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    Assistir 'Onde os Fracos...’ depois de 14 anos é ainda melhor; entenda

    Clássico foi escrito e dirigido pelos sempre criativos irmãos Ethan e Joel Coen
    Por Daniel Reininger
    01/02/2022 - Atualizado há 4 meses

    Uma mala cheia de dinheiro, um homem comum, um punhado de criminosos, sarcasmo e cinismo. Esses são os elementos básicos ideais para esse clássico escrito e dirigido pelos sempre criativos irmãos Ethan e Joel Coen: Onde os Fracos Não Têm Vez, um filme que fica cada vez melhor confirme  tempo passa.

    No aniversário do longa, relembre esse ganhador do Oscar:

    O filme

    O longa se passa nos anos 80 e o caladão Llewelyn (Josh Brolin), ao caçar veados em pleno deserto, se depara inadvertidamente com um cenário de guerra: cinco camionetes abandonadas, dispostas quase em círculo, praticamente a mesma formação que as antigas carroças dos pioneiros usavam para se defender dos ataques indígenas, com cadáveres ensangüentados, incontáveis buracos de bala e um carregamento de drogas.

    Há apenas um sobrevivente, agonizante. Astuto, Llewelyn liga os pontos e logo chega ao fator decisivo que desencadeou todo aquele massacre: uma mala entupida de dólares. Achado não é roubado. 

    Tudo ia bem, se não fosse pelo fato de que Chiguhr (Javier Bardem), um psicopata completamente enlouquecido que mata suas vítimas com uma potente arma de ar comprimido, também estar procurando o dinheiro. No meio deste jogo mortal de gato e rato está a figura enigmática do xerife Bell (Tommy Lee Jones), um homem calejado que parece já ter visto de tudo na vida.

    Narrativa única

    O diferencial de Onde os Fracos Não Têm Vez está na forma pela qual a história é contada. Mais uma vez, com personagens fascinantes que trafegam livremente pela finíssima linha que divide a lei da marginalidade, vida da morte, o sucesso absoluto do ostracismo total. E sempre com a marca registrada dos irmãos, o cinismo.

    Seu ritmo é contemplativo, sem pressa e quase nunca recorre à trilha sonora. Além disso, os diálogos são fascinantes.

    O filme ganhou quatro prêmios Oscar em 2008, foram eles os de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado e melhor ator coadjuvante (Javier Bardem).

    Assista

    O filme é belo, com estética faroeste fazendo muito sentido para a história, além de ser um filme pesado, mas que se torna mais leve por conta do sarcasmo do roteiro.

    É um grande filme, que fica ainda melhor passados 14 anos, afinal, é um filme maduro e bem distante do barulhento cinema comercial atual.

    O longa está no Telecine Play, Globoplay, Google Play, Apple TV e Microsoft Store.

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