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    'O Beco do Pesadelo' aterroriza com maior dos monstros: a humanidade

    Suspense tem Bradley Cooper, Willem Dafoe, Toni Collete e Rooney Mara no elenco
    Por Daniel Reininger
    27/01/2022 - Atualizado há 4 meses

    O Beco do Pesadelo, suspense com direção do vencedor do Oscar Guillermo del Toro chega aos cinemas retratando seu maior monstro: o ser humano.

    Com chances de levar estatuetas no Oscar 2022, o longa acompanha Stanton Carlisle (Bradley Cooper), um ambicioso trabalhador de um parque itinerante com um talento para manipular as pessoas através das palavras, mas que perde a noção de sua própria realidade em sua busca por fama, poder e dinheiro.

    Trama

    Ambientado na década de 40, Stanton Carlisle (Bradley Cooper) é um homem ambicioso que aprende sobre truques de telepatia com um casal (Toni Collete e David Strathairn) em um parque de diversão itinerante. 

    Neste parque, Stanton conhece Molly (Rooney Mara) e se apaixona por ela. Juntos, eles partem para uma vida mais luxuosa onde irão enganar a elite de Nova York com os truques aprendidos. 

    Em um de seus shows, Stanton conhece Lilith Ritter (Cate Blanchett), uma psiquiatra que o convence a se unir a ela para enganar pacientes e obter dinheiro deles. O que Stanton não imagina é que essa união ambiciosa causará problemas inimagináveis.

    Opinião

    O filme é um moderno filme noir competente, bem diferente dos contos sobrenaturais e de ficção científica típicos de Guillermo del Toro. A brutalidade do homem é o foco no filme. Embora seja lento em algumas partes e sofra um pouco de desequilíbrio entre os atos, o resultado final é mais do que satisfatório.

    Bradley Cooper lida com os problemas de seu personagem com facilidade em uma atuação inspirada, capaz de alternar entre o sinistro e frágil. Mas Rooney Mara e Cate Blanchett (como Molly e Lilith, respectivamente) que mais brilham nessa produção. Você nunca para de torcer por Molly e sua bondade e vale a pena morrer por Lilith como a femme fatale do longa.

    Embora seu tempo de tela seja menor do que o de suas contrapartes, Zeena Krumbein, de Toni Collette, também está muito bem e ajuda o filme a se tornar tanto real, quanto intrigante.

    Seu visual inspirado, com sua paleta de cores escura, e a trama com foco na espiral descendente de loucura e degradação, esse é um longa inspirado, uma homenagem à Hollywood antiga, enquanto trata da angústia existencial.

    É um deslumbre visual com muito suspense, inteligente e, mesmo quando se alonga demais em assuntos que poderia tratar mais rapidamente, é intrigante e nos faz querer saber como tudo vai acabar.  

    Sombrio, é um suspense para se apreciar com tempo e atenção

    Assista

    Esse suspense com elenco estrelado e chance de Oscar merece sua atençã, porque é bizarro, esquisito e traz atuações inspiradas. É um pouco longo demais, mas essa falha pode ser minimizada por conta da atmosfera criada pela obra.

    O longa já está nos cinemas

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