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    O que você assistiu na quarentena pode mudar sua forma de amar

    Vai escolher buscar o amor verdadeiro, fugir de relacionamentos ou se jogar no novo?
    Por Da Redação
    26/04/2021 - Atualizado há 3 meses

    Se algo mudou durante a quarentena foi o amor - e como as pessoas encaram o assunto. Desde março de 2020, o que não faltou foram histórias variadas: casais que romperam depois de anos, outros que ficaram noivos em tempo recorde, pessoas que reavaliaram seus ideais de relacionamento e por aí vai. Mas essas mudanças e tendências não vieram sozinhas, uma vez que inúmeras são as produções que pipocaram com temas similares, sendo influenciadas e influenciando o movimento. 

    Independente do caso, vale conferir as principais tendências para o amor e as produções que exploram os temas com perfeição.

    Amor e MonstrosReprodução

    Busca pelo amor verdadeiro

    Se amar já era difícil, em tempos de quarentena tornou-se ainda mais complexo. Devido à dificuldade e aos riscos envolvidos nos encontros presenciais, aplicativos de namoro explodiram, chegando a crescer mais de 50% desde o início da pandemia. De fato, eles são uma das únicas formas disponíveis para conhecer pessoas novas, mas até a dinâmica deles mudou.

    O que antes era uma conversa rápida que já levava a um encontro, hoje toma um ritmo bem mais lento. As pessoas estão muito mais seletivas, valorizando mais o intelectual do que o físico. Nesse contexto, é possível que um bate-papo dure meses antes do primeiro encontro presencial - o que, por si só, é um marco no relacionamento. Em outras palavras, quem busca um amor durante a pandemia quer ter certeza que o interesse romântico da vez vale a exposição ao risco.

    Se você é uma dessas pessoas que já pensou em se sacrificar para encontrar um grande amor, é possível que não só a pandemia tenha influenciado suas ações, mas algumas produções também. Uma delas é o filme que estreou recentemente na Netflix, Amor e Monstros. No longa, o mundo foi dominado por monstros que habitam a superfície, enquanto o resto da humanidade se refugiou em comunidades no subsolo. Depois de sete anos desde que esse apocalipse começou, Joel (Dylan O’Brien), reconecta-se via rádio com a ex-namorada, que está a mais de 130 km de distância. É quando ele decide ir até ela e enfrentar o que vier pelo caminho. Se trocarmos os monstros pelo coronavírus a semelhança fica bem clara, não?

    Aplicativos e almas gêmeas

    Ao mesmo tempo, o crescimento dos aplicativos de namoro e a promessa de encontrar o amor verdadeiro com a ajuda de algoritmos também é uma narrativa que encontrou seu lugar na ficção. É aqui que séries como Soulmates, da Amazon Prime, e The One, da Netflix, brincam com as possibilidades do futuro - e fazem muitos sonharem com elas. Se você não conhece nenhuma das duas, saiba que elas têm premissas similares.

    Em Soulmates somos apresentados a um futuro próximo em que é possível fazer um teste de DNA e descobrir quem é a sua alma gêmea. Cada episódio da série trata de personagens e histórias diferentes, explorando os efeitos que tal descoberta poderia causar aos relacionamentos. Já em The One é quase igual: com um fio de cabelo as pessoas descobrem com quem são mais geneticamente compatíveis. A mudança na produção da Netflix é o desenvolvimento de um caso de mistério quando um homem que usou o serviço morre.

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    Todas as mulheres do mundo | Trailer oficial

    Adeus ao tradicional

    Outra tendência forte observada com a chegada da pandemia é uma mudança em relação a como os relacionamentos se configuram. A aposta é que a individualidade fique cada vez mais aflorada, fazendo com que as pessoas se prendam menos umas às outras. Consequentemente, relacionamentos abertos ou casinhos sem compromisso podem ser uma opção mais interessante e mais comum depois da pandemia… e o que não faltam são séries que exploram a temática.

    Uma delas é a You Me Her, disponível na Netflix, que conta a história de um casal que está com uma vida amorosa entediada. Para apimentar a relação, Jack (Greg Poehler) e Emma (Rachel Blanchard) optam por abrir o relacionamento, incluindo Izzy (Priscilla Faia) na jogada. Em um primeiro momento, tudo parece funcionar, mas as coisas desandam quando um deles se apaixona.

    Outra é Todas As Mulheres do Mundo, disponível na Globoplay, na qual o protagonista Paulo (Emilio Dantas) tem um problema: ele se apaixona muito rápido e se envolve com inúmeras mulheres ao longo da sua vida. A situação parece mudar quando ele conhece Alice (Sophie Charlotte), uma bailarina e professora de dança que parece ser a mulher ideal - mas será mesmo?

    Enquanto a onda de relacionamentos abertos e da famosa pegação prometem explodir assim que a pandemia acabar, nesse meio tempo surgiu também o extremo oposto - o das pessoas que passaram a ter medo de relacionamentos.

    Medo de relacionamentos

    Sem dúvida, a paquera ficou tão complicada durante a quarentena que já tem muita gente desenvolvendo um certo pavor a relacionamentos. É o chamado F.O.D.A: Fear Of Dating Again, que em tradução literal significa medo de namorar novamente. Pode parecer surreal, mas vários especialistas já comentaram sobre essa que promete ser uma verdadeira fobia para muitas pessoas por aí.

    Para explicar melhor, esse medo decorre da quantidade de tempo em que estamos de quarentena. O isolamento faz com que a falta de prática de paquerar e o medo de se infectar pelo coronavírus (ou outras doenças), desenvolva uma verdadeira aflição de se relacionar novamente. Afinal, onde seria possível se encontrar? Se isso acontecer, é permitido tirar a máscara? E encostar na mão? Também, ter uma conversa olho a olho depois de meses pode deixar qualquer um desconcertado, já que não será possível desligar a câmera ou o áudio como nas chamadas de vídeo.

    Os desdobramentos dessa tendência ainda não estão claros, mas sem dúvida faz pensar se as pessoas optarão por se relacionar com máquinas ao invés de outros humanos. Nesse caso, é impossível não pensar que poderemos enfrentar um futuro em que o filme Her seja uma realidade corriqueira. Não assistiu? Saiba que o longa conta a história de Theodore (Joaquin Phoenix), um escritor que, enquanto procura superar uma decepção amorosa, acaba se apaixonando pelo sistema operacional do seu computador. O longa está disponível na Amazon Prime Video.

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