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    O que o ano de 2021 provou sobre o universo das series?

    Ano foi marcado pela mudança de paradigmas da televisão
    Por Da Redação
    25/12/2021 - Atualizado há 6 meses

    2021 talvez tenha sido um dos anos mais atípicos da televisão em muito tempo. Mas não, não estamos falando sobre a pandemia.

    E sim, sobre uma nova tendência que tomou um espaço — e tanto — nas telinhas: a falta de anti-heróis. Quer dizer, eles ainda estão pelas variadas produções disponíveis na TV a cabo ou nas plataformas de streaming. O que mudou, no entanto, foi a sua caracterização. 

    Os "homens difíceis" deram espaço para mulheres difíceis e homens nem-tão-difíceis-assim. 

    Mudança de paradigmas

    Fazia um tempo que a televisão era inundada de anti-heróis. Pense em Mad Men, Breaking Bad, Dexter, House of Cards, e tantas outras produções. Para saber se um título para a telinha era bem-quista pelo público e crítica, bastava a trama se concentrar em um homem branco, complicado e tomava decisões complicadas.

    Esse arquétipo vinha dominando a televisão nos últimos anos, mas parece que — finalmente — deu uma descansada. Se pensarmos nas maiores histórias de sucesso da televisão em 2021, temos Round 6, Wandavision, The White Lotus, entre outros. 

    O que todas essas têm em comum: a falta de um homem branco predominante que parece ter virado regra graças ao sucesso das produções mencionadas no primeiro parágrafo.

    Ao invés disso, a televisão abriu espaço (e coração) para outros tipos de personagens. Homens frágeis e sobreviventes, como Ted Lasso (personagem-título da produção aclamada e cheia de prêmios da Apple TV+), ou Gi-hun, de Round 6

    Acima disso, o modelo de personagem que fez tanto sucesso foi subvertido e ficou com elas. Isso mesmo, agora, as mulheres estão enchendo as telinhas com seus dilemas morais (e amorais) cheios de complexidas.

    Séries como Hacks (HBO Max), Kevin Can F*** Himself (Prime Video), American Crime Story (Star+), Mare of Easttown (HBO Max) e Physical (Apple TV+) vêm dominando o público e a crítica, além de dar mais espaço para o "sexo mais frágil". Ou melhor, o ex-sexo frágil. 

    Wandavision, série da Disney+Reprodução

    Ainda não sabemos se isso se trata de uma quebra de paradigmas ou apenas mudança temporária. Mas isso acontece de tempos em tempos, em Hollywood: uma espécie de produto X faz sucesso e sua fórmula é replicada até cansar. 

    Foi assim com remakes e reboots, com os anti-heróis. Será que agora é a vez das mulheres difíceis? Tudo bem que elas nunca estiveram longe da TV, até quando as séries protagonizadas por Walter White (Breaking Bad) e Don Draper (Mad Men) estavam no auge, elas também estavam por lá — mas em menos escala e destaque —, como em Nurse Jackie e Weeds

    O que mudou agora é o tamanho do seu impacto e alcance. Algumas das produções mais aclamadas e respeitadas deste ano foram praticamente todas concentradas em mulheres fortes — ou fracas —, como as citadas anteriormente. 

    Essa possibilidade de dar mais espaço às mulheres, dentro ou fora das telas, seria como uma lufada de ar fresco. O resto é torcer para que mais mulheres consigam espaço na televisão.

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