visto em filmes como Stefan Zweig - Adeus, Europa e Liebesleben.

    Bastidores

    A Netflix também disponibilizou o making of de Nada Ortodoxa no seu serviço. O material de 21 minutos mostra os bastidores das filmagens, além de entrevistas com o elenco e a equipe da minissérie, portanto é uma pedida ideal após todos os episódios serem assistidos. 

    Veja o trailer de Nada Ortodoxa: