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    O Hobbit: Já assistimos o filme; veja nossas primeiras impressões

    Saiba o que achamos do primeiro filme da nova trilogia de Peter Jackson.
    Por Daniel Reininger
    11/12/2012

    Acabamos de assistir a O Hobbit - Uma Jornada Inesperada, na primeira exibição do filme no Brasil. Depois de anos de espera pela adaptação do livro, que foi meu primeiro contato com a obra de Tolkien, é impossível dizer que não fiquei decepcionado.

    Não por não ser fiel ao livro, exatamente pelo contrário. A decisão de dividir em três filmes um livro de 300 páginas definitivamente pesou para o lado negativo. Uma Jornada Inesperada é extremamente cansativo e parece não ter uma história com começo, meio e fim. Se muita gente já reclamava de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, em O Hobbit a sensação de “não aconteceu nada” é ainda mais intensa.

    Além do mais, Peter Jackson acabou construindo um filme com tom épico exagerado para a aventura dos anões em busca de seu reino – totalmente desnecessário. Sem falar que o cineasta fez uso de todas as fórmulas que deram certo no passado, como a introdução sobre o passado da Terra Média, Gandalf aparecendo no momento exato, lutas com hordas de Orcs, perseguições a cavalo, a chegada a Valfenda, a fuga das Montanhas Nebulosas.

    Isso não significa que o longa seja ruim. A apresentação dos personagens é bem feita, a melhora técnica em relação à trilogia anterior é gritante e os combates (repetitivos, é verdade) magníficos. Martin Freeman está bem como Bilbo, Gandalf continua fanfarrão e os anões adicionam uma dose extra de bom humor à produção.

    Legal mesmo foi ver que os poderes de Gandalf estão infinitamente maiores em O Hobbit do que em O Senhor dos Anéis. Ele faz uso constante de seus poderes e realmente parece um mago em combate e não um guerreiro com chapéu pontudo.

    A aparição de Radagast, o marrom, um dos cinco magos da Terra Média, e a reunião do conselho Branco, formado por Gandalf, Saruman, Galadriel e Elrond, são momentos interessantes que dão um pouco mais de contextualização para o surgimento do Necromante e posteriormente de Sauron, mas quase ficam jogados em meio à trama dos anões.

    Sem dúvida, o primeiro filme desta nova trilogia é feito para fãs. Embora esteja repleto de bons momentos e situações divertidas, o todo é monótono e enrolado. Se essa fosse a versão estendida de O Hobbit, tudo bem, mas essa é a cópia comercial e, se mesmo eu que sou fã queria algo mais curto e direto, posso apenas supor que conquistar novos públicos pode ser um desafio para a nova aventura de Peter Jackson.

    Ainda assim, como bom fã de Tolkien, voltarei ao cinema para ver um pouco mais da aventura, conhecer a polêmica versão a 48 quadros por segundo e dar outra chance para a nova trilogia. Aliás, de fato as últimas cenas conseguem deixar o espectador curioso para o segundo filme - garantia de belos números nas bilheterias também para a continuação. Fique ligado para a nossa crítica que entra no ar em breve.